Depois de muitos anos é que fui entender a letra de 'Eu, caçador de mim'.
E também porque não tinha mais pensado nisso.
Agora, meu computador escreve lento, beeeeem depois de mim.
Termino de escrever a frase e depois ela aparece - letra por letra, como que com soletradas palavras. Um ditado de escola.
Isso gera um efeito interessante - tipo eu, caçadora de mim.
Meu nome - Cínthya - diz a lenda que era um título dado a mulheres que eram boas caçadoras.
Coincidência ou não, também gera um efeito interessante.
Assisto-me a mim. E eu me busco, eu me caço. Às vezes me acho. Se eu me desencontro, fico como o computador - soletrando, a ver se eu escuto com mais clareza.
Mas às vezes, nem mesmo assim, eu me ouço.
Gasto bastante energia nisso, a ver se eu me sinto bem.
É coisa matreira isso de sentir-se bem.
Mas até que eu levo jeito! Especialmente na arte de ajudar - isso me ajuda muito.
Então, a ver se eu me acho, me voy.
Eu, Cínthya de mim.
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
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