Não adianta:
segunda-feira, 18 de junho de 2007
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Dia dos Namorados
(Queria ter
Uma máquina de escrever)
(Mentira)
Amor e Só
(Ou: O Amor é só.)
(Ou: É Só o Amor)
Por tanto e tão longe tempo
Quis
Ser algo mais que só humana
Ser
Um algo superior
(era algoz)
Um algo que de nada precisasse
Que fosse por si e em si total
Um ente mui inteligente
Muito mais que toda a gente
Essa gente gemente
Do amor e da vida em geral
Um alguém de letra cursiva
Bonita, clara e discursiva
Mas que nada
Não deu em nada a luta armada
Arapuca de mim
Dei foi c´os burro n´água
(Cos burro: bem assim)
E me joguei
Nadando no mar sem fim
Perdida
Burra das que não emburra
Nem tão feliz – mais viva
Cheia do amor que dói
(o amor que dois)
Que arde, arde, arde bom
Humana e só
Sozinha
Chorando faltas
A falta tua também
Que bem
(Saudade é bem)
De amar assim sem dó de mim
Com prazer afogueado
A rachar o peito em dois
(O teu e o meu)
Descubro-me ser sem por que
(ou porque)
Cheia do amor mais clichê
Carente, precisada e aflita
Até que fiquei mais bonita
Com suores noturnos
Essas coisas todas
De quem sabe não saber
E que acha que ‘não sei’
É uma linda resposta.
Amor meu,
Ama-me com romance chinfrim
Sou aquela da novela
No mais banal de mim
Que é também o meu mais puro
Meu mais outro, meu mais ouro
Meu mais eu.
Hoje
Só
E só para ti só
(com medo que te desapontes)
Fiz cantar o meu amor.
Dia dos Namorados
(Queria ter
Uma máquina de escrever)
(Mentira)
Amor e Só
(Ou: O Amor é só.)
(Ou: É Só o Amor)
Por tanto e tão longe tempo
Quis
Ser algo mais que só humana
Ser
Um algo superior
(era algoz)
Um algo que de nada precisasse
Que fosse por si e em si total
Um ente mui inteligente
Muito mais que toda a gente
Essa gente gemente
Do amor e da vida em geral
Um alguém de letra cursiva
Bonita, clara e discursiva
Mas que nada
Não deu em nada a luta armada
Arapuca de mim
Dei foi c´os burro n´água
(Cos burro: bem assim)
E me joguei
Nadando no mar sem fim
Perdida
Burra das que não emburra
Nem tão feliz – mais viva
Cheia do amor que dói
(o amor que dois)
Que arde, arde, arde bom
Humana e só
Sozinha
Chorando faltas
A falta tua também
Que bem
(Saudade é bem)
De amar assim sem dó de mim
Com prazer afogueado
A rachar o peito em dois
(O teu e o meu)
Descubro-me ser sem por que
(ou porque)
Cheia do amor mais clichê
Carente, precisada e aflita
Até que fiquei mais bonita
Com suores noturnos
Essas coisas todas
De quem sabe não saber
E que acha que ‘não sei’
É uma linda resposta.
Amor meu,
Ama-me com romance chinfrim
Sou aquela da novela
No mais banal de mim
Que é também o meu mais puro
Meu mais outro, meu mais ouro
Meu mais eu.
Hoje
Só
E só para ti só
(com medo que te desapontes)
Fiz cantar o meu amor.
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Praia de Nuncamais
Me surfa o mar
A estrada e tu
Cronometrar
Depois somos só nós dois
Nossos carros na garagem
Dispostos lado a lado
São cães primos pequineses
Um salão de jogos
Uma criada cega
Com amnésia
Toalhas felpudas e televisão
Uma chaise-longue
Carne na brasa
Serenata ao revés
E pagode (sim, pagode)
Os Irmãos, O Velho e o Moço.
Um tarot (mas)
Dispenso a previsão
Ali faz-de-conta
Tem uvas na geladeira
É terra do nunca
A praia de Nuncamais
Ali não se dorme
Mas não se cansa
E somos casados
E bem sucedidos
Comemos cachorro quente
(Os cachorros comem o gato)
Tudo bem
É a única tragédia
É paz onde jaz
A praia de Nuncamais.
Praia de Nuncamais
Me surfa o mar
A estrada e tu
Cronometrar
Depois somos só nós dois
Nossos carros na garagem
Dispostos lado a lado
São cães primos pequineses
Um salão de jogos
Uma criada cega
Com amnésia
Toalhas felpudas e televisão
Uma chaise-longue
Carne na brasa
Serenata ao revés
E pagode (sim, pagode)
Os Irmãos, O Velho e o Moço.
Um tarot (mas)
Dispenso a previsão
Ali faz-de-conta
Tem uvas na geladeira
É terra do nunca
A praia de Nuncamais
Ali não se dorme
Mas não se cansa
E somos casados
E bem sucedidos
Comemos cachorro quente
(Os cachorros comem o gato)
Tudo bem
É a única tragédia
É paz onde jaz
A praia de Nuncamais.
Amor Antigo
Destarte a beleza (infame)
Que me resvalo insone
Aqui jaz: FEBRIL
Que fome!
(Fome com nome)
Que me difamem:
Eu quero o homem!
Quero-bem
Querubim
Pusilânime
Mafioso Corleone
Enxuto, fajuto e puto
Que me enoja a tripa
¡Rica chiquitita chica!
Que chora aflita
Um Choror Chorizo
...
Que é isso?
Vai dormir, filha.
Nana, nanita
Dormita consigo
Que sonho é que é bom
Amor Antigo
Destarte a beleza (infame)
Que me resvalo insone
Aqui jaz: FEBRIL
Que fome!
(Fome com nome)
Que me difamem:
Eu quero o homem!
Quero-bem
Querubim
Pusilânime
Mafioso Corleone
Enxuto, fajuto e puto
Que me enoja a tripa
¡Rica chiquitita chica!
Que chora aflita
Um Choror Chorizo
...
Que é isso?
Vai dormir, filha.
Nana, nanita
Dormita consigo
Que sonho é que é bom
terça-feira, 5 de junho de 2007
Coisa Nenhuma
Coisa nenhuma!
Digo coisa com coisa
Digo coisa nenhuma
Digo um dizer diguento
De quem não diz (agüento)
Por não dizer (rebento)
Digo um dizer vizinho
Um digado, um diguinho
Digo assim um pouquinho
Que em não dizendo nada
Nem por baixo, nem arriba
Neca-de-pitibiriba
(eu sussurro poesia)
Coisa Nenhuma
Coisa nenhuma!
Digo coisa com coisa
Digo coisa nenhuma
Digo um dizer diguento
De quem não diz (agüento)
Por não dizer (rebento)
Digo um dizer vizinho
Um digado, um diguinho
Digo assim um pouquinho
Que em não dizendo nada
Nem por baixo, nem arriba
Neca-de-pitibiriba
(eu sussurro poesia)
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Gripe

Que há de se dizer?
É a mudança do tempo,
É... Esse tempo louco (dizem).
Resposta: acontece...
Vem o pêndulo
Chorei tantas vezes hoje
Vertia-se-me meus olhos
Eumoção
Vem o pêndulo
Olha aí o dia morrendo
Veio a noite
Eumocionada
Vem o pêndulo
O desamparo é muito
E tão real...
Somos poucos os que ousam olhar
Mas todos sabemos: lá está
Vem o pêndulo
Não há nada além do vazio
Só as possibilidades espreitam
A cada badalada, outra
Ação
E já não está.
Vem o pêndulo
Morreu de quê?
Porque a vida acaba.
Até lá,
Vejo que tento fazer um bom trabalho comigo.
EU TE DISSE
Entro na cozinha de manhã. Quer dizer, entro na cozinha às 11h, que é toda a minha manhã. As ondas de calor desde a porta já me avisavam q...
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Começou a votação para o Fato Literário 2009! Passa lá e vota no Fabrício Carpinejar , que depois do Jabuti e do Twitter é definitivamente o...
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