domingo, 14 de fevereiro de 2010

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Os Pedais de Cinderela


Roy Lichtenstein
In the Car, 1963


Verão excêntrico: a mãe e o pai decidiram ir longe procurar os presentes de Natal, na Ciudad Del Este. Chance de receber o que sonhávamos. Eu e meus irmãos tínhamos o pedido em uníssono: um carrinho de controle remoto.

Em 1983, a companhia de brinquedos Estrela fez um comercial que hipnotizava: Pégasus. O estonteante, maravilhoso, milagroso carro que obedecia aos comandos para direção e sentido de uma criança a trinta metros de distância. Luxuosos modelos da Série Prata e Série Ouro, ditadas pela cor da carroceria. Uma imitação do BMW –M1, lançado em 1978. Alcançava 20km/h e disparava luzes de seta na frente e atrás.

Inspirado na picape Chevy da GM que ardia na tela do Duro na Queda, um ano depois, a empresa lançou o Colossus. Ostentava faróis de milha e quebra-mato empunhado sobre o radiador. Rugia com seus pneus de borracha, capota na caçamba, tração 4X2 e 4X4 acionáveis embaixo do veículo. Em seguida, lançaram o Maximus. Aparência semelhante a de um Buggy, com rodas traseiras maiores que as dianteiras. O fenômeno acelerava até 25Km/h.

Imaginávamos as trilhas, os asfaltos, as pistas de corrida, os momentos de glória: eles prometeram cumprir nossas estrelas cadentes.

Tamanha excitação, antecipamos a noite de vinte e quatro de dezembro para o início da tarde.

Entregaram a primeira caixa para meu irmão mais velho. Ela revelou a cópia fiel da Supermaquina. O K.I.T.T. – robô-carro inspirado no Pontiac Firebird. Com o afamado controle remoto. Não era nem Pégasus, nem Colossus, nem Maximus. Mas, bem bacana: uma viatura lustrosa e negra.

Meu irmão do meio ganhou um Toyota Celic prata. Divino, com rodas elegantes, chispantes e aerofólio. O controle, extraordinário, com alavanca, volante e botões.

Saíram pela porta brindando os olhos.

Chegou minha vez. Uma caixa menor. Um carro estrangeiro mais estreito? Uma moto, será?
Uma Barbie. Isso mesmo, uma Barbie. Uma Barbie sobre uma mobilete. Ela encaixava os pezinhos de anjo pornô nos pedais. E seu controle remoto em uma coleira. Um indecente fio preto ligado a uma caixinha cor-de-rosa que continha os comando “para-frente” e “para-trás”. A Barbie atingia 0,5Km/h.

Eles deduziram que pedia o mesmo presente que os meninos porque não conhecia a charmosa Barbie de controle remoto! A frustração com aquele presente, nunca revelei. Fiquei sentada com a boneca móvel.

- É linda, obrigada. Eu adorei. Não podia imaginar.

Meus irmãos cairiam como abutres sobre minha tristeza se soubessem dela.

A paixão por carros vem de sempre. Dirijo desde os dezesseis. Na minha família, o idioma dos automóveis é a igualdade com os homens. Meu pai diz que a gente conhece o motorista pela ré.

Eu me empenhei para refinar o mandamento. Só não esperava namorar um piloto de Fórmula Ford. Giuliano. Desde menino guiava Kart e vinha sendo promovido de categoria.

Exibia uma única covinha no rosto, do lado direito, quando sorria. Giu: seu apelido deslizava gemido. Giu: com seus olhinhos de mini-amêndoas e o corpão de atleta.

Como se não bastasse o design, havia a transmissão elétrica entre a gente.

Giu posava imponente, uma macheza indisfarçável e deliciosa. Eu me sentia a mais feminina princesinha. Para que eu descesse, abria a porta do carro. A seguir, lustrava a lataria onde apoiou a mão. Mas isso não importava, ainda incidia em cavalheirismo.

O zelo com o carro provocava ciúme: observações constantes, revisões, banhos especiais, palavras carinhosas. Um acessório novo por semana, como presentinhos. Eu participava adivinhando como em um jogo de sete erros.

No meu aniversário, Giu partiu para disputar uma prova. Apareceu na porta de casa, no fim da tarde, perfumado e com troféu para mim. Que mais eu poderia querer?

Queria poder compartir a paixão sobre veículos com ele. Começava o colóquio sobre carros; eu mal armava as figurinhas para troca e ele já desconversava. Enfim confessou que não achava atraente debater o tema comigo, parecia que eu me tornava um amigo, um colega.

Achei que daria conta de não dizer uma palavra a respeito de rodas, afinal, existem outras matérias mais. Assunto encerrado.

Giu assumia o volante com toda naturalidade. Como se tivesse seu nome etiquetado. Melhor dizendo: como se o assento levasse uma plaquinha idêntica a do banheiro. O carro era dividido por gênero: condutor, masculino; espelhinho e porta-luvas, feminino. Simples assim. Cada um sabe seu lugar.

Como exemplo de boa caroneira, passeava a seu lado quando estacionou em faixa dupla e saiu. Enquanto esperava, abriu uma vaguinha. Minha gentileza foi automática. Para evitar multas, coloquei o carro. Ao chegar, o cara ficou muito raivoso. Com cólera. Urrava inspecionando o carro nas beiras. E mais: achou marca branca no pneu e me atribuiu o desenho de cal e barbeiragem.

Como iria desfilar na cidade com aquela marca embaraçosa?

O natal de 86 veio à tona, com seu aviso contido no presente. Aquela Barbie era para ele. Tentei encaixar meus pés como a Cinderela. Mas, de fato, eu vim sem fio.

Os Pedais de Cinderela


Roy Lichtenstein
In the Car, 1963


Verão excêntrico: a mãe e o pai decidiram ir longe procurar os presentes de Natal, na Ciudad Del Este. Chance de receber o que sonhávamos. Eu e meus irmãos tínhamos o pedido em uníssono: um carrinho de controle remoto.

Em 1983, a companhia de brinquedos Estrela fez um comercial que hipnotizava: Pégasus. O estonteante, maravilhoso, milagroso carro que obedecia aos comandos para direção e sentido de uma criança a trinta metros de distância. Luxuosos modelos da Série Prata e Série Ouro, ditadas pela cor da carroceria. Uma imitação do BMW –M1, lançado em 1978. Alcançava 20km/h e disparava luzes de seta na frente e atrás.

Inspirado na picape Chevy da GM que ardia na tela do Duro na Queda, um ano depois, a empresa lançou o Colossus. Ostentava faróis de milha e quebra-mato empunhado sobre o radiador. Rugia com seus pneus de borracha, capota na caçamba, tração 4X2 e 4X4 acionáveis embaixo do veículo. Em seguida, lançaram o Maximus. Aparência semelhante a de um Buggy, com rodas traseiras maiores que as dianteiras. O fenômeno acelerava até 25Km/h.

Imaginávamos as trilhas, os asfaltos, as pistas de corrida, os momentos de glória: eles prometeram cumprir nossas estrelas cadentes.

Tamanha excitação, antecipamos a noite de vinte e quatro de dezembro para o início da tarde.

Entregaram a primeira caixa para meu irmão mais velho. Ela revelou a cópia fiel da Supermaquina. O K.I.T.T. – robô-carro inspirado no Pontiac Firebird. Com o afamado controle remoto. Não era nem Pégasus, nem Colossus, nem Maximus. Mas, bem bacana: uma viatura lustrosa e negra.

Meu irmão do meio ganhou um Toyota Celic prata. Divino, com rodas elegantes, chispantes e aerofólio. O controle, extraordinário, com alavanca, volante e botões.

Saíram pela porta brindando os olhos.

Chegou minha vez. Uma caixa menor. Um carro estrangeiro mais estreito? Uma moto, será?
Uma Barbie. Isso mesmo, uma Barbie. Uma Barbie sobre uma mobilete. Ela encaixava os pezinhos de anjo pornô nos pedais. E seu controle remoto em uma coleira. Um indecente fio preto ligado a uma caixinha cor-de-rosa que continha os comando “para-frente” e “para-trás”. A Barbie atingia 0,5Km/h.

Eles deduziram que pedia o mesmo presente que os meninos porque não conhecia a charmosa Barbie de controle remoto! A frustração com aquele presente, nunca revelei. Fiquei sentada com a boneca móvel.

- É linda, obrigada. Eu adorei. Não podia imaginar.

Meus irmãos cairiam como abutres sobre minha tristeza se soubessem dela.

A paixão por carros vem de sempre. Dirijo desde os dezesseis. Na minha família, o idioma dos automóveis é a igualdade com os homens. Meu pai diz que a gente conhece o motorista pela ré.

Eu me empenhei para refinar o mandamento. Só não esperava namorar um piloto de Fórmula Ford. Giuliano. Desde menino guiava Kart e vinha sendo promovido de categoria.

Exibia uma única covinha no rosto, do lado direito, quando sorria. Giu: seu apelido deslizava gemido. Giu: com seus olhinhos de mini-amêndoas e o corpão de atleta.

Como se não bastasse o design, havia a transmissão elétrica entre a gente.

Giu posava imponente, uma macheza indisfarçável e deliciosa. Eu me sentia a mais feminina princesinha. Para que eu descesse, abria a porta do carro. A seguir, lustrava a lataria onde apoiou a mão. Mas isso não importava, ainda incidia em cavalheirismo.

O zelo com o carro provocava ciúme: observações constantes, revisões, banhos especiais, palavras carinhosas. Um acessório novo por semana, como presentinhos. Eu participava adivinhando como em um jogo de sete erros.

No meu aniversário, Giu partiu para disputar uma prova. Apareceu na porta de casa, no fim da tarde, perfumado e com troféu para mim. Que mais eu poderia querer?

Queria poder compartir a paixão sobre veículos com ele. Começava o colóquio sobre carros; eu mal armava as figurinhas para troca e ele já desconversava. Enfim confessou que não achava atraente debater o tema comigo, parecia que eu me tornava um amigo, um colega.

Achei que daria conta de não dizer uma palavra a respeito de rodas, afinal, existem outras matérias mais. Assunto encerrado.

Giu assumia o volante com toda naturalidade. Como se tivesse seu nome etiquetado. Melhor dizendo: como se o assento levasse uma plaquinha idêntica a do banheiro. O carro era dividido por gênero: condutor, masculino; espelhinho e porta-luvas, feminino. Simples assim. Cada um sabe seu lugar.

Como exemplo de boa caroneira, passeava a seu lado quando estacionou em faixa dupla e saiu. Enquanto esperava, abriu uma vaguinha. Minha gentileza foi automática. Para evitar multas, coloquei o carro. Ao chegar, o cara ficou muito raivoso. Com cólera. Urrava inspecionando o carro nas beiras. E mais: achou marca branca no pneu e me atribuiu o desenho de cal e barbeiragem.

Como iria desfilar na cidade com aquela marca embaraçosa?

O natal de 86 veio à tona, com seu aviso contido no presente. Aquela Barbie era para ele. Tentei encaixar meus pés como a Cinderela. Mas, de fato, eu vim sem fio.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Esse teu olhar

EPITÁFIO
Tinha orgulho de seus olhos
porque mudavam de cor.


- Amor, eu estou tão envergonhada.

Confesso chorando dentro do carro.

Gosto de falar coisas importantes dentro do meu Twingo estacionado, com motor rosnando, ar condicionado zunindo e vidros fumê selados. É como instalar um confessionário moderno, uma namoradeira com vedação sonora, uma câmara acústica. Em nenhum outro lugar me sinto tão resguardada.

Enfim, chorava e confessava minha vergonha por ter mexido no celular dele.

Sim, eu mexi no celular dele. Aconteceu uma única vez, não irá se repetir. É simples: não espero não achar nada. Sempre haverá alguma coisinha naquele blackshitberry dele. Essas coisas estarão em qualquer blackbosta, de qualquer um: (já disse Tom Zé) é somente requentar e usar.

Foi uma madrugada insone, um lapso. Doeu demais. Levei dois dias me contorcendo até explodir:

- Quem é Julia?

- Que Julia?

- Uma de quem tu guarda os olhos no céu da boca. E manda beijo. E chama de mulher maravilhosa. E no aniversário manda os lábios embrulhados para viagem!! (Uááááááá)

- Ah, essa Julia. Amor. A Julia é atriz, minha amiga de São Paulo. Sabe como eu sou carinhoso nas mensagens.

- Eu sei, mas é que...
(uáááááá)(uáááááá)(uáááááá)

Centenas de Uááás depois, passou a tristeza.

Veio o ódio estratosférico. A vontade de esmagar aquela cabeça sedutora dos infernos.

Carinhosos são os meus amigos. Aquilo é ser passado, safado, Canalha! Que ódio.

Morte com uma marretada. O sangue banhando suas pupilas anisocóricas (uma dilatada e outra contraída): que é para ter certeza de que morreu com o cérebro pifado.

E com jabuticabas sortidas nas órbitas.

Felicidade Sintética - Crônica Falada Programa Camarote TVCOM



Temos a capacidade de fabricar felicidade diante de situações indesejáveis. É o caso dos depoimentos no final da novela Viver a Vida, de Manoel Carlos.

É comum, diante de calamidades, sermos capazes de nos dizer melhores depois delas.

Desconfiamos disso, duvidamos de quem se diz mais feliz do que seria sem o "infortúnio".

Uma pesquisa em Harvard, desenvolvida pelo psicólogo Dan Gilbert, mostra que esta felicidade que fabricamos é tão boa e tão duradoura quanto a felicidade que sentimos quando alguma coisa boa de fato acontece.

Confira a crônica falada de Cínthya Verri que foi
exibida na TVCOM dia 10 de fevereiro de 2010:

vá para o Bairro das Mídias

Felicidade Sintética - Crônica Falada Programa Camarote TVCOM



Temos a capacidade de fabricar felicidade diante de situações indesejáveis. É o caso dos depoimentos no final da novela Viver a Vida, de Manoel Carlos.

É comum, diante de calamidades, sermos capazes de nos dizer melhores depois delas.

Desconfiamos disso, duvidamos de quem se diz mais feliz do que seria sem o "infortúnio".

Uma pesquisa em Harvard, desenvolvida pelo psicólogo Dan Gilbert, mostra que esta felicidade que fabricamos é tão boa e tão duradoura quanto a felicidade que sentimos quando alguma coisa boa de fato acontece.

Confira a crônica falada de Cínthya Verri que foi
exibida na TVCOM dia 10 de fevereiro de 2010:

vá para o Bairro das Mídias

Felicidade Sintética - Crônica Falada Programa Camarote TVCOM


Temos a capacidade de fabricar felicidade diante de situações indesejáveis. É o caso dos depoimentos no final da novela Viver a Vida, de Manoel Carlos.

É comum, diante de calamidades, sermos capazes de nos dizer melhores depois delas.

Desconfiamos disso, duvidamos de quem se diz mais feliz do que seria sem o "infortúnio".

Uma pesquisa em Harvard, desenvolvida pelo psicólogo Dan Gilbert, mostra que esta felicidade que fabricamos é tão boa e tão duradoura quanto a felicidade que sentimos quando alguma coisa boa de fato acontece.

Confira a crônica falada de Cínthya Verri que foi
exibida na TVCOM dia 10 de fevereiro de 2010:


domingo, 7 de fevereiro de 2010

Quer uma mãozinha?

EPITÁFIO
Pela última vez, pintou as unhas
de vermelho escarlate.


Meu irmão deixou avisado desde a pré-adolescência que tudo o que um cara espera como sinal de resposta positiva na hora da cantada é o sorriso. Quando a mulher ri, a guarda foi posta de lado.

Por isso, para mim é difícil lidar com a espontaneidade do Fabrício: naturalmente alegre, comunicativo e sedutor. Poucos resistem às brincadeiras, aos gracejos, ao espírito alto e inteligente que ele tem.

Estávamos no Rio, na sorveteria Itália. Calorzinho de cinqüenta graus, a loja estava lotada. Íamos enfileirados, estilo repartição pública. Eu, à direita dele, olhava os sabores na vitrine. Fui lendo as plaquetas, distraída, coco, iogurte natural, doce de leite, passas ao rum, chocolate e menta quando, de repente, explode um hihihi-hahaha do meu lado.

A mocinha morena veio pela esquerda e cutucava o Fabrício para espiar os sabores no freezer. Ele gostou da provocação e pôs as mãos em frente ao vidro para bloquear a visão dela. A engraçadinha, que devia ter comido Palhacitos no café da manhã, ria da piada da semana – que eu pensei que fosse eu.


Morre novamente, dessa vez, perdendo as mãozinhas em duas versões: 
uma sem cenário e outra com a favela fazendo fundo.


Bigodudo para Pedro

Fiz o bigodudo de Viena para celebrar a chegada de Pedro, filho da Neneca e do Fred.






Baseado neste original,
de quem ainda busco a autoria.
Se alguém souber,
escreva pra mim.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Donzelas Modernas - Polêmica com @lauroquadros (05.02.2010)


Em debate com os seguintes convidados. Da esquerda para a direita:

- Ginecologista e Obstetra, ANTÔNIO CELSO KOEHLER AYUB

- Coordenadora do Comitê de Sexualidade da Sociedade de Psicologia do RS, LÚCIA PESCA

- Jornalista e Professor da PUCRS, ANDRÉ PASE

- Secretária executiva da Rede Feminista da Rede de Saúde, TÉLIA NEGRÃO

- Médica e psicoterapeuta, CÍNTHYA VERRI


Confira minha participação no Programa Polêmica da Rádio Gaúcha que foi ao ar nesta manhã. Apresentação do queridíssimo Lauro Quadros (@lauroquadros).


Para pagar os estudos jovem neozelandesa leiloa sua virgindade pela internet.

A virgindade, hoje, é motivo de orgulho ou de constrangimento?

Orgulho - 77%
Constrangimento - 23%
Total: 196 votos

Donzelas Modernas - Polêmica com @lauroquadros (05.02.2010)


Em debate com os seguintes convidados. Da esquerda para a direita:

- Ginecologista e Obstetra, ANTÔNIO CELSO KOEHLER AYUB

- Coordenadora do Comitê de Sexualidade da Sociedade de Psicologia do RS, LÚCIA PESCA

- Jornalista e Professor da PUCRS, ANDRÉ PASE

- Secretária executiva da Rede Feminista da Rede de Saúde, TÉLIA NEGRÃO

- Médica e psicoterapeuta, CÍNTHYA VERRI


Confira minha participação no Programa Polêmica da Rádio Gaúcha que foi ao ar nesta manhã. Apresentação do queridíssimo Lauro Quadros (@lauroquadros).


Para pagar os estudos jovem neozelandesa leiloa sua virgindade pela internet.

A virgindade, hoje, é motivo de orgulho ou de constrangimento?

Orgulho - 77%
Constrangimento - 23%
Total: 196 votos

EU TE DISSE

Entro na cozinha de manhã. Quer dizer, entro na cozinha às 11h, que é toda a minha manhã. As ondas de calor desde a porta já me avisavam q...