terça-feira, 19 de maio de 2009
Despejo
José na varanda
as alunas de crochê zumbindo a porta
Cecília que não vinha
José desligava a janela
fervia por dentro
as veias aos gritos
Cecília não chegava
José quebrava as agulhas,
as porcelanas, as pias, os pés
Cecília que não pisava
José rezava a soleira
amanhecia
arrependimento
tapete, toalha
José era a bacia
toda vez que Cecília voltava.
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Que tapa de luva na cara.
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