Assista minha crônica falada relacionando as descobertas de Malcolm Gladwell em seu Outliers e a democaracia familiar.
Crônica Falada é um quadro do programa Camarote TVCOM.
Apresentação @katiasuman - crônica de @cinthyaverri exibida em 10/11/10
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
DIETA DO AMOR [Crônica Falada]
Tanakun Jonglertlum at his own http://itchy.carbonmade.com/
O clima começa a esquentar, a primavera desponta e uma explosão de cores invade as praças, as ruas e os corações. Clichê? Com certeza. Sabe o que mais é clichê nesta época do ano? Dieta. Regime. Restrição calórica. E bandos de desesperados correndo para as academias. Um grupo de afetados pela febre da véspera do verão.
É como se descobrissem de repente que tudo está terrivelmente errado: mudanças drásticas tomam conta dos lares. As geladeiras ficam repletas de proteínas, o liquidificador assume destaque de madrinha da bateria e os shakes ganham volume nas pás de metal. Coquetéis de pílulas mágicas substituem as reservas de sabonete no armário do banheiro. Tudo para curar-se de gordurinhas indesejadas, para inchar as cadeias musculares anteriores e posteriores. Tudo para ser mais atraente para o sexo oposto.
Atraente?
A carranca da fome? O mau hálito? O cabelo caindo, as unhas quebradiças, a frustração nos olhos opacos, o cansaço, a fraqueza e a irritação? Isso lá é atraente? Regime drástico é um pesticida do amor. Ninguém suporta a companhia de um mártir, de um autêntico penitente do inverno.
A aparência mais “sarada” pode chamar um olhar desatento, mas não garante companhia. O homem, cheio de anabolizantes, consegue curvas nos ombros, mas não conquistará mais que alguns minutos de papo: não resiste ao preâmbulo e já descamba para a conversinha de série de exercícios, pesos no supino e centímetros de bíceps. Qualquer moça está atrás de atenção, inteligência e largo par de ouvidos. Sabemos.
A mulher, famélica, não oferecerá mais que péssimo humor e nenhuma parceria. Nada pior que a acompanhante adita em sushi. Só topa japonês. No segundo encontro, será ippon. O telefone, falecido, jamais piscará o nome do ex-pretendente novamente. A pobre intensificará a dieta, certa de que foi o excesso de pneus na cintura. Garanto que foi a ausência de alegria.
Mudar de hábito bem que pode valer a pena, reeducação alimentar é benvinda, ninguém duvida e exercício é gostoso e traz saúde. Mas o bom humor ainda é o maior afrodisíaco.
ASSISTA ESTA CRÔNICA FALADA
Crônica Falada é um quadro do programa Camarote TVCOM.
Apresentação @katiasuman - crônica de @cinthyaverri exibida em 03/11/10
DIETA DO AMOR [Crônica Falada - 03/11/2010]
Tanakun Jonglertlum at his own http://itchy.carbonmade.com/
O clima começa a esquentar, a primavera desponta e uma explosão de cores invade as praças, as ruas e os corações. Clichê? Com certeza. Sabe o que mais é clichê nesta época do ano? Dieta. Regime. Restrição calórica. E bandos de desesperados correndo para as academias. Um grupo de afetados pela febre da véspera do verão.
É como se descobrissem de repente que tudo está terrivelmente errado: mudanças drásticas tomam conta dos lares. As geladeiras ficam repletas de proteínas, o liquidificador assume destaque de madrinha da bateria e os shakes ganham volume nas pás de metal. Coquetéis de pílulas mágicas substituem as reservas de sabonete no armário do banheiro. Tudo para curar-se de gordurinhas indesejadas, para inchar as cadeias musculares anteriores e posteriores. Tudo para ser mais atraente para o sexo oposto.
Atraente?
A carranca da fome? O mau hálito? O cabelo caindo, as unhas quebradiças, a frustração nos olhos opacos, o cansaço, a fraqueza e a irritação? Isso lá é atraente? Regime drástico é um pesticida do amor. Ninguém suporta a companhia de um mártir, de um autêntico penitente do inverno.
A aparência mais “sarada” pode chamar um olhar desatento, mas não garante companhia. O homem, cheio de anabolizantes, consegue curvas nos ombros, mas não conquistará mais que alguns minutos de papo: não resiste ao preâmbulo e já descamba para a conversinha de série de exercícios, pesos no supino e centímetros de bíceps. Qualquer moça está atrás de atenção, inteligência e largo par de ouvidos. Sabemos.
A mulher, famélica, não oferecerá mais que péssimo humor e nenhuma parceria. Nada pior que a acompanhante adita em sushi. Só topa japonês. No segundo encontro, será ippon. O telefone, falecido, jamais piscará o nome do ex-pretendente novamente. A pobre intensificará a dieta, certa de que foi o excesso de pneus na cintura. Garanto que foi a ausência de alegria.
Mudar de hábito bem que pode valer a pena, reeducação alimentar é benvinda, ninguém duvida e exercício é gostoso e traz saúde. Mas o bom humor ainda é o maior afrodisíaco.
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Apresentação @katiasuman - crônica de @cinthyaverri exibida em 03/11/10
DIETA DO AMOR [Crônica Falada]
Tanakun Jonglertlum at his own http://itchy.carbonmade.com/
O clima começa a esquentar, a primavera desponta e uma explosão de cores invade as praças, as ruas e os corações. Clichê? Com certeza. Sabe o que mais é clichê nesta época do ano? Dieta. Regime. Restrição calórica. E bandos de desesperados correndo para as academias. Um grupo de afetados pela febre da véspera do verão.
É como se descobrissem de repente que tudo está terrivelmente errado: mudanças drásticas tomam conta dos lares. As geladeiras ficam repletas de proteínas, o liquidificador assume destaque de madrinha da bateria e os shakes ganham volume nas pás de metal. Coquetéis de pílulas mágicas substituem as reservas de sabonete no armário do banheiro. Tudo para curar-se de gordurinhas indesejadas, para inchar as cadeias musculares anteriores e posteriores. Tudo para ser mais atraente para o sexo oposto.
Atraente?
A carranca da fome? O mau hálito? O cabelo caindo, as unhas quebradiças, a frustração nos olhos opacos, o cansaço, a fraqueza e a irritação? Isso lá é atraente? Regime drástico é um pesticida do amor. Ninguém suporta a companhia de um mártir, de um autêntico penitente do inverno.
A aparência mais “sarada” pode chamar um olhar desatento, mas não garante companhia. O homem, cheio de anabolizantes, consegue curvas nos ombros, mas não conquistará mais que alguns minutos de papo: não resiste ao preâmbulo e já descamba para a conversinha de série de exercícios, pesos no supino e centímetros de bíceps. Qualquer moça está atrás de atenção, inteligência e largo par de ouvidos. Sabemos.
A mulher, famélica, não oferecerá mais que péssimo humor e nenhuma parceria. Nada pior que a acompanhante adita em sushi. Só topa japonês. No segundo encontro, será ippon. O telefone, falecido, jamais piscará o nome do ex-pretendente novamente. A pobre intensificará a dieta, certa de que foi o excesso de pneus na cintura. Garanto que foi a ausência de alegria.
Mudar de hábito bem que pode valer a pena, reeducação alimentar é benvinda, ninguém duvida e exercício é gostoso e traz saúde. Mas o bom humor ainda é o maior afrodisíaco.
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Crônica Falada é um quadro do programa Camarote TVCOM.
Apresentação @katiasuman - crônica de @cinthyaverri exibida em 03/11/10
Fala Fróide: estarei lá na 4a, 10/11/2010
“FALA, FRÓIDE!”
e Cinthya Verri
Desde Maio 2010, “Fala, Fróide! – um papo cabeça na Oca” é a nova opção de entretenimento na cena cultural cotidiana de Porto Alegre.
Em toda primeira quarta-feira do mês, no conhecido Café da Oca (r. joão telles, 512 – BomFim), tradicional ponto de encontro para um bom cafezinho, refeições e bate-papos, você é nosso convidado a assistir e participar do programa “Fala, Fróide! – um papo cabeça na Oca”, produção de Iran Rosa, conduzido pelo músico e comunicador Jottagá entrevistando personalidades do meio artístico, político e cultural, comentando assuntos da atualidade e da agenda de eventos da capital, entremeado com atrações artísticas, esquetes e intervenções de toda a ordem, num programa diferenciado que mescla atualidade, cultura, arte e informação, temperados com uma sutil pitada de irreverência, beirando o surpreendente e, não raro poeticamente, o absurdo.
Descubra “Fala, Fróide!” e suas inter-invenções arteiras, aterrisando no palco do impressionante universo da psiu-o-quê? humana, divertidamente em uma hora ou duas de inteligente conversa fiada.
“Fala, Fróide!” é o legítimo e perfeito programa feito para o seu umbigo, meio e fim.
Solte os cintos e seja bem-vindo! Os bons tempos do Bom Fim voltaram.
~:~
Nesta semana “FALA, FRÓIDE!” convida:
Cinthya Verri,
Confere nesta próxima sessão, FALAFRÓIDE entrevisitando a Cantora, Compositora, Artista Plástica, Médica e Psiquiatra Cinthya Verri, a Blogueira e Serial Killer que anda Matando o Carpinejar! Ali no Café da Oca, o melhor ponto de encontro com a sua Psiqué, psi o quê?! Quem perder não irá para o céu…
~:~
Aproveite! Os bons tempos do BomFim voltaram!
~:~
serviço:
O quê? “FALA, FRÓIDE” – um papo cabeça na Oca CONVIDA Cinthya Verri
Onde? no Café da Oca
(r. João Telles, 512 – Bom Fim – Porto Alegre/RS)
Quando? dia 10 de NOVEMBRO, (quarta-feira)
às 21h
O quê? “FALA, FRÓIDE” – um papo cabeça na Oca CONVIDA Cinthya Verri
Onde? no Café da Oca
(r. João Telles, 512 – Bom Fim – Porto Alegre/RS)
Quando? dia 10 de NOVEMBRO, (quarta-feira)
às 21h
Ingresso: R$ 8,00
reservas:
[51] 3023.3538
[51] 3023.3538
~:~
contato:
contato@falafroide.com.br
contato@falafroide.com.br
+ informações:
http://www.falafroide.com.br/
http://facebook.com/falafroide
http://twitter.com/falafroide
http://www.falafroide.com.br/
http://facebook.com/falafroide
http://twitter.com/falafroide
produção:
Fróide Estúdio
www.youtube.com/user/froideexplica8
e
CaféStùdio produções
www.cafestudio.com.br
Fróide Estúdio
www.youtube.com/user/froideexplica8
e
CaféStùdio produções
www.cafestudio.com.br
Fala Fróide: estarei lá na 4a, 10/11/2010
“FALA, FRÓIDE!”
e Cinthya Verri
Desde Maio 2010, “Fala, Fróide! – um papo cabeça na Oca” é a nova opção de entretenimento na cena cultural cotidiana de Porto Alegre.
Em toda primeira quarta-feira do mês, no conhecido Café da Oca (r. joão telles, 512 – BomFim), tradicional ponto de encontro para um bom cafezinho, refeições e bate-papos, você é nosso convidado a assistir e participar do programa “Fala, Fróide! – um papo cabeça na Oca”, produção de Iran Rosa, conduzido pelo músico e comunicador Jottagá entrevistando personalidades do meio artístico, político e cultural, comentando assuntos da atualidade e da agenda de eventos da capital, entremeado com atrações artísticas, esquetes e intervenções de toda a ordem, num programa diferenciado que mescla atualidade, cultura, arte e informação, temperados com uma sutil pitada de irreverência, beirando o surpreendente e, não raro poeticamente, o absurdo.
Descubra “Fala, Fróide!” e suas inter-invenções arteiras, aterrisando no palco do impressionante universo da psiu-o-quê? humana, divertidamente em uma hora ou duas de inteligente conversa fiada.
“Fala, Fróide!” é o legítimo e perfeito programa feito para o seu umbigo, meio e fim.
Solte os cintos e seja bem-vindo! Os bons tempos do Bom Fim voltaram.
~:~
Nesta semana “FALA, FRÓIDE!” convida:
Cinthya Verri,
Confere nesta próxima sessão, FALAFRÓIDE entrevisitando a Cantora, Compositora, Artista Plástica, Médica e Psiquiatra Cinthya Verri, a Blogueira e Serial Killer que anda Matando o Carpinejar! Ali no Café da Oca, o melhor ponto de encontro com a sua Psiqué, psi o quê?! Quem perder não irá para o céu…
~:~
Aproveite! Os bons tempos do BomFim voltaram!
~:~
serviço:
O quê? “FALA, FRÓIDE” – um papo cabeça na Oca CONVIDA Cinthya Verri
Onde? no Café da Oca
(r. João Telles, 512 – Bom Fim – Porto Alegre/RS)
Quando? dia 10 de NOVEMBRO, (quarta-feira)
às 21h
O quê? “FALA, FRÓIDE” – um papo cabeça na Oca CONVIDA Cinthya Verri
Onde? no Café da Oca
(r. João Telles, 512 – Bom Fim – Porto Alegre/RS)
Quando? dia 10 de NOVEMBRO, (quarta-feira)
às 21h
Ingresso: R$ 8,00
reservas:
[51] 3023.3538
[51] 3023.3538
~:~
contato:
contato@falafroide.com.br
contato@falafroide.com.br
+ informações:
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http://facebook.com/falafroide
http://twitter.com/falafroide
produção:
Fróide Estúdio
www.youtube.com/user/froideexplica8
e
CaféStùdio produções
www.cafestudio.com.br
Fróide Estúdio
www.youtube.com/user/froideexplica8
e
CaféStùdio produções
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Debate: Culpa e Responsabilidade não são sinônimos.
Com Paulo Guedes, Cínthya Verri, Cíntia Moscovich. Mediação de Fabrício Carpinejar.
Transmitido via twitcam
(ou acesse no link http://twitcam.livestream.com/2lppt )Debate: Culpa e Responsabilidade não são sinônimos.
Com Paulo Guedes, Cínthya Verri, Cíntia Moscovich. Mediação de Fabrício Carpinejar.
Transmitido via twitcam
(ou acesse no link http://twitcam.livestream.com/2lppt )segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Cumplicidade Feminina [Crônica Falada]
Estava na festa de 50 anos da Diana Corso, um jantar entre amigos. Todas as mulheres sentadas no sofá; os homens, em pé ao redor da mesa. Até hoje não entendo o motivo destes clubes do Bolinha e da Luluzinha, mas sempre acho graça. A conversa girava mais para comentários evasivos, não havia engatado, o pessoal se estudando e se conhecendo. Até que uma delas disse que não
usava salto pelo desequilíbrio:
- Eu caio, sou desengonçada.
Ali, naquele momento, acendeu a cumplicidade feminina. Como?
- Quanto você calça?
- 37.
- Eu também.
Logo tirei meu salto para que experimentasse. Ela desfilou. Gostou. As outras perderam o pudor para também testar o meu par. Começamos a rir, abriu-se o sinal verde da confidência. A mulher usa a aparência para encontrar a verdade. Para ajudar a verdade.
É pela superfície que entendemos o fundo.
Não apenas somos próximas: somos acessíveis fisicamente uma para a outra. A amizade entre mulheres permite carinho, dividir a cama, fazer cafuné, andar de mãos dadas.
Quando fiz treze anos, meu pai me chamou para um solene diálogo:
- Pode confessar. Já sei que está namorando aquela Mírian.
Namorando a Mírian? Que comédia. Eu e minha melhor amiga gastávamos horas e horas ao telefone, escrevíamos cartas, trocávamos segredos. A maior parte sobre meninos. Quem não conhece o grau de entrega, pode desconfiar e achar que é amasso.
Há uma espontaneidade que a ala masculina não conhece e não tenta. Imagine um bando de marmanjos no vestiário calçando a chuteira do colega? Ou numa festa, repassando um sapato italiano?
É recente a abertura de alguns meninos, dados à carícia e à sentimentalidade. Alguns recriminam as atitudes, mas pode ser que sejam uma resposta a tanta falta de contato. Carência nunca foi questão de gênero.
ASSISTA ESTA CRÔNICA FALADA
ASSISTA ESTA CRÔNICA FALADA
Crônica Falada é um quadro do Programa Camarote TVCOM
Apresentação: @katiasuman
Crônica exibida em 27.10.2010Cumplicidade Feminina [Crônica Falada - 27.10.2010]
Estava na festa de 50 anos da Diana Corso, um jantar entre amigos. Todas as mulheres sentadas no sofá; os homens, em pé ao redor da mesa. Até hoje não entendo o motivo destes clubes do Bolinha e da Luluzinha, mas sempre acho graça. A conversa girava mais para comentários evasivos, não havia engatado, o pessoal se estudando e se conhecendo. Até que uma delas disse que não
usava salto pelo desequilíbrio:
- Eu caio, sou desengonçada.
Ali, naquele momento, acendeu a cumplicidade feminina. Como?
- Quanto você calça?
- 37.
- Eu também.
Logo tirei meu salto para que experimentasse. Ela desfilou. Gostou. As outras perderam o pudor para também testar o meu par. Começamos a rir, abriu-se o sinal verde da confidência. A mulher usa a aparência para encontrar a verdade. Para ajudar a verdade.
É pela superfície que entendemos o fundo.
Não apenas somos próximas: somos acessíveis fisicamente uma para a outra. A amizade entre mulheres permite carinho, dividir a cama, fazer cafuné, andar de mãos dadas.
Quando fiz treze anos, meu pai me chamou para um solene diálogo:
- Pode confessar. Já sei que está namorando aquela Mírian.
Namorando a Mírian? Que comédia. Eu e minha melhor amiga gastávamos horas e horas ao telefone, escrevíamos cartas, trocávamos segredos. A maior parte sobre meninos. Quem não conhece o grau de entrega, pode desconfiar e achar que é amasso.
Há uma espontaneidade que a ala masculina não conhece e não tenta. Imagine um bando de marmanjos no vestiário calçando a chuteira do colega? Ou numa festa, repassando um sapato italiano?
É recente a abertura de alguns meninos, dados à carícia e à sentimentalidade. Alguns recriminam as atitudes, mas pode ser que sejam uma resposta a tanta falta de contato. Carência nunca foi questão de gênero.
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Crônica Falada é um quadro do Programa Camarote TVCOM
Apresentação: @katiasuman
Crônica exibida em 27.10.2010Cumplicidade Feminina [Crônica Falada]
Estava na festa de 50 anos da Diana Corso, um jantar entre amigos. Todas as mulheres sentadas no sofá; os homens, em pé ao redor da mesa. Até hoje não entendo o motivo destes clubes do Bolinha e da Luluzinha, mas sempre acho graça. A conversa girava mais para comentários evasivos, não havia engatado, o pessoal se estudando e se conhecendo. Até que uma delas disse que não
usava salto pelo desequilíbrio:
- Eu caio, sou desengonçada.
Ali, naquele momento, acendeu a cumplicidade feminina. Como?
- Quanto você calça?
- 37.
- Eu também.
Logo tirei meu salto para que experimentasse. Ela desfilou. Gostou. As outras perderam o pudor para também testar o meu par. Começamos a rir, abriu-se o sinal verde da confidência. A mulher usa a aparência para encontrar a verdade. Para ajudar a verdade.
É pela superfície que entendemos o fundo.
Não apenas somos próximas: somos acessíveis fisicamente uma para a outra. A amizade entre mulheres permite carinho, dividir a cama, fazer cafuné, andar de mãos dadas.
Quando fiz treze anos, meu pai me chamou para um solene diálogo:
- Pode confessar. Já sei que está namorando aquela Mírian.
Namorando a Mírian? Que comédia. Eu e minha melhor amiga gastávamos horas e horas ao telefone, escrevíamos cartas, trocávamos segredos. A maior parte sobre meninos. Quem não conhece o grau de entrega, pode desconfiar e achar que é amasso.
Há uma espontaneidade que a ala masculina não conhece e não tenta. Imagine um bando de marmanjos no vestiário calçando a chuteira do colega? Ou numa festa, repassando um sapato italiano?
É recente a abertura de alguns meninos, dados à carícia e à sentimentalidade. Alguns recriminam as atitudes, mas pode ser que sejam uma resposta a tanta falta de contato. Carência nunca foi questão de gênero.
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Crônica exibida em 27.10.2010
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Começou a votação para o Fato Literário 2009! Passa lá e vota no Fabrício Carpinejar , que depois do Jabuti e do Twitter é definitivamente o...
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Beatriz Martin Vidal's Geese: http://beatriz.carbonmade.com/ Papa, Madonna, Hitler, Churchill, Jesus Cristo e Chico Xavier. Todos fazem ...






