sexta-feira, 7 de março de 2008

Quase Nada



Achei mais uma música perdida! Essa data de 2001, foi encontrada nas escavações para backup do velho computador. A música está na seção de Músicas da Gaveta [clique aqui para ver] e a poesia vai aqui:

Olha só já sei voar
Olha pra mim no ar

gravidade
olha o vento pendular
pendular, pendular
Me dá a mão,
vamos voar na madrugada

longe do chão
que de perto é quase nada

quase nada

Olha meus passos no céu
somos folha em carrossel
Liberdade
deixa o vento ondular
ondular, ondular


vendaval nessa miséria
nessa rotina tão séria
vento forte clandestino

me dá a mão
vamos voar na madrugada

longe do chão
que de perto é quase nada


me dá a mão
vamos voar na eternidade

longe do chão
que de perto é quase
nada
quase nada


Quase Nada



Achei mais uma música perdida! Essa data de 2001, foi encontrada nas escavações para backup do velho computador. A música está na seção de Músicas da Gaveta [clique aqui para ver] e a poesia vai aqui:

Olha só já sei voar
Olha pra mim no ar

gravidade
olha o vento pendular
pendular, pendular
Me dá a mão,
vamos voar na madrugada

longe do chão
que de perto é quase nada

quase nada

Olha meus passos no céu
somos folha em carrossel
Liberdade
deixa o vento ondular
ondular, ondular


vendaval nessa miséria
nessa rotina tão séria
vento forte clandestino

me dá a mão
vamos voar na madrugada

longe do chão
que de perto é quase nada


me dá a mão
vamos voar na eternidade

longe do chão
que de perto é quase
nada
quase nada


segunda-feira, 3 de março de 2008

Eu Amo Taíba


Betinho Rosa - No Morro do Chapéu
Foto: Fábio Arruda


Tenho um adesivo no carro que diz: "Eu 'coração' Taíba".
Taíba é uma praia que fica perto de Fortaleza.
Quando fui conhecer essa capital, logo na chegada, avistei um casal com pranchas. Fui logo pergutando onde tinha lugar pra surfar:
- Taíba! - responderam.
OK, Taíba, então seria.
Fomos de ônibus, eu e a pranchinha (minha navezinha de bodyboard).
No ônibus estavam meus dois futuros companheiros de surf com um volão - instantâneo: amizade.
Ajudei os meninos com as coisas de acampamento, eles iam passar a noite, eu estava de passagem para o dia.
Rumamos para o Morro do Chapéu:
- Fundo de pedra - alertaram.
Eu nem sabia o que isso queria dizer... 'Fundo de pedra' queria dizer que não era de areia o fundo do mar. As ondas eram grandes. Eram as maiores que eu já tinha visto. Eles foram entrando, eu fui logo atrás. Entrei na água, respirei fundo, fui nadando. E eles iam indo e eu nadando, indo também. Pois furei a rebentação junto com eles. Respirei aliviada, não fiz vexame, essas coisas que eu, principiante, pensei na hora.
Aí vieram as séries. Todas lindas, maravilhosas, as ondas enoooormes. E eu pensava:
- socooooorro, são enooooormes!
E nadava forte para furar, joelho na prancha pra passar por baixo. Ainda achava que estava fazendo vergonha para mim mesma, quando notei que os meninos também estavam furando as ondas:
- Hum, talvez sejam grandes pra todo mundo, não só pra mim.
Pensei, em redenção.
No final da bateria da tarde, saí do mar tendo descido três ondas. Tá ok, pensei. Os meninos saíram da água felicíssimos, congratulando e tudo:
- Aí, hein, valeu!
Depois discorreram um pouco sobre a admiração que sentiam por mim: menina, sozinha, querendo surfar - disseram.
Acabei voltando no outro dia, acampei com os meninos.
Explicaram que era meu batismo - que batismo no surf é quando a gente encara um marzão assim de verdade.
Taíba ficou em mim. O lugar. O adesivo é para que eu me lembre de não duvidar de mim e de meus pontos de vista; de fazer o melhor e de enfrentar as coisas como eu vejo - se são grandes pra mim, são grandes e ponto. Sei lá se outros acham grande ou pequeno... É para que eu me lembre de nadar forte quando eu acho que tenho que nadar - no mar, como na vida, não dá tempo de se basear em outros - a experiência é de cada um, para seu próprio corpo, para a força de sua braçada - cada um consigo e com o mar.
Às vezes saímos elogiados. Às vezes, não. Tudo bem... Basta levar-se adiante usando tudo o que temos, tudo se faz necessário uma hora dessas (não dá pra abrir mão de nada!) - também a vida é um mar com fundo de pedra.

Eu Amo Taíba


Betinho Rosa - No Morro do Chapéu
Foto: Fábio Arruda


Tenho um adesivo no carro que diz: "Eu 'coração' Taíba".
Taíba é uma praia que fica perto de Fortaleza.
Quando fui conhecer essa capital, logo na chegada, avistei um casal com pranchas. Fui logo pergutando onde tinha lugar pra surfar:
- Taíba! - responderam.
OK, Taíba, então seria.
Fomos de ônibus, eu e a pranchinha (minha navezinha de bodyboard).
No ônibus estavam meus dois futuros companheiros de surf com um volão - instantâneo: amizade.
Ajudei os meninos com as coisas de acampamento, eles iam passar a noite, eu estava de passagem para o dia.
Rumamos para o Morro do Chapéu:
- Fundo de pedra - alertaram.
Eu nem sabia o que isso queria dizer... 'Fundo de pedra' queria dizer que não era de areia o fundo do mar. As ondas eram grandes. Eram as maiores que eu já tinha visto. Eles foram entrando, eu fui logo atrás. Entrei na água, respirei fundo, fui nadando. E eles iam indo e eu nadando, indo também. Pois furei a rebentação junto com eles. Respirei aliviada, não fiz vexame, essas coisas que eu, principiante, pensei na hora.
Aí vieram as séries. Todas lindas, maravilhosas, as ondas enoooormes. E eu pensava:
- socooooorro, são enooooormes!
E nadava forte para furar, joelho na prancha pra passar por baixo. Ainda achava que estava fazendo vergonha para mim mesma, quando notei que os meninos também estavam furando as ondas:
- Hum, talvez sejam grandes pra todo mundo, não só pra mim.
Pensei, em redenção.
No final da bateria da tarde, saí do mar tendo descido três ondas. Tá ok, pensei. Os meninos saíram da água felicíssimos, congratulando e tudo:
- Aí, hein, valeu!
Depois discorreram um pouco sobre a admiração que sentiam por mim: menina, sozinha, querendo surfar - disseram.
Acabei voltando no outro dia, acampei com os meninos.
Explicaram que era meu batismo - que batismo no surf é quando a gente encara um marzão assim de verdade.
Taíba ficou em mim. O lugar. O adesivo é para que eu me lembre de não duvidar de mim e de meus pontos de vista; de fazer o melhor e de enfrentar as coisas como eu vejo - se são grandes pra mim, são grandes e ponto. Sei lá se outros acham grande ou pequeno... É para que eu me lembre de nadar forte quando eu acho que tenho que nadar - no mar, como na vida, não dá tempo de se basear em outros - a experiência é de cada um, para seu próprio corpo, para a força de sua braçada - cada um consigo e com o mar.
Às vezes saímos elogiados. Às vezes, não. Tudo bem... Basta levar-se adiante usando tudo o que temos, tudo se faz necessário uma hora dessas (não dá pra abrir mão de nada!) - também a vida é um mar com fundo de pedra.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Pele na Pele


Olá,
Pessoal, para os que não sabem, nós temos no Hospital Dom Vicente Scherer do Complexo Hospitalar da Santa Casa de Porto Alegre um Banco de Pele (é o terceiro do gênero na América Latina).
As doações de pele são na sua grande maioria vindas de cirurgias plásticas e são em tamanhos pequenos. Por exemplo, para um grande queimado precisamos de sete doadores.
Mas, no dia 17/02/2008 fizemos nossa primeira captação de pele a partir de um doador de múltiplos órgãos. E só essa captação proporcionará o tratamento de até dois grandes queimados.
O nosso Banco está deficiente de pele, porque ainda não existe uma conscientização da população a respeito desse assunto.
Por este motivo segue abaixo um site onde aparecem informações a respeito do Banco de Tecidos e um vídeo institucional.

Repassem, por favor, para o maior número possível de pessoas. Somente este tipo de conscientização pode acabar com o preconceito da doação de pele e salvar mais vidas!

Dúvidas, podem entrar em contato por este email ou pelo telefone (51) 3213 7172.
From: Melissa Camassola <camassola@yahoo.com.br>

Pele na Pele


Olá,
Pessoal, para os que não sabem, nós temos no Hospital Dom Vicente Scherer do Complexo Hospitalar da Santa Casa de Porto Alegre um Banco de Pele (é o terceiro do gênero na América Latina).
As doações de pele são na sua grande maioria vindas de cirurgias plásticas e são em tamanhos pequenos. Por exemplo, para um grande queimado precisamos de sete doadores.
Mas, no dia 17/02/2008 fizemos nossa primeira captação de pele a partir de um doador de múltiplos órgãos. E só essa captação proporcionará o tratamento de até dois grandes queimados.
O nosso Banco está deficiente de pele, porque ainda não existe uma conscientização da população a respeito desse assunto.
Por este motivo segue abaixo um site onde aparecem informações a respeito do Banco de Tecidos e um vídeo institucional.

Repassem, por favor, para o maior número possível de pessoas. Somente este tipo de conscientização pode acabar com o preconceito da doação de pele e salvar mais vidas!

Dúvidas, podem entrar em contato por este email ou pelo telefone (51) 3213 7172.
From: Melissa Camassola <camassola@yahoo.com.br>

EU TE DISSE

Entro na cozinha de manhã. Quer dizer, entro na cozinha às 11h, que é toda a minha manhã. As ondas de calor desde a porta já me avisavam q...