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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Leitura Fetiche no Festipoa 2013



Cinthya Verri lê trecho de Silencioso Como o Paraíso, de Vicente Franz Cecim no Festipoa Literária de 2013 — Teatro Bruno Kiefer, Casa de Cultura Mário Quintana.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

quinta-feira, 26 de março de 2009

Doubt: Sermão do Father Flynn



Se não assistiu ainda, não perca: Doubt.

A screenplay by
John Patrick Shanley

INT. THE CHURCH ALTAR - FATHER FLYNN AT THE PULPIT - DAY

FLYNN
What do you do when you’re not
sure? That’s the topic of my sermon
today.

Last year, when President Kennedy
was assassinated, who among us did
not experience the most profound
disorientation? Despair?

Which way? What now?

What do I say to my kids? What do I
tell myself? It was a time of
people sitting together, bound
together by a common feeling of
hopelessness.


But think of that! Your BOND with
your fellow being was your Despair.
It was a public experience. It was
awful, but we were in it together.


How much worse is it then for the
lone man, the lone woman, stricken
by a private calamity?

"No one knows I’m sick."

"No one knows I’ve lost my last
real friend."

“No one knows I’ve done something
wrong.” Imagine the isolation.

Now you see the world as through a
window. On one side of the glass:
happy, untroubled people, and on
the other side: you.

I want to tell you a story.

A cargo ship sank one night. It
caught fire and went down. And
only this one sailor survived.
He found a lifeboat, rigged a
sail...and being of a nautical
discipline...turned his eyes to the
Heavens and read the stars

He set a course for his home, and
exhausted, fell asleep

Clouds rolled in. And for the next
twenty nights, he could no longer
see the stars. He thought he was
on course, but there was no way to
be certain

And as the days rolled on, and the
sailor wasted away, he began to
have doubts

Had he set his course right? Was he
still going on towards his home?

Or was he horribly lost and doomed to a terrible death?

No way to know. The message of the
constellations - had he imagined
it because of his desperate
circumstance? Or had he seen truth
once and now had to hold on to it
without further reassurance?

There are those of you in church
today who know exactly the crisis
of faith I describe.

And I want to say to you:
Doubt can be a bond as
powerful and sustaining as
certainty. When you are lost, you
are not alone.

In the name of the Father, the Son,
and the Holy Ghost.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Errância - O Navio Fantasma

Dois maravilhosos, um ontem, outro hoje.

Diz meu adorado amigo Leandro Galvin em seu a thousand ways:
KEEP ON TRYING
Novamente, acho que não me fiz entender. É o menor dos pecados: deveríamos nos ajoelhar em agradecimento à nossa cotidiana incapacidade de expressar com precisão o que queremos dizer, seja numa conversa, num texto ou numa fotografia. Pois é justamente essa inexatidão que nos move a continuar tentando, rumo a um novo ponto de desconforto, e a outro, e a um próximo, na mais ou menos longa sequência de fracassos que reconheceremos como a nossa vida – quando terminar.

(ele me contou que não foi de sua autoria o texto, foi o autor do reconhecimento de Cuenca)

Diz o maravilhoso Barthes, em seus Fragmentos do Discurso Amoroso:


(...)não posso eu mesmo (sujeito enamorado) construir até o fim minha história de amor: sou o poeta (o recitante) apenas quanto ao começo; o fim dessa história, assim como minha própria morte, pertence aos outros, a eles cabe escrever esse romance, narrativa exterior, mítica.


(...)Procuro, começo, tento, vou mais longe, corro, mas nunca sei que acabo: da Fênix, não dizemos que morre, mas apenas que renasce (posso pois renascer sem morrer?)
Posto que não me sinto pleno e que entretanto não me mato, o errar amoroso é fatal.

4. No transcorrer de uma vida, todos os "fracassos" de amor se assemelham ( e com razão: todos eles procedem da mesma falha). X... e Y... não souberam (quiseram, puderam) responder à minha "demanda", aderir à minha "verdade"; não mexeram uma vírgula em seu sistema; para mim, um não faz senão repetir o outro. E contudo X... e Y... são incomparáveis; é em sua diferença, modelo de uma diferença infinitamente renovada, que extraio a energia para recomeçar. A "mutabilidade perpétua" (
in inconstantia constans) que me anima, longe de esmagar todos os que encontro sob o mesmo tipo funcional (não responder à minha demanda), desloca com violência sua falsa comunidade: o errar não alinha, faz rebrilhar: o que se repete é a nuança. Continuo assim, até o fim da tapeçaria, de uma nuança a outra (a nuança é o último estado da cor, aquele que não pode ser nomeado; a nuança é o Intratável).

Uma vida só é pouco.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Centro Integria


Recebi o email que trazia a foto ao mesmo tempo em que surrupiava a imagem do blog da Nádia.

Sincronicidades.

Então, aí estão as almas vivíssimas. Nós que tocamos suavemente a noite de Picada Café.

Eles que trabalharam arduamente seus talentos na oficina do Fabro enquanto eu corria pelo milharal do Nestor.

Eu que não beijava o violão há meses, não fazia uma roda cantar há anos, descobri o abraço e o riso amoroso dessa gente.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Paul Celan - Marianne

Sem lilases é o teu cabelo, o teu rosto de espelho.
De olho para olho segue a nuvem, como de Sodoma para Babel:
desfolha a torre como folhagem e brama em torno do arbusto de enxofre.

Há então um relâmpago cortando a tua boca - aquele abismo com os restos do violino.
Com dentes de neve há um que maneja o arco: mais belo o som da cana!

Amada, também tu és a cana e nós todos a chuva;
o teu corpo um vinho sem igual, e somos dez a bebê-lo;
o teu coração uma barca no trigo, nós levamo-la em direção à noite;
um cantarinho azul, saltas assim ligeira sobre nós, e nós dormimos...

Passa diante da tenda a centúria, e emborrachados levamos-te a enterrar.

E soa então nas lages do mundo o duro táler dos sonhos.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Campanha Ateísta em Londres


Humanists...

...are atheists and agnostics who make sense of the world using reason, experience and shared human values. We take responsibility for our actions and base our ethics on the goals of human welfare, happiness and fulfillment. We seek to make the best of the one life we have by creating meaning and purpose for ourselves, individually and together.


www.humanism.org.uk




segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

(Un)necessary Knowledge

The odds of seeing three albino deer at once are one in seventy-nine billion,
yet one man in Boulder Junction, Wisconsin,
took a picture of three albino deer in the woods.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A vida como ela é - para cada um de nós.



Em busca do eu-caleidoscópio.

Esta maravilha das maravilhas será lançada HOJE, na casa de cultura Mário Quintana, às 19h.
O livro estará sendo vendido a preço promocional: R$30,00.

Cartilha para viver melhor.

Saiba mais

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Fabrício Carpinejar em: 'Sou uma Dona-de-casa no Amor '


"Querida,

Meus sapatos sujos conversaram comigo.

Antes de sair para vê-la, botei o par no meu colo e passei um minucioso pano em suas bordas, lustrei e escovei a lâmina preta de couro. Quando soprei os cadarços, recuperei um pouco da véspera das reuniões dançantes da adolescência. Alegre véspera em que me enamorava desde casa. Colocava uma fita-cassete e, de banho tomado, inspecionava minhas roupas dormindo na cama (as roupas eram irmãos menores que tinha a obrigação de acordar).

Talvez devesse usar mais sapato.

No amor, fiquei sempre entre o adiamento (evitar o encontro) e a antecipação (não pensar em outra coisa). Eu sofro mais na antecipação, mas o adiamento é mais triste.

O que me põe a sofrer, portanto, não é triste. Sofro seu preenchimento ou sua carência ou os dois juntos: uma ausência transbordada de mim.

Exercito a falta de domínio. Aliás, não sei por quem vai se apaixonar se estou me despersonalizando cada vez mais, perigosamente perto da extinção dos meus gostos e do meu estilo.

Engano pensar que o que mais dói é o que nos incomoda. O que mais dói é o que desejamos. O desejo é uma dor sem pouso. Não arrebenta na pele para repetirmos seu trajeto.

Quando amamos não somos suficientes como no dia anterior. Somos terrivelmente dependentes, confusos, mudamos os nossos horários para uma fresta, não queremos nos ocupar para permanecermos livres em caso de uma surpresa. Mexemos o braço de um corpo que já não é nosso. Atendemos ao telefone em reunião, despertamos o interesse pelos ralos e bordas e paredes manchadas.

Somos aquilo que vivíamos criticando em nossos amigos: a espera resignada por alguém. A submissão.

Só posso concluir que o amante não é tapete da sala, é capacho. Estamos mais na porta do que dentro de alguma palavra.

No amor, todos são donas-de-casa. Donas-de-casa limpando a sala, recolhendo os farelos e encerando as janelas pela transparência. Donas-de-casa disponíveis a preparar a comida, arrumar a cama, atender caprichos insanos. Vou hoje preparar biscoitos, eu que nunca ligo o fogão e não gosto deles. Para somente manter a mão funcionando e untar lentamente a fôrma. E esperar algo que não seja você. Ou esperar você de outro modo, quando finjo não esperar.

Amar é a mais grave ausência de democracia. Amar é exploração. Amar é trabalho-escravo. Não recomendo a ninguém, tampouco condeno.

Não me importo de ranger os cotovelos na mesa e de reparar os cantos com obstinação, como se fosse surgir por milagre na esquina de meu quarto. Não inspiro pena, estou agonizando com toda a saúde.

Mas o que me faria realmente sofrer é a falta de sofrimento do adiamento. Prefiro sofrer agora o que nem entendo do que entender meu sofrimento. É melhor, muito melhor.

Dependo de seu retorno para acreditar que a primeira vez - de tão perfeita - não foi minha invenção.

Beijo
F. ”

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Under Pressure


Why can't we give love that one more chance
Why can't we give love give love give love give love
give love give love give love give love give love
'Cause love's such an old fashioned word
And love dares you to care for
The people on the edge of the night
And loves dares you to change our way of
Caring about ourselves
This is our last dance
This is our last dance
This is ourselves
Under pressure
Under pressure

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

terça-feira, 9 de setembro de 2008

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Tiny Vipers - Jesy Fortino

[there is never just one choice; there is always more than one path.
And no matter if you think you know just what you’re getting yourself into,
chances are you don’t.]



PS. Lule, amo você.

EU TE DISSE

Entro na cozinha de manhã. Quer dizer, entro na cozinha às 11h, que é toda a minha manhã. As ondas de calor desde a porta já me avisavam q...