quinta-feira, 11 de março de 2010

Amor não é sacrifício - Crônica Falada no Camarote TVCOM 10.03.2010



Imagem do livro "O Mago",
de Fernando Morais


Onde se pode tudo já não é amor.

Não é permitido qualquer coisa, podemos transformar um sentimento verdadeiro em submissão e tirania. As fronteiras são quase invisíveis.

Antes de ser mago e professar curas pelo caminho de Santiago, Paulo Coelho escorregou na magia negra de seus relacionamentos.

Está lá em sua biografia escrita por Fernando Morais.

Na juventude, namorava uma mulher linda, Fabíola. Ele não acreditava que ela, tão elegante, tão justa, tão educada, tão exuberante, tivesse o escolhido.

Pediu uma prova. Ela respondeu ingenuamente "o que quiser" (quantas vezes respondemos antes mesmo de ouvir a pergunta?).

Ele cruelmente apagou o cigarro em sua coxa. Ela não podia chorar, deveria receber a marca calada, como uma vaca, um animal doméstico. Acolher a ferradura em brasa e se apequenar a um dono.

A cicatriz existe até hoje e sempre existirá debaixo das saias, por mais coloridas que sejam.

Amor não é cartório para autenticar assinaturas. É muito simples. Ou é bom ou não é amor.

Quem pede provas pede renúncia. Quer encerrar o assunto, não prosseguir a convivência com as dúvidas e a oposição necessárias para aperfeiçoar o entendimento.

Diante de exemplos como o de Fabíola, raramente a carapuça serve. Pensamos: que horror! Eu jamais faria isso. Mas deixar de ser quem somos em nome da paixão é corriqueiro. Parece que defendemos uma causa maior do que a própria vida.

O sacrifício não é uma medida. A matemática da relação funciona de modo pouco óbvio. Negar o pedido é abrir espaço para a diferença e cultivar o contraponto.

Exigir que o namorado ou a namorada satisfaça nossas inseguranças é o trajeto mais fácil e o mais doloroso no final. Terminaremos ambos insatisfeitos e feridos com as excentricidades.

Felizes para sempre é agora.


Confira a Crônica Falada de Cínthya Verri (@cinthyaverri) que foi ao ar em 10.03.2010,
no Programa Camarote TVCOM da Katia Suman (@katiasuman).

quarta-feira, 10 de março de 2010

O Suicício de Highlander

EPITÁFIO
Via dança e poesia
nas roupas do varal.



Drão, o amor da gente é como um grão
Tem que morrer pra germinar.
Gilberto Gil

Fabrício terminou comigo. Pela terceira vez. Terminou com berros, pediu para que eu descesse com suas coisas. Passava da uma da manhã. Faço questão de escrever sobre isso, assim empresto companhia a mim mesma (porque me senti uma palerma).

Nossa relação é intensa e divertida, ele é um quatro-em-um de gentilezas. Fabrício veio com bateria de lítio ultra-leve. Está sempre bem-disposto, sempre bem-disposto, sempre bem-disposto, sempre.

E eu, não.

Na noite fatídica, por exemplo, passava da meia-noite e eu ainda estava trabalhando. Foi aí que ele ligou.

A boiada estourou quando eu não mandei um torpedo avisando que estaria ocupada, para que ele não se sentisse rejeitado. Eu nem pensei nisso, esse tipo de coisa jamais me ocorre. De modo geral, imagino que o outro vai dar um jeito. Eu desisti há muito tempo de granjear elogios pelo excesso de cuidados ou parcimônias. Talvez isso tenha vindo com a medicina, embora não esteja me livrando da responsabilidade. Mas não vejo que isso seja falta de conectividade, apenas não penso o mesmo que ele.

Pior que isso: eu vinha pedindo a chance de brigar. Quero brigar e não falar mais hoje, amanhã retomar a conversa com o sono bem cumprido de escudeiro. Quero desligar antes de arranhar o disco. Quero pousar a xícara no pires para esfriar o chá.

De novo, ele não deixou. Sei que não é maldade, está mais para temperamento. Mas o fato é que assisti ao avassalador final da relação sabendo que iria se arrepender. A dúvida pesava sobre mim: e se eu não quisesse embarcar novamente? E se meu santo fechasse a conta? E se a aposentadoria viesse precocemente com a demissão?

No outro dia, recebi o torpedo dele requisitando itens específicos para a devolução. Coisinhas que eu não tinha reunido na madrugada. Camiseta do Inter, camisa da Cavalera, umas meias, uns troços.

Sonhei que quando ele chegasse, estaria com a laçada armada: enforcaria o diabo sacada afora.

Melhor que viver sem ele vivo, seria viver com ele morto.

Os restos de um amor pela casa estremecem a febre. Fervi durante cinco dias. Ele , por sua vez, já estava mais que pronto para voltar. Fabrício, além do lítio, tem adamântio por dentro. É meu Wolverine particular. Sempre bem-disposto. Consegue morrer tantas vezes quantas o amor precisar.

Eu, não.

Mas sou uma assassina de mão cheia.

domingo, 7 de março de 2010

Tamanho é Documentário - Estreia no Camarote, 05.01.2010, agora em HD



Lawrence Barraclough fez um documentário sobre seu pequeno pênis. Mais que um filme, o cineasta londrino criou um jeito de se curar da doença mental, sua companheira desde a infância.

As filmagens revelam que ele peregrinou entre médicos, conversou com mulheres em boates, visitou sets de pornografia, debateu com a namorada que afirmava incansável que estava feliz com o tamanho do pênis dele.

Mas Lawrence não se satisfazia com as respostas e insistia no trauma.

Em um determinado momento, o protagonista confessa que gostaria de ter um pênis "normal", que funcionaria quando ele quisesse, com o qual ele estaria certo de satisfazer a parceira.

Dentro desta sentença é que encontramos o núcleo patológico: o moço queria uma sexualidade que ninguém tem. Acreditava que para os outros havia esse exercício sexual contínuo, afortunado e pleno. Mais que isso: atribuía ao pênis a possibilidade de satisfazer a parceira, simplificando às raias do delírio o que é uma relação sexual.

Ele achou seu caminho para viver melhor através das conversas, das verdades, de assumir quem ele pensava que era. Com isso, Lawrence deu o passo fundamental em direção a quem ele quer se tornar - essa é nossa saúde mental.

Confira a Estreia de Cínthya Verri (@cinthyaverri) no quadro Crônica Falada, Programa Camarote TVCOM.
Exibido em 05.01.2010




Link para "My Penis and I":
http://www.mypenisandeveryoneelses.com/

Tamanho é Documentário - Estreia no Camarote, 05.01.2010, agora em HD



Lawrence Barraclough fez um documentário sobre seu pequeno pênis. Mais que um filme, o cineasta londrino criou um jeito de se curar da doença mental, sua companheira desde a infância.

As filmagens revelam que ele peregrinou entre médicos, conversou com mulheres em boates, visitou sets de pornografia, debateu com a namorada que afirmava incansável que estava feliz com o tamanho do pênis dele.

Mas Lawrence não se satisfazia com as respostas e insistia no trauma.

Em um determinado momento, o protagonista confessa que gostaria de ter um pênis "normal", que funcionaria quando ele quisesse, com o qual ele estaria certo de satisfazer a parceira.

Dentro desta sentença é que encontramos o núcleo patológico: o moço queria uma sexualidade que ninguém tem. Acreditava que para os outros havia esse exercício sexual contínuo, afortunado e pleno. Mais que isso: atribuía ao pênis a possibilidade de satisfazer a parceira, simplificando às raias do delírio o que é uma relação sexual.

Ele achou seu caminho para viver melhor através das conversas, das verdades, de assumir quem ele pensava que era. Com isso, Lawrence deu o passo fundamental em direção a quem ele quer se tornar - essa é nossa saúde mental.

Confira a Estreia de Cínthya Verri (@cinthyaverri) no quadro Crônica Falada, Programa Camarote TVCOM.
Exibido em 05.01.2010




Link para "My Penis and I":
http://www.mypenisandeveryoneelses.com/

Tamanho é Documentário - Crônica Falada Programa Camarote TVCOM [05.01.2010]



Lawrence Barraclough fez um documentário sobre seu pequeno pênis. Mais que um filme, o cineasta londrino criou um jeito de se curar da doença mental, sua companheira desde a infância.

As filmagens revelam que ele peregrinou entre médicos, conversou com mulheres em boates, visitou sets de pornografia, debateu com a namorada que afirmava incansável que estava feliz com o tamanho do pênis dele.

Mas Lawrence não se satisfazia com as respostas e insistia no trauma.

Em um determinado momento, o protagonista confessa que gostaria de ter um pênis "normal", que funcionaria quando ele quisesse, com o qual ele estaria certo de satisfazer a parceira.

Dentro desta sentença é que encontramos o núcleo patológico: o moço queria uma sexualidade que ninguém tem. Acreditava que para os outros havia esse exercício sexual contínuo, afortunado e pleno. Mais que isso: atribuía ao pênis a possibilidade de satisfazer a parceira, simplificando às raias do delírio o que é uma relação sexual.

Ele achou seu caminho para viver melhor através das conversas, das verdades, de assumir quem ele pensava que era. Com isso, Lawrence deu o passo fundamental em direção a quem ele quer se tornar - essa é nossa saúde mental.

Confira a Estreia de Cínthya Verri (@cinthyaverri) no quadro Crônica Falada, Programa Camarote TVCOM.
Exibido em 05.01.2010




Link para "My Penis and I":
http://www.mypenisandeveryoneelses.com/

quinta-feira, 4 de março de 2010

SPRINTCUTS – atalhos para lugar nenhum.



Na Amazônia, fiz amizade com um geólogo. Nada aprendi sobre as pedras e o solo, mas deixou uma lição valiosa. Em uma dessas santas noites de bar, o guru da terra disse o seguinte:

- Hoje você pode ganhar menos dinheiro, mas te sobram os minutos para andar de ônibus ao invés de avião, por exemplo. Com a idade, a renda aumenta, mas nada vai valer mais que o tempo - esse vai passar a ser teu ouro.

O amigo também me ensinou dicas sobre loterias, jogos de azar e pocker. Nenhuma instrução me ajudou mais do que a pérola sobre desfrutar de liberdade dentro do tempo.

Aprendemos desde cedo com os porquinhos, vaquinhas e ovelhinhas de louça para depositar moedas: economizar faz bem. Desde a infância juntamos as parcas mesadas para valorizar o dinheiro. De grão em grão, a galinha enche o papo. Mas ela engole logo depois.

Tenho um colega médico que trabalha em plantões, opera nas folgas dos outros e é excelente profissional. Há anos junta seus ganhos. Tem uma pequena fortuna no banco e já conhece investimentos o suficiente para saber que cada níquel reunido gera mais dígitos no extrato. Perguntei a ele para quê juntava a soma. Disse que não sabia, mas tinha certeza de que descobriria um dia.

Não acredito nisso. A lentidão é a velocidade. A pausa é mais poderosa que a nota musical. O intervalo dita o andamento.

Sem a cadência natural, nos tornamos biônicos, perdemos a espontaneidade. O espaço continua sendo o tempo de quem tem imaginação.

Usamos computadores cada vez mais rápidos, celulares que aglomeram funções para que acessemos imediatamente qualquer coisa. Não descansamos um minuto. Embora não tenhamos um objetivo exato. Usamos a premissa de que “economizar é sempre bom” para não sermos pegos desprevenidos por problemas. Nosso tempo é para remediar um futuro contratempo.

Só que nossa vida se torna um permanente acidente.

Uma companhia de telefonia celular americana criou o “Sprintcuts” e um website chamado www.waitless.org. A ideia central é reunir a nós, os afobados, e convidar-nos a usar técnicas que poupar o relógio: uns poucos minutos por dia ganhos, ao final da vida, representam dias ou meses salvos.

Eu me pergunto: para quê?

Quem quiser reservar o tempo, poderá mesmo demorar mais na hora de escolher a roupa para a Festa do Andador, o principal evento anual da Casa de Repouso.

Confira a Crônica Falada sobre este tema no Programa Camarote TVCOM que foi ao ar dia 03.02.2010. Vá para o Bairro das Mídias

SPRINTCUTS – atalhos para lugar nenhum.



Na Amazônia, fiz amizade com um geólogo. Nada aprendi sobre as pedras e o solo, mas deixou uma lição valiosa. Em uma dessas santas noites de bar, o guru da terra disse o seguinte:

- Hoje você pode ganhar menos dinheiro, mas te sobram os minutos para andar de ônibus ao invés de avião, por exemplo. Com a idade, a renda aumenta, mas nada vai valer mais que o tempo - esse vai passar a ser teu ouro.

O amigo também me ensinou dicas sobre loterias, jogos de azar e pocker. Nenhuma instrução me ajudou mais do que a pérola sobre desfrutar de liberdade dentro do tempo.

Aprendemos desde cedo com os porquinhos, vaquinhas e ovelhinhas de louça para depositar moedas: economizar faz bem. Desde a infância juntamos as parcas mesadas para valorizar o dinheiro. De grão em grão, a galinha enche o papo. Mas ela engole logo depois.

Tenho um colega médico que trabalha em plantões, opera nas folgas dos outros e é excelente profissional. Há anos junta seus ganhos. Tem uma pequena fortuna no banco e já conhece investimentos o suficiente para saber que cada níquel reunido gera mais dígitos no extrato. Perguntei a ele para quê juntava a soma. Disse que não sabia, mas tinha certeza de que descobriria um dia.

Não acredito nisso. A lentidão é a velocidade. A pausa é mais poderosa que a nota musical. O intervalo dita o andamento.

Sem a cadência natural, nos tornamos biônicos, perdemos a espontaneidade. O espaço continua sendo o tempo de quem tem imaginação.

Usamos computadores cada vez mais rápidos, celulares que aglomeram funções para que acessemos imediatamente qualquer coisa. Não descansamos um minuto. Embora não tenhamos um objetivo exato. Usamos a premissa de que “economizar é sempre bom” para não sermos pegos desprevenidos por problemas. Nosso tempo é para remediar um futuro contratempo.

Só que nossa vida se torna um permanente acidente.

Uma companhia de telefonia celular americana criou o “Sprintcuts” e um website chamado www.waitless.org. A ideia central é reunir a nós, os afobados, e convidar-nos a usar técnicas que poupar o relógio: uns poucos minutos por dia ganhos, ao final da vida, representam dias ou meses salvos.

Eu me pergunto: para quê?

Quem quiser reservar o tempo, poderá mesmo demorar mais na hora de escolher a roupa para a Festa do Andador, o principal evento anual da Casa de Repouso.

Confira a Crônica Falada sobre este tema no Programa Camarote TVCOM que foi ao ar dia 03.02.2010. Vá para o Bairro das Mídias

SPRINTCUTS – atalhos para lugar nenhum.



Na Amazônia, fiz amizade com um geólogo. Nada aprendi sobre as pedras e o solo, mas deixou uma lição valiosa. Em uma dessas santas noites de bar, o guru da terra disse o seguinte:

- Hoje você pode ganhar menos dinheiro, mas te sobram os minutos para andar de ônibus ao invés de avião, por exemplo. Com a idade, a renda aumenta, mas nada vai valer mais que o tempo - esse vai passar a ser teu ouro.

O amigo também me ensinou dicas sobre loterias, jogos de azar e pocker. Nenhuma instrução me ajudou mais do que a pérola sobre desfrutar de liberdade dentro do tempo.

Aprendemos desde cedo com os porquinhos, vaquinhas e ovelhinhas de louça para depositar moedas: economizar faz bem. Desde a infância juntamos as parcas mesadas para valorizar o dinheiro. De grão em grão, a galinha enche o papo. Mas ela engole logo depois.

Tenho um colega médico que trabalha em plantões, opera nas folgas dos outros e é excelente profissional. Há anos junta seus ganhos. Tem uma pequena fortuna no banco e já conhece investimentos o suficiente para saber que cada níquel reunido gera mais dígitos no extrato. Perguntei a ele para quê juntava a soma. Disse que não sabia, mas tinha certeza de que descobriria um dia.

Não acredito nisso. A lentidão é a velocidade. A pausa é mais poderosa que a nota musical. O intervalo dita o andamento.

Sem a cadência natural, nos tornamos biônicos, perdemos a espontaneidade. O espaço continua sendo o tempo de quem tem imaginação.

Usamos computadores cada vez mais rápidos, celulares que aglomeram funções para que acessemos imediatamente qualquer coisa. Não descansamos um minuto. Embora não tenhamos um objetivo exato. Usamos a premissa de que “economizar é sempre bom” para não sermos pegos desprevenidos por problemas. Nosso tempo é para remediar um futuro contratempo.

Só que nossa vida se torna um permanente acidente.

Uma companhia de telefonia celular americana criou o “Sprintcuts” e um website chamado www.waitless.org. A ideia central é reunir a nós, os afobados, e convidar-nos a usar técnicas que poupar o relógio: uns poucos minutos por dia ganhos, ao final da vida, representam dias ou meses salvos.

Eu me pergunto: para quê?

Quem quiser reservar o tempo, poderá mesmo demorar mais na hora de escolher a roupa para a Festa do Andador, o principal evento anual da Casa de Repouso.

Confira a Crônica Falada sobre este tema no Programa Camarote TVCOM que foi ao ar dia 03.02.2010.

terça-feira, 2 de março de 2010

Trainspotting é o próximo filme do CINETERAPIA



29/03, 20h, no Cinebancários -
Rua General Câmara, 424 - Centro
(Pertinho do Theatro São Pedro)
EVENTO GRATUITO


O Sindibancários e o Espaço Cultural Clínica Verri selaram um pacto e quem ganha é você.

Agora, uma vez por mês, você pode ir ao cinema de graça e curtir ótimos diálogos com psiquiatras, terapeutas e outras personalidades.

A estréia do ciclo fica por conta de Trainspotting e do Dr. Carlos Alberto Iglesias Salgado.

Para a exibição do filme, a Channel 4 da Inglaterra cedeu os direitos especialmente para o evento.

[Sobre o Convidado]
Carlos Alberto Iglesias Salgado é o novo presidente da Abead (gestão 2010/2011), eleito durante o XX Congresso Brasileiro da entidade, em Bento Gonçalves. É psiquiatra com mestrado em Psiquiatria pela UFRGS. Especialista em Dependência Química pela Unifesp. Coordenador do Ambulatório de Dependência Química do Hospital Presidente Vargas e preceptor de Residência Médica em Psiquiatria no mesmo local. É o atual coordenador do Departamento de Dependência Química da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul.

[Sobre o Filme]
Trainspotting, livro transformado em cult pelas mãos do cineasta Danny Boyle, drama britânico lançado em 1996, consagrou Irvine Welsh como uma das vozes mais representativas de sua geração.

[Sinopse]
Trainspotting, na gíria escocesa, é uma atividade sem sentido, algo que é uma total perda de tempo. Essa expressão resume as vidas de Rents, Sick Boy, Tommy, Matty, Spud e Begbie, jovens moradores de Edimburgo que passam a maior parte de seu tempo se embebedando em pubs, arrumando confusão, assistindo a jogos de futebol pela televisão e, principalmente, se drogando. A heroína é a droga preferida, um barato que dura tempo suficiente para aplacar a banalidade da existência. Pelo menos até o próximo pico.

Explicitando toda a dor e a banalidade de ser jovem em um mundo de portas fechadas, onde a maior oportunidade que se pode esperar é conseguir um emprego reles em uma grande empresa, ter filhos e desfrutar de uma velhice obesa, Irvine Welsh narra, com ironia e sem meias palavras, o cotidiano de jovens que renunciaram a tudo isso, que preferem se perder em um mundo de contravenções, vagar pelas ruas sem rumo, a ceder a uma vida adulta que não faz o mínimo sentido.


[Principais Prêmios e Indicações]

Oscar 1997 (EUA)

* Indicado na categoria de melhor roteiro adaptado.

Eleito pela Times um dos melhores 1000 filmes já feitos, em 2004.

BAFTA 1996 (Reino Unido)

* Venceu na categoria de melhor roteiro adaptado.
* Indicado nas categorias de melhor filme britânico (Prêmio Alexander Korda).

Prêmio Bodil 1997 (Dinamarca)

* Venceu na categoria de melhor filme não-americano.

Brit Awards 1997 (Reino Unido)

* Venceu na categoria de melhor trilha sonora.

Independent Spirit Awards 1997 (EUA)

* Indicado na categoria de melhor filme estrangeiro.


Reservas de ingressos deverão ser feitas por email
(atendimento@clinicaverri.com.br)
e serão válidas até 20 minutos antes da sessão.

Trainspotting é o próximo filme do CINETERAPIA



29/03, 20h, no Cinebancários -
Rua General Câmara, 424 - Centro
(Pertinho do Theatro São Pedro)
EVENTO GRATUITO


O Sindibancários e o Espaço Cultural Clínica Verri selaram um pacto e quem ganha é você.

Agora, uma vez por mês, você pode ir ao cinema de graça e curtir ótimos diálogos com psiquiatras, terapeutas e outras personalidades.

A estréia do ciclo fica por conta de Trainspotting e do Dr. Carlos Alberto Iglesias Salgado.

Para a exibição do filme, a Channel 4 da Inglaterra cedeu os direitos especialmente para o evento.

[Sobre o Convidado]
Carlos Alberto Iglesias Salgado é o novo presidente da Abead (gestão 2010/2011), eleito durante o XX Congresso Brasileiro da entidade, em Bento Gonçalves. É psiquiatra com mestrado em Psiquiatria pela UFRGS. Especialista em Dependência Química pela Unifesp. Coordenador do Ambulatório de Dependência Química do Hospital Presidente Vargas e preceptor de Residência Médica em Psiquiatria no mesmo local. É o atual coordenador do Departamento de Dependência Química da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul.

[Sobre o Filme]
Trainspotting, livro transformado em cult pelas mãos do cineasta Danny Boyle, drama britânico lançado em 1996, consagrou Irvine Welsh como uma das vozes mais representativas de sua geração.

[Sinopse]
Trainspotting, na gíria escocesa, é uma atividade sem sentido, algo que é uma total perda de tempo. Essa expressão resume as vidas de Rents, Sick Boy, Tommy, Matty, Spud e Begbie, jovens moradores de Edimburgo que passam a maior parte de seu tempo se embebedando em pubs, arrumando confusão, assistindo a jogos de futebol pela televisão e, principalmente, se drogando. A heroína é a droga preferida, um barato que dura tempo suficiente para aplacar a banalidade da existência. Pelo menos até o próximo pico.

Explicitando toda a dor e a banalidade de ser jovem em um mundo de portas fechadas, onde a maior oportunidade que se pode esperar é conseguir um emprego reles em uma grande empresa, ter filhos e desfrutar de uma velhice obesa, Irvine Welsh narra, com ironia e sem meias palavras, o cotidiano de jovens que renunciaram a tudo isso, que preferem se perder em um mundo de contravenções, vagar pelas ruas sem rumo, a ceder a uma vida adulta que não faz o mínimo sentido.


[Principais Prêmios e Indicações]

Oscar 1997 (EUA)

* Indicado na categoria de melhor roteiro adaptado.

Eleito pela Times um dos melhores 1000 filmes já feitos, em 2004.

BAFTA 1996 (Reino Unido)

* Venceu na categoria de melhor roteiro adaptado.
* Indicado nas categorias de melhor filme britânico (Prêmio Alexander Korda).

Prêmio Bodil 1997 (Dinamarca)

* Venceu na categoria de melhor filme não-americano.

Brit Awards 1997 (Reino Unido)

* Venceu na categoria de melhor trilha sonora.

Independent Spirit Awards 1997 (EUA)

* Indicado na categoria de melhor filme estrangeiro.


Reservas de ingressos deverão ser feitas por email
(atendimento@clinicaverri.com.br)
e serão válidas até 20 minutos antes da sessão.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Offline

Epitáfio
Gostava de entrar de
cabeça em seus textos.


Passeava pelo Facebook quando meu amigo querido que vive em Los Angeles apareceu online. O serviço de mensagem instantânea do Facebook é tão precário que só serve para convidar o contato para um encontro em outro programa. Foi o que fizemos.

Não entrava no MSN desde que eu e Bitols começamos a namorar. Logo no início, conversamos sobre como o messenger podia ser um covil de conversinhas que convidavam a outras conversinhas muitos piores. Combinamos aposentar os nossos.

Quando entrei no MSN para falar com o compadre dos states, estava cometendo uma infração. Escolhi o modo “invisível”. Verifiquei meus contatos bloqueados do passado sorrindo enquanto chateava com o amigo querido de LA. Qual não foi minha surpresa quando vejo o nick de Bitols atualizado informando o twitter dele?

Quando isso tinha acontecido?

Meditei a respeito. Como poderia cobrar a brecha se eu também quebrava a promessa? Formulei um plano rápido. Resolvi twittar que estivera no MSN. Pus assim:

Entrei no MSN. Não tive coragem de sair do invisível, no entanto. Achei que ia ser uma chuva de: oh, está viva. Não quis passar vexame.
4:47 PM Feb 19th from web

A isca funcionou perfeitamente. Bitols escreveu um email comentando a twitada.

oi amor
aquilo que tu sentiu hj no MSN acho que eu também sentiria.
mal entraria, e todas as janelas diriam:oh!
ficaria constrangido e logo invisível.
faz um tempão que não entro. não dá para mexer no passado.
beijo
Bitols

Bingo. Ele também lembrava da promessa. Feito o barraco:

- Que história é essa do senhor ter andado no MSN?

- Eu te falei, amor, dei aquela entrevista.

- Que entrevista?

- Aquela para a Bahia. Foi via MSN. Eu te falei.

- Falou porcaria nenhuma! Que conversa foi essa de melhor não provocar o passado? Que passado? Não bloqueou teus contatos?

- Mas eu não sei bloquear!

- Ah, não sabe? Não sabe clicar com o botão direito?

- Juro! Não sei! E depois, acho “bloquear” tão forte...

- Quer dizer que o senhor deu a tal “entrevista” com mil contatinhos gritando: “Canalha”, é você?

E aproveitou para deixar teu Twitter para as mocreias.

Deixa pra mim. Vou ensinar a bloquear no computador.

EU TE DISSE

Entro na cozinha de manhã. Quer dizer, entro na cozinha às 11h, que é toda a minha manhã. As ondas de calor desde a porta já me avisavam q...