sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Donzelas Modernas - Polêmica 05.02.2010


Em debate com os seguintes convidados. Da esquerda para a direita:

- Ginecologista e Obstetra, ANTÔNIO CELSO KOEHLER AYUB

- Coordenadora do Comitê de Sexualidade da Sociedade de Psicologia do RS, LÚCIA PESCA

- Jornalista e Professor da PUCRS, ANDRÉ PASE

- Secretária executiva da Rede Feminista da Rede de Saúde, TÉLIA NEGRÃO

- Médica e psicoterapeuta, CÍNTHYA VERRI


Confira a participação de Cínthya Verri no Programa Polêmica da Rádio Gaúcha que foi ao ar nesta manhã. Apresentação do queridíssimo Lauro Quadros.

Para pagar os estudos jovem neozelandesa leiloa sua virgindade pela internet.

A virgindade, hoje, é motivo de orgulho ou de constrangimento?

Orgulho - 77%
Constrangimento - 23%
Total: 196 votos

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Paranóia Androcentrista - Crônica Falada no Programa Camarote TVCOM


Nesta quarta-feira, Roger não era Katia, decidi não ser Cínthya.

Brincadeiras à parte, afinal, Roger Lerina (@lerina) está ótimo e divertido no Camarote. Katia Suman (@katiasuman) pode curtir as férias em paz. Mas criei uma crônica diferente, sob a óptica da Paola Bulbe.

Paola é a personagem que inventei para um exercício de Blog Literário. Ela tem um blog, o Mundo Fálico. A moça examina tudo de perto porque acredita em uma conspiração mundial androcentrista.

A broma rende assunto, principalmente sobre como agir diante de um amigo, conhecido ou familiar que passa a ter ideias deliroides como a Paola.

Confira a análise feita no programa Camarote TVCOM do videoclipe Beat It, de Michael Jackson.
Ainda, visite a crônica escrita de Paola sobre o tema no http://mundofalico.blogspot.com.

Veja o vídeo no Bairro das Mídias

Paranóia Androcentrista - Crônica Falada no Programa Camarote TVCOM


Nesta quarta-feira, Roger não era Katia, decidi não ser Cínthya.

Brincadeiras à parte, afinal, Roger Lerina (@lerina) está ótimo e divertido no Camarote. Katia Suman (@katiasuman) pode curtir as férias em paz. Mas criei uma crônica diferente, sob a óptica da Paola Bulbe.

Paola é a personagem que inventei para um exercício de Blog Literário. Ela tem um blog, o Mundo Fálico. A moça examina tudo de perto porque acredita em uma conspiração mundial androcentrista.

A broma rende assunto, principalmente sobre como agir diante de um amigo, conhecido ou familiar que passa a ter ideias deliroides como a Paola.

Confira a análise feita no programa Camarote TVCOM do videoclipe Beat It, de Michael Jackson.
Ainda, visite a crônica escrita de Paola sobre o tema no http://mundofalico.blogspot.com.

Veja o vídeo no Bairro das Mídias

Paranóia Androcentrista - Crônica Falada no Programa Camarote TVCOM - 03/02/2010


Nesta quarta-feira, Roger não era Katia, decidi não ser Cínthya.

Brincadeiras à parte, afinal, Roger Lerina (@lerina) está ótimo e divertido no Camarote. Katia Suman (@katiasuman) pode curtir as férias em paz. Mas criei uma crônica diferente, sob a óptica da Paola Bulbe.

Paola é a personagem que inventei para um exercício de Blog Literário. Ela tem um blog, o Mundo Fálico. A moça examina tudo de perto porque acredita em uma conspiração mundial androcentrista.

A broma rende assunto, principalmente sobre como agir diante de um amigo, conhecido ou familiar que passa a ter ideias deliroides como a Paola.

Confira a análise feita no programa Camarote TVCOM do videoclipe Beat It, de Michael Jackson.
Ainda, visite a crônica escrita de Paola sobre o tema no http://mundofalico.blogspot.com.


No fundo, no fundo, somos rasos.

EPITÁFIO
Era todo apaixonado
por lavar seu carro.




Estivemos no Rio de Janeiro e a produção providenciou hospedagem generosa, porém na distante Barra da Tijuca. Desde o aeroporto, os taxistas avisaram seus altos preços para o deslocamento. Tive o estalo:

- Vamos alugar um carro?

Hoje em dia, com GPS, nada há a temer. Diante dos balcões, Bitols insinuou que fôssemos até a Localiza. Achei estranho preferir no desconhecido. Questionei se já tinha alugado carro antes.

- Não, nunca.

- Então por que a Localiza?

- Ah, é mais famosa.

- Não é mais famosa que a Hertz.

- Sei lá. Propaganda talvez.

Acabamos, de qualquer forma, restritos à Localiza porque nenhuma das outras dispunha de veículos no momento. Na hora do cadastro, o balconista, carioca, riu entre os dentes e saiu com a pérola:

- Pois é, Sr. Fabrício, mas temos um cadastro aqui no seu CPF.

- Não pode ser.

O atendente testemunhou o aperto do homem e minha cara de fúria surgindo.

- Mas é beeeeeem antigo – tentou aliviar.

Bitols insistiu na tese do engano até ficar impossível continuar com aquilo, já que o atendente precisava operar dentro do cadastro existente. Até porque, o endereço era aquele, o telefone também e até mesmo o nome da mãe. Números podem ter dígitos trocados, mas nome da mãe é prova dos nove.

Rendeu-se. Fez um ar de “ah, lembrei”, argumentou que foi o seguro, quando bateu o carro, blábláblá.

- Ahã, sei.

Planejei tudo: assim que voltássemos, quando menos esperasse, cortaria os cabos de freio do seu Crossfox amarelo e assistiria ao sol se pondo no Guaíba com gostinho de vingança.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Você tem medo de quê? Brasil na Madrugada - 03/02/2010



O filósofo Roberto Azambuja e a médica e psicoterapeuta Cínthya Verri debatem os medos e as fobias. Eles explicam como superá-las quando se tornam doença e esclarecem as dúvidas mais comuns, além de deixar dicas de como lidar com a ansiedade.

Confira o programa da Rádio Gaúcha Brasil na Madrugada, apresentado pela dulcíssima @SaraBodowsky no Bairro das Mídias:

vá por aqui

Você tem medo de quê? Brasil na Madrugada - 03/02/2010



O filósofo Roberto Azambuja e a médica e psicoterapeuta Cínthya Verri debatem os medos e as fobias. Eles explicam como superá-las quando se tornam doença e esclarecem as dúvidas mais comuns, além de deixar dicas de como lidar com a ansiedade.

Confira o programa da Rádio Gaúcha Brasil na Madrugada, apresentado pela dulcíssima @SaraBodowsky no Bairro das Mídias:

vá por aqui

Você tem medo de quê? Brasil na Madrugada - 03/02/2010



O filósofo Roberto Azambuja e a médica e psicoterapeuta Cínthya Verri debatem os medos e as fobias. Eles explicam como superá-las quando se tornam doença e esclarecem as dúvidas mais comuns, além de deixar dicas de como lidar com a ansiedade.

Confira o programa da dulcíssima @SaraBodowsky



Aqui, a dica de leitura dada no programa:


De Allen Shawn, Bem Que Eu Queria Ir, Notas de uma vida fóbica.

Alguns trechos:

Em geral, o agorafóbico sofre de uma culpa terrível por todas as ocasiões e oportunidades perdidas ou estragadas por suas reações e pelas ausências ou partidas inexplicadas que feriram suas relações.

No que se refere à confrontação dos riscos normais da vida, há decerto muita verdade no velho conselho de voltarmos imediatamente a montar o cavalo que nos derrubou. Uma experiência que rapidamente contradiz um trauma pode ajudar o cérebro a se curar com ainda mais velocidade.

[Segundo Freud] as carícias que recebemos quando bebês e continuamos a buscar em formas mais maduras quando crescemos podem nos ajudar a sobreviver. (Mais recentemente, o psicanalista francês Didier Anzieu escreveu sobre o "eu-pele" (le moi-peau) e a importância de sermos acariciados, dizendo que o afeto físico é um reforço essencial do "eu".)

Quando hábitos de evitação e ansiedade persistem por muito tempo, eles se tornam parte de você, como a dor crônica. O cérebro se acostuma às conexões, e elas se consolidam. O impressionante, no entanto, é que mesmo o cérebro adulto pode construir conexões completamente novas. As antigas podem se desfazer - se a pessoa estiver pronta a desfazê-las - e por fim, com muito trabalho, podem ser substituídas.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Suave Veneno


EPITÁFIO
Ele ainda pensava que a asma
era seu principal problema.


Estamos em época de revisão de livro de crônicas. Nesta fase, Bitols fica frenético. Exige minha releitura, anseia por meu foco total, deseja minhas críticas. Concordei em ajudar, mas só depois de resistir muito. Chorei, acusei, briguei. Depois de me envergonhar de tanto ciúme.

Não gosto de ler textos antigos, é como estar obrigada a chafurdar entre páginas de um diário. Nunca fui de espiar o passado de ninguém. Meu passado, por exemplo, é fossilizado embaixo da terra.

Compelida à tarefa, achei uma pérola onde ele supostamente transa com algumazinha que grita “Ai meu deus”. No final, ele se converte.

Ah, que ódio!

Merece uma morte violenta, contorcido e trêmulo com o veneno que tenho vontade de despejar em seu bourbon.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Retorno do Recalcado

Allen Suton´s Portfolio at Behance
Allen Sutton, Illustration, Graphic Design, Art, Offkilterart
Check out his amazing blog: http://www.offkilterart.blogspot.com


Minha mãe me chamava de relaxada. Ela sabia que eu odiava o termo. Retruquei que me chamasse de qualquer coisa, menos de relaxada. Havia alguma nota na palavra, um estalido, um insulto implícito. “Relaxada” me magoava mais do que ofendia. Mas ela fazia questão de usar o verbete nos piores momentos e principalmente depois do pedido.

Não tive berço, mas campo de concentração. Para me machucar, precisa muita astúcia, arame farpado, corredor polonês. Crueldade é apenas entretenimento. Retribuo asperezas sem nenhum esforço, uma habilidade que vem da infância.

Cresci com a imagem de pessoa desorganizada. Alguém que não sabe fazer pela casa coisa alguma, uma despreparada do lar. O pai também confirmava a impressão da mãe:

- Essa menina não sabe nem pegar uma vassoura direito!

De fato, não sabia que havia jeito para vassoura. Nunca me apeteceram perfeccionismos domésticos. Não foi coisinha passageira da adolescência. Nem birra de criança. Sempre acreditei que o desleixo fosse minha sombra.

Na faculdade e depois, no trabalho, esbanjava disciplina. Assim soube que o desastre estava resumido às tarefas caseiras.

Não tenho religião, menos ainda preferência por santas. Mas a Ivone, essa sim, é minha imaculada senhora da limpeza. Toda a quinta, como para a missa, preparava as oferendas: pão fresco e café, os produtos que pediu na lista de supermercado e os vale-transportes. Não sei o que seria sem ela, porque gosto de encontrar tudo arrumado.

Dificilmente levava alguém para dormir comigo. Topava motel, camping, motor-home, casa da mãe. Qualquer coisa. Meu apartamento era a porta de incêndio: o último caso. O primeiro namorado a freqüentá-la provocou calafrios. Morria de medo que saísse correndo gritando porca ou qualquer coisa assim. Mas eu não ia fingir. Não sou mulher de fazer de conta dotes de boa-moça. Até porque não saberia nem o suficiente para isso.

Mas é que esse moço vinha do interior. Não tinha saída. Os fins de semana reservados para o encontro. Com o convívio, fui descansando a tensão e o medo iniciais. Mais que isso: fui mudando a posição de observação.

Comecei sentando em um palito de dentes no sofá. Palito de dentes? No sofá? Recolhi. Ele parecia escorregado entre as almofadas. Uma distração.

As toalhas de banho repousavam como bandeiras secando nas portas do armário do quarto. As roupas dele faziam montinhos no canto atrás da porta do banheiro. Eu me bati na maçaneta, o vão era muito estreito. A seguir, enganchei e rasguei a manga da camiseta.

Tive vontade de xingá-lo. Uma força súbita de abrir a garganta em algo como: seu relaxado! Mas segurei o Tsunami. Aquela cólera repousava em mim como uma mola. Oito anos de análise servem para a gente pensar no retorno do recalcado. Removi o montículo travador de passagem e segui com a vida.

Na segunda-feira, reuni os copos, todos os seis copos, cinco xícaras, quatro pires, dois pacotes abertos de bolachas, uma meia sem par, CDs fora da caixa, discos de vinil fora da capa, um cobertor. Almofadas nocauteadas, um quadro encostado na parede, um pano de chão sobre uma poça de coca-cola, uma embalagem de Bib´s vazia. A coleção de gibis do Demolidor, a caixa de fotos da infância, uma peruca de Mortícia. Isso na sala.

Cogitei que a Ivone teria que ser fixa. Desse jeito, não dava. Mas nem a Ivone aceitou. Ela ,que não tem boca para nada, desabafou: uma coisa é trabalhar para uma mulher caprichosa como você; a outra é suportar um ímã de lixo.

Caprichosa?

O que uma mãe tira, só outra, a emprestada, devolve.

Enfim elaborada a questão materna de modo doméstico, voltei a fazer análise: dessa vez para seguir o namoro. Afinal, ele não podia ser tão imundo. Tão porco. Devia estar fantasiando coisas, projetando.

Pensava comigo: retorno do recalcado, retorno do recalcado.

Para expulsar os fantasmas e reaver a paz, comprei lingerie, coloquei som árabe e me espiralei em dança do ventre. Quando fui me deitar para o bote da serpente seguindo a flauta, senti em minha coxa a pérola: um cotonete usado, com a cabeça de açúcar queimado, sobre o lençol limpo. No travesseiro, lascas de unhas cortadas. Já era guerra civil, nem mais problema de higiene.

Gritei muito alto:

- Seu relaxado, vai arrumar tudo antes de trepar.

Não é sempre que alcanço o posto de minha mãe.

Retorno do Recalcado

Allen Suton´s Portfolio at Behance
Allen Sutton, Illustration, Graphic Design, Art, Offkilterart
Check out his amazing blog: http://www.offkilterart.blogspot.com


Minha mãe me chamava de relaxada. Ela sabia que eu odiava o termo. Retruquei que me chamasse de qualquer coisa, menos de relaxada. Havia alguma nota na palavra, um estalido, um insulto implícito. “Relaxada” me magoava mais do que ofendia. Mas ela fazia questão de usar o verbete nos piores momentos e principalmente depois do pedido.

Não tive berço, mas campo de concentração. Para me machucar, precisa muita astúcia, arame farpado, corredor polonês. Crueldade é apenas entretenimento. Retribuo asperezas sem nenhum esforço, uma habilidade que vem da infância.

Cresci com a imagem de pessoa desorganizada. Alguém que não sabe fazer pela casa coisa alguma, uma despreparada do lar. O pai também confirmava a impressão da mãe:

- Essa menina não sabe nem pegar uma vassoura direito!

De fato, não sabia que havia jeito para vassoura. Nunca me apeteceram perfeccionismos domésticos. Não foi coisinha passageira da adolescência. Nem birra de criança. Sempre acreditei que o desleixo fosse minha sombra.

Na faculdade e depois, no trabalho, esbanjava disciplina. Assim soube que o desastre estava resumido às tarefas caseiras.

Não tenho religião, menos ainda preferência por santas. Mas a Ivone, essa sim, é minha imaculada senhora da limpeza. Toda a quinta, como para a missa, preparava as oferendas: pão fresco e café, os produtos que pediu na lista de supermercado e os vale-transportes. Não sei o que seria sem ela, porque gosto de encontrar tudo arrumado.

Dificilmente levava alguém para dormir comigo. Topava motel, camping, motor-home, casa da mãe. Qualquer coisa. Meu apartamento era a porta de incêndio: o último caso. O primeiro namorado a freqüentá-la provocou calafrios. Morria de medo que saísse correndo gritando porca ou qualquer coisa assim. Mas eu não ia fingir. Não sou mulher de fazer de conta dotes de boa-moça. Até porque não saberia nem o suficiente para isso.

Mas é que esse moço vinha do interior. Não tinha saída. Os fins de semana reservados para o encontro. Com o convívio, fui descansando a tensão e o medo iniciais. Mais que isso: fui mudando a posição de observação.

Comecei sentando em um palito de dentes no sofá. Palito de dentes? No sofá? Recolhi. Ele parecia escorregado entre as almofadas. Uma distração.

As toalhas de banho repousavam como bandeiras secando nas portas do armário do quarto. As roupas dele faziam montinhos no canto atrás da porta do banheiro. Eu me bati na maçaneta, o vão era muito estreito. A seguir, enganchei e rasguei a manga da camiseta.

Tive vontade de xingá-lo. Uma força súbita de abrir a garganta em algo como: seu relaxado! Mas segurei o Tsunami. Aquela cólera repousava em mim como uma mola. Oito anos de análise servem para a gente pensar no retorno do recalcado. Removi o montículo travador de passagem e segui com a vida.

Na segunda-feira, reuni os copos, todos os seis copos, cinco xícaras, quatro pires, dois pacotes abertos de bolachas, uma meia sem par, CDs fora da caixa, discos de vinil fora da capa, um cobertor. Almofadas nocauteadas, um quadro encostado na parede, um pano de chão sobre uma poça de coca-cola, uma embalagem de Bib´s vazia. A coleção de gibis do Demolidor, a caixa de fotos da infância, uma peruca de Mortícia. Isso na sala.

Cogitei que a Ivone teria que ser fixa. Desse jeito, não dava. Mas nem a Ivone aceitou. Ela ,que não tem boca para nada, desabafou: uma coisa é trabalhar para uma mulher caprichosa como você; a outra é suportar um ímã de lixo.

Caprichosa?

O que uma mãe tira, só outra, a emprestada, devolve.

Enfim elaborada a questão materna de modo doméstico, voltei a fazer análise: dessa vez para seguir o namoro. Afinal, ele não podia ser tão imundo. Tão porco. Devia estar fantasiando coisas, projetando.

Pensava comigo: retorno do recalcado, retorno do recalcado.

Para expulsar os fantasmas e reaver a paz, comprei lingerie, coloquei som árabe e me espiralei em dança do ventre. Quando fui me deitar para o bote da serpente seguindo a flauta, senti em minha coxa a pérola: um cotonete usado, com a cabeça de açúcar queimado, sobre o lençol limpo. No travesseiro, lascas de unhas cortadas. Já era guerra civil, nem mais problema de higiene.

Gritei muito alto:

- Seu relaxado, vai arrumar tudo antes de trepar.

Não é sempre que alcanço o posto de minha mãe.

EU TE DISSE

Entro na cozinha de manhã. Quer dizer, entro na cozinha às 11h, que é toda a minha manhã. As ondas de calor desde a porta já me avisavam q...