sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Campanha Ateísta em Londres


Humanists...

...are atheists and agnostics who make sense of the world using reason, experience and shared human values. We take responsibility for our actions and base our ethics on the goals of human welfare, happiness and fulfillment. We seek to make the best of the one life we have by creating meaning and purpose for ourselves, individually and together.


www.humanism.org.uk




Campanha Ateísta em Londres


Humanists...

...are atheists and agnostics who make sense of the world using reason, experience and shared human values. We take responsibility for our actions and base our ethics on the goals of human welfare, happiness and fulfillment. We seek to make the best of the one life we have by creating meaning and purpose for ourselves, individually and together.


www.humanism.org.uk




quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Minhas Marianas



Minhas Marianas

Tenho três, mas cada uma.

O nome anuncia: não é Maria.
Atrás da palavra vem mulher que fica além de um nome, inominável.

Mariluz
Marilinda
Marissol


Mariluz
Que se fez a amiga mais acesa, a mais comigo, as ideias mais arrojadas, o melhor inglês, os amores mais novos e inéditos.
Chegou com proposta súbita de Rio, inaugurou em mim a possibilidade da medicina, de amor de mulher e não menina.

Marilinda
Sorriso mais que aberto, estrada mais florida, o corpo mais forte, o pensamento mais agudo e a fala límpida
– por isso acham que é estrangeira.
Daqui, ela não é.
Os cabelos perfumados, companheira adocicada de lírio, damasco e doce leite, deleite.

Marissol
Poesia da pura, escuderia armada a defender seus fracos, encarnação de Minerva, de Freya – mitologia que já me vestiu tão bem.
Marissol cresce ao violão, sorri dentro da fala séria, abre-se, encanta, é uma hipnose. Diz, discursa, admite, finca o pé. Engoliu o sol.
É uma inabalável no amor. Me lê e me adivinha e me tem toda a seu dispor.

Hoje vi que não pode ser coincidência, isso não existe.
Mariana é nome que já vem sagrado.
O que sinto por elas mostra que sou maior do que penso.
Eu cresço para poder amá-las com latifúndio.
Mariana é nome de um reino.
Porque dentro de mim elas se colocaram,
e quando vejo já me botei lá dentro do Maria.
Maria Luz, Maria Linda, Maria Sol.
(são minhas, podem dizer o que quiser.
Eu nem tô.)

Minhas Marianas



Minhas Marianas

Tenho três, mas cada uma.

O nome anuncia: não é Maria.
Atrás da palavra vem mulher que fica além de um nome, inominável.

Mariluz
Marilinda
Marissol


Mariluz
Que se fez a amiga mais acesa, a mais comigo, as ideias mais arrojadas, o melhor inglês, os amores mais novos e inéditos.
Chegou com proposta súbita de Rio, inaugurou em mim a possibilidade da medicina, de amor de mulher e não menina.

Marilinda
Sorriso mais que aberto, estrada mais florida, o corpo mais forte, o pensamento mais agudo e a fala límpida
– por isso acham que é estrangeira.
Daqui, ela não é.
Os cabelos perfumados, companheira adocicada de lírio, damasco e doce leite, deleite.

Marissol
Poesia da pura, escuderia armada a defender seus fracos, encarnação de Minerva, de Freya – mitologia que já me vestiu tão bem.
Marissol cresce ao violão, sorri dentro da fala séria, abre-se, encanta, é uma hipnose. Diz, discursa, admite, finca o pé. Engoliu o sol.
É uma inabalável no amor. Me lê e me adivinha e me tem toda a seu dispor.

Hoje vi que não pode ser coincidência, isso não existe.
Mariana é nome que já vem sagrado.
O que sinto por elas mostra que sou maior do que penso.
Eu cresço para poder amá-las com latifúndio.
Mariana é nome de um reino.
Porque dentro de mim elas se colocaram,
e quando vejo já me botei lá dentro do Maria.
Maria Luz, Maria Linda, Maria Sol.
(são minhas, podem dizer o que quiser.
Eu nem tô.)

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Filha Pródiga

Quando estava namorando pela primeira vez, surgiu a questão:

Mãe, quando a gente sabe qual é o homem pra casar?

Achei conveniente perguntar para ela, a única casada que, esticada, eu alcançava.

Profética, a mãe respondeu:
Quando olhar para ele e ver um milagre; quando sentir que ama mais do que pode; quando doer de morte a saudade; quando as conversas não tiverem fim; quando não aguentar a felicidade e receber ainda mais; e quando achar que já sabe o quanto ele é extraordinário e ele retribuir causando mais do bom espanto, saberá. Esses são os sinais do casamento.

Na época, fiquei constrangida de esperança.

Quando isso vai acontecer comigo?

A maratona de 24 meses do romance de então recebeu vigilância.

Eu espiava:

Dói a saudade?
Dói, mas não de morrer.

E as conversas?
Difícil desligar o telefone, mas acabam.

Ele é um milagre?
Ele é um amor.

Demorou tanto que achei que isso nem existia.
Chorei até dormir e esqueci a perspectiva na gaveta.
Cheguei a pensar que casamento fosse amortizar a solidão,
ou viver em paz com alguém em corporação multifuncional.

Agora, Fabrício,
enfim,
me arreda a mobília e reinaugura o mistério.
Sou olhos abertos, não pisco. Sustento acesa tua chegada.
Assisto em choque pasmado teu desenrolar simétrico ao meu,
E ressoamos.
Fabrício é o masculino de delícia,
Tem autenticidade feroz e
Teu corpo reza lindas cores que mudam com a água.
Tua distinção é uma felicidade.
É o homem mais gentil que já vi ou tive notícia.
Em tudo que toca, troca
Deixa de si, leva contigo:
as farpas, as felpas, os sons e meu corpo correspondência.

Experimento a entrega disposta a tudo.

Fui atendida nas preces que fazia escondida de mim.
Eu nos cultuava sem saber.

Sou uma legitimidade na fé
e minha existência recebeu reforços para toda a vida.


Essa carta é resposta para "Lindeza" que está
em fabriciocarpinejar.blogger.com.br/

Filha Pródiga

Quando estava namorando pela primeira vez, surgiu a questão:

Mãe, quando a gente sabe qual é o homem pra casar?

Achei conveniente perguntar para ela, a única casada que, esticada, eu alcançava.

Profética, a mãe respondeu:
Quando olhar para ele e ver um milagre; quando sentir que ama mais do que pode; quando doer de morte a saudade; quando as conversas não tiverem fim; quando não aguentar a felicidade e receber ainda mais; e quando achar que já sabe o quanto ele é extraordinário e ele retribuir causando mais do bom espanto, saberá. Esses são os sinais do casamento.

Na época, fiquei constrangida de esperança.

Quando isso vai acontecer comigo?

A maratona de 24 meses do romance de então recebeu vigilância.

Eu espiava:

Dói a saudade?
Dói, mas não de morrer.

E as conversas?
Difícil desligar o telefone, mas acabam.

Ele é um milagre?
Ele é um amor.

Demorou tanto que achei que isso nem existia.
Chorei até dormir e esqueci a perspectiva na gaveta.
Cheguei a pensar que casamento fosse amortizar a solidão,
ou viver em paz com alguém em corporação multifuncional.

Agora, Fabrício,
enfim,
me arreda a mobília e reinaugura o mistério.
Sou olhos abertos, não pisco. Sustento acesa tua chegada.
Assisto em choque pasmado teu desenrolar simétrico ao meu,
E ressoamos.
Fabrício é o masculino de delícia,
Tem autenticidade feroz e
Teu corpo reza lindas cores que mudam com a água.
Tua distinção é uma felicidade.
É o homem mais gentil que já vi ou tive notícia.
Em tudo que toca, troca
Deixa de si, leva contigo:
as farpas, as felpas, os sons e meu corpo correspondência.

Experimento a entrega disposta a tudo.

Fui atendida nas preces que fazia escondida de mim.
Eu nos cultuava sem saber.

Sou uma legitimidade na fé
e minha existência recebeu reforços para toda a vida.


Essa carta é resposta para "Lindeza" que está
em fabriciocarpinejar.blogger.com.br/

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Exigência

Não podia
Me esconder desajeitada
Ser a cabra-cega
Tropeçar em si
Rodopiar a seda solta
Pelo pátio

Não dei vexame na infância
Sem chance para ser desatenta

EU TE DISSE

Entro na cozinha de manhã. Quer dizer, entro na cozinha às 11h, que é toda a minha manhã. As ondas de calor desde a porta já me avisavam q...