quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Centro Integria


Recebi o email que trazia a foto ao mesmo tempo em que surrupiava a imagem do blog da Nádia.

Sincronicidades.

Então, aí estão as almas vivíssimas. Nós que tocamos suavemente a noite de Picada Café.

Eles que trabalharam arduamente seus talentos na oficina do Fabro enquanto eu corria pelo milharal do Nestor.

Eu que não beijava o violão há meses, não fazia uma roda cantar há anos, descobri o abraço e o riso amoroso dessa gente.

Centro Integria


Recebi o email que trazia a foto ao mesmo tempo em que surrupiava a imagem do blog da Nádia.

Sincronicidades.

Então, aí estão as almas vivíssimas. Nós que tocamos suavemente a noite de Picada Café.

Eles que trabalharam arduamente seus talentos na oficina do Fabro enquanto eu corria pelo milharal do Nestor.

Eu que não beijava o violão há meses, não fazia uma roda cantar há anos, descobri o abraço e o riso amoroso dessa gente.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Polêmica: 20 de fevereiro de 2009 - das 9h e 30min às 11h na Rádio Gaúcha

Amanhã no programa Polêmica ouça a Dra Cínthya Verri, o poeta Fabrício Carpinejar e demais convidados de Lauro Quadros às 9h e 30min.


Rádio Gaúcha FM93,7+AM600

www.radiogaucha.com.br

Segue abaixo a pergunta do programa de amanhã, sobre o trote universitário.

Você admite o trote, desde que seja uma brincadeira - 32.99.26.01
ou ele deve ser proibido em qualquer circunstância? - 32.99.26.02


Matéria que saiu na ZH de hoje: clique aqui
* Câmara Federal aprova projeto que pune trotes violentos.


____________________

Resultado

Câmara Federal aprova projeto que pune trotes violentos. Você admite o trote, desde que seja uma brincadeira, ou ele deve ser proibido em qualquer circunstância?

- Deve ser proibido em qualquer circunstância - 83%
- Admite, se for de brincadeira - 17%

Total de ligações: 275

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

TWELVE


The Life clock, by Bertrand Planes

a noite, as roupas
os rompantes

se arranja em mim.

cabelos de varal
ruidezas,
feiúras faraônicas

- boa noite, tempo.

lumes quentes, cintilantes
auras de dor e náusea
ternura de finas bolhas
vias a é r e a s
nas rédeas curtas.

TWELVE


The Life clock, by Bertrand Planes

a noite, as roupas
os rompantes

se arranja em mim.

cabelos de varal
ruidezas,
feiúras faraônicas

- boa noite, tempo.

lumes quentes, cintilantes
auras de dor e náusea
ternura de finas bolhas
vias a é r e a s
nas rédeas curtas.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Anita luz turquesa



som de versos para tradução
multi-mega-hiper-kid
minha querida
urbana
vestimental
arquitetônica
Anita luz turquesa
docemente ou
docilmente pousada
sobre alguma coisa
não existe em sua totalidade
Anita luz turquesa
formas movimento
linguagem própria
estrutura
luxuoso parangolé

Anita luz turquesa



som de versos para tradução
multi-mega-hiper-kid
minha querida
urbana
vestimental
arquitetônica
Anita luz turquesa
docemente ou
docilmente pousada
sobre alguma coisa
não existe em sua totalidade
Anita luz turquesa
formas movimento
linguagem própria
estrutura
luxuoso parangolé

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Pessoal e Intransferível

apenas sei.
a confiança me ocupa

Sou um passeio?
Sou uma estrada, um estribo?
Sou uma cova, um barco?
Um sino?
Repico fervorosa
Sou um machado, um nó

esgotação

Aborreço estatísticas.

Pessoal e Intransferível

apenas sei.
a confiança me ocupa

Sou um passeio?
Sou uma estrada, um estribo?
Sou uma cova, um barco?
Um sino?
Repico fervorosa
Sou um machado, um nó

esgotação

Aborreço estatísticas.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Melhor assim?


31 de janeiro de 2009 | N° 15865 (pág 15)

ARTIGOS

Melhor assim?, por Cínthya Verri *

Recebi a notícia sobre Mariana Bridi Costa na fila do supermercado. Vazou do meu iPod. No jornal, a modelo capixaba de 20 anos teve as extremidades amputadas, estava em choque séptico e poderia morrer.

O primeiro pensamento veio de relance: agora é melhor que essa menina morra. Imaginei-me acordando no leito de hospital, debilitada, com cotos ao final dos antebraços e pernas. Modelo? Viveria de quê? Fiquei assustada com minha morbidez.

Numa cascata natural, fui serenando. Mais animada. Pensei na americana Kellie O’Farrell, que sofreu queimaduras aos dois anos no rosto e que fez campanhas pelo mundo. Lembrei-me da modelo surda-muda Brenda Costa, hoje vivendo na França, aprendendo a ouvir com seu implante coclear, e de CariDee English, a modelo que teve 70% do seu corpo coberto por psoríase na adolescência e que venceu um dos maiores concursos de beleza da televisão. Eu, que naquele momento inaugurei Mariana em mim, antes de me despedir, transitei pelo luto.

No luto, podemos até ter dúvidas, mas no fundo sabemos que a dor vai passar. Ficamos desanimados, pesados, a vontade de fazer qualquer atividade fica abafada, é quando nos distanciamos do amor. Mas luto não é uma doença: a confiança existe e seguiremos adiante assim que for possível.

Se Mariana acordasse, talvez não fizesse um luto. Talvez tivesse melancolia. A diferença entre eles é que adoecemos quando sacrificamos a confiança. Sofrer uma perda com melancolia é não perder. Experimentamos a ilusão de que o tempo não se despede. A melancolia reprisa: Mariana perderia as mãos e os pés todos os dias. Não encontramos maneiras de avançar. Não acreditamos num porvir, numa sequência. Quando estamos melancólicos, não existimos sem o que perdemos. Somos a parte perdida e não o que resta.

Se Mariana acordasse, poderia viver além da perda. Sonhei que faria catálogos de botas e luvas, calçaria órteses magníficas, perduraria longamente, alcançaria a biocibernética no futuro.

Mas Mariana veio a falecer. O que me entristeceu é que o meu primeiro pensamento, absolutamente normal, foi o último pensamento da maioria das pessoas que acompanhou o caso. Escutei de muitos amigos: melhor assim. Vejo o quanto tendemos a fraquejar. Preferimos esnobar a vida a fazer com que aconteça diferente do que imaginamos.

Morrer não é uma injustiça. Muito menos um alívio.

*Médica e psicoterapeuta

EU TE DISSE

Entro na cozinha de manhã. Quer dizer, entro na cozinha às 11h, que é toda a minha manhã. As ondas de calor desde a porta já me avisavam q...