sábado, 5 de maio de 2007
Soltura
Soltura
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Sabiá
A noite espalhada
Recorro à poesia
No recorrer do sol
A noite encolhida
Recolho poesia
Percorrido o mundo
Movida na noite
Revuelta poesia
Que sou mar
Grande de brincar
Iara de mim
E pequena Iansã
A Caetanear
Sou teu sabiá
Sabe-amar
Sabe-amar
Canta o sabiá
Achei que sabia amar
Mas é que amor não se sabe
E eu não sabia
(Se é)
O amor cai em pé
É gato escaldado
Esperto e rapina
O amor me alucina
De ser como é
E sou mar
Mar grande de amar
E me derramo em ti
Nas milhas de praia
A lamber-te areia
A brilhar lantejoulas
Na beira do mar
E eu beiro a ti
A me cercear
No abraço que contém
Um oceano
O meu se derrama
(E ama)
Vem pratear
O pranto distante
De quem não está
Sou mais viva hoje
No tempo de amar
Que existe num quando
Instante em piscar
(Te amo, querido.
Mas parla piano
Que sou cristalina
No medo de amar)
Sou tua menina
O teu sabiá
Sabiá
A noite espalhada
Recorro à poesia
No recorrer do sol
A noite encolhida
Recolho poesia
Percorrido o mundo
Movida na noite
Revuelta poesia
Que sou mar
Grande de brincar
Iara de mim
E pequena Iansã
A Caetanear
Sou teu sabiá
Sabe-amar
Sabe-amar
Canta o sabiá
Achei que sabia amar
Mas é que amor não se sabe
E eu não sabia
(Se é)
O amor cai em pé
É gato escaldado
Esperto e rapina
O amor me alucina
De ser como é
E sou mar
Mar grande de amar
E me derramo em ti
Nas milhas de praia
A lamber-te areia
A brilhar lantejoulas
Na beira do mar
E eu beiro a ti
A me cercear
No abraço que contém
Um oceano
O meu se derrama
(E ama)
Vem pratear
O pranto distante
De quem não está
Sou mais viva hoje
No tempo de amar
Que existe num quando
Instante em piscar
(Te amo, querido.
Mas parla piano
Que sou cristalina
No medo de amar)
Sou tua menina
O teu sabiá
domingo, 29 de abril de 2007
A Persiana
Gritam as pessoas todas na rua
A vizinha recolhe a roupa
A persiana da sala pousa silenciosa
Pateticamente torta
De certo por algum puxão levado
Ninguém vem endireitar a pobre
É como um horizonte inclinado
Como alguém que olha sobre o torcicolo
Gritam as pessoas todas na rua
Para serem notadas de torta maneira
Na sua torta presença.
Mais sábia é a persiana
Parece um sorriso em meia boca
Com cuja visão entortada
Parece divertir-se.
A Persiana
Gritam as pessoas todas na rua
A vizinha recolhe a roupa
A persiana da sala pousa silenciosa
Pateticamente torta
De certo por algum puxão levado
Ninguém vem endireitar a pobre
É como um horizonte inclinado
Como alguém que olha sobre o torcicolo
Gritam as pessoas todas na rua
Para serem notadas de torta maneira
Na sua torta presença.
Mais sábia é a persiana
Parece um sorriso em meia boca
Com cuja visão entortada
Parece divertir-se.
quarta-feira, 25 de abril de 2007
A Lavadeira

A bater-se toda
Debatendo-se com os giros internos
Com o sifão a rodar
E a exaurir-se das lágrimas e do sabão
Finda a roupa suja
Ficam os vapores de amaciante
A amaciar o ar e os tecidos
Lavo-me com sabão
Feliz, feliz, feliz (?)
Ensaboa, branquela, ensaboa
Ensaboa!
E dejeto-os de vez.
Mas alveje só:
Parece que não se findam
Sou um encardume
Ou brancura
É coisa que não tem.
A Lavadeira

A bater-se toda
Debatendo-se com os giros internos
Com o sifão a rodar
E a exaurir-se das lágrimas e do sabão
Finda a roupa suja
Ficam os vapores de amaciante
A amaciar o ar e os tecidos
Lavo-me com sabão
Feliz, feliz, feliz (?)
Ensaboa, branquela, ensaboa
Ensaboa!
E dejeto-os de vez.
Mas alveje só:
Parece que não se findam
Sou um encardume
Ou brancura
É coisa que não tem.
terça-feira, 24 de abril de 2007
Cajuína

Vem a voz
Que não foi esquecida
História imemorial
Blur
Bluuuur
Faz o som
É ele
O outro que se fez depois
Com o vento
Os cristais
O encanto
Seus ais
Eu pedia em cantiga
Não me desperte, amor
Me despedindo
Só um pouquinho mais de solidão
Acordando depois
Sozinha, como sou
(acompanhada ou não)
Como somente (só mente) é
Ele se despindo do sal
E do mal
E do bem
Aportando
Como é real e certo
E eu na ponte
De mim
Existirmos a que será que se destina,
Cajuína?
Inventemos, pois.
E tornemo-nos.
No mais, és.
Cajuína

Vem a voz
Que não foi esquecida
História imemorial
Blur
Bluuuur
Faz o som
É ele
O outro que se fez depois
Com o vento
Os cristais
O encanto
Seus ais
Eu pedia em cantiga
Não me desperte, amor
Me despedindo
Só um pouquinho mais de solidão
Acordando depois
Sozinha, como sou
(acompanhada ou não)
Como somente (só mente) é
Ele se despindo do sal
E do mal
E do bem
Aportando
Como é real e certo
E eu na ponte
De mim
Existirmos a que será que se destina,
Cajuína?
Inventemos, pois.
E tornemo-nos.
No mais, és.
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Vinte Minutos

Vinte minutos faltam
Para amanhã
Quatro cigarros, aproximadamente
E amanhã chegará
Pungente
Independentemente
Independente – mente minha
O amanhã romperá
A manhã violentará a noite
Apesar dos berros que daria
Apesar de meus latidos e uivos
A realidade desliza
Por sobre mim
Pra que insisto em revoltar-me?
Pra que insisto em revoltas
Se voltas e voltas o mundo dá
Se a poesia tão pouco silencia
Se a paixão é uma dama japonesa
Ou um whisky irlandês
(Bebo)
Quem sou afinal?
Se pergunto, some a resposta
Sobra a verdade
A verdade que falo
É indizível.
EU TE DISSE
Entro na cozinha de manhã. Quer dizer, entro na cozinha às 11h, que é toda a minha manhã. As ondas de calor desde a porta já me avisavam q...
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Começou a votação para o Fato Literário 2009! Passa lá e vota no Fabrício Carpinejar , que depois do Jabuti e do Twitter é definitivamente o...
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