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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Férias no CVExplica com Fernanda Seelig


Na quinta, vinte e nove de dezembro, o CVExplica 
apresentou Fernanda Seelig.

Acompanhe na www.radioeletrica.com como não frustrar suas Férias.


CVExplica [+ou- 20:30h], quintas, na Rádio Elétrica
participe ao vivo no msn/email cvexplica@hotmail.com
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curta no http://facebook.com/CVExplica
 

OUÇA AQUI
no link para o Podcast. Aguenta: tem chiado no início, depois passa.

Playlist de Férias:
Pato Fu - Minhas Férias
On The Beach — Neil Young
Echo Beach — Martha and The Muffins
Lemme Take You To The Beach — Frank Zappa
Kokomo — The Beach Boys
Down Under — Men At Work
B-52´s — Roam
Red Hot Chili Peppers - Around The World
Back in the U.S.S.R. — The Beatles
The Dead Kennedys - Holiday in Cambodia
Barbados — The Models
Typically Tropical - Barbados
Wonderlust King — Gogol Bordello
The Clash - Safe European Home
Frank Sinatra - Come Fly With Me
Dreadlock Holiday - 10cc
Johnny Cash - I've Been Everywhere
Jimmy Buffett - Changes In Latitudes, Changes In Attitudes

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Eu, vocês e as Canções de Natal



Na quinta, vinte e dois de dezembro, o CVExplica 
apresentou as canções de Natal.

Acompanhe na www.radioeletrica.com de onde vem e para onde irá o natal.

CVExplica [+ou- 20:30h], quintas, na Rádio Elétrica
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no link para o Podcast
http://radioeletrica.com/mini/player-mini.php?codigo=128

Playlist do Natal:

The Christmas Song (Album Version) Judy Garland
Merry Christmas, Mr. Lawrence - Ryuichi Sakamoto
Do They Know It's Christmas — Band Aid
Last Christmas — Wham!
If Every Day Was Like Christmas — Elvis Presley With The Jordanaires and The Imperials Quartet
Wonderful Christmastime — Paul McCartney
Christmas Time (Is Here Again) - 1967 — The Beatles
I Believe In Father Christmas — U2
Jingle Bell Rock — Billy Idol
Christmas — The Who
Thank God It's Christmas — Queen
Winter Song [Album Version] — Sara Bareilles
John Lennon - Happy Xmas (War Is Over)
Então é Natal — Simone
Um sino feliz — Chitãozinho and Xororó
Ivan lins — Um Feliz Natal
Deixei Meu Sapatinho — Patati and Patatá
Fairytale Of New York - The Pogues Featuring Kirsty MacColl
You're A Mean One Mr. Grinch — Totally Adult TuneUp

sábado, 17 de dezembro de 2011

Internet, Video Games e nós. #CVExplica




Na quinta, quinze de dezembro, o CVExplica 
conversou com Daniel Spritzer.

Acompanhe na www.radioeletrica.com o que pensamos sobre
a Internet, os Video Games e nós.

CVExplica [+ou- 20:30h], quintas, na Rádio Elétrica
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sábado, 10 de dezembro de 2011

#TDAH no CVExplica



Nesta quinta, oito de dezembro, o CVExplica 
conversa com Rafael Karam.

Acompanhe na www.radioeletrica.com o que pensamos sobre
TDAH— o polêmico Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.

CVExplica [+ou- 20:30h], quintas, na Rádio Elétrica
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OUÇA AQUI
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com o adorável doutor Rafael:

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Casa de la Madre & CVExplica


Nesta quinta, primeiro de dezembro, o CVExplica 
conversa com as mulheres da Casa de la Madre.

Acompanhe na www.radioeletrica.com o desenrolar do pensamento de algumas mulheres empreendedoras, modernas, bonitas — como é que elas conseguem tudo isso?

CVExplica — 20h, quintas, na Rádio Elétrica
 

Aqui o link para o Podcast do especial
Casa de la Madre http://radioeletrica.com/mini/player-mini.php?codigo=104

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

PORNOGRAFIA no #CVExplica [24.11.11]

Edição Pornô do CVExplica

Participe:
pelo Skype CVExplica ou
mande emails para cvexplica@hotmail.com ou
adicione o MSN cvexplica@hotmail.com ou
comente na página http://facebook.com/CVExplica


A trilha sonora é só erotismos:

PlayList
Je T'Aime... Moi Non Plus    4:23    Serge Gainsbourg and Jane Birkin    Je T'aime Moi Non Plus    
Smooth Operator    4:58    Sade    Diamond Life   
Amor e Sexo    3:36    Rita Lee    Balacobaco       
Na Boquinha Da Garrafa    3:04    É O Tchan    10 Anos       
Sexo    4:38    Ultraje a Rigor    Warner 30 Anos     
Sexual Healing    3:58    Marvin Gaye    80s Groove     
Make A Sex Noise    3:09    Frank Zappa    You Can't Do That On Stage Anymore
ANA CAROLINA CREDICARD HALL 13_11_09 - ELA GOZA COM O SABONETE             Erotica    5:14    Madonna    The Best Of     
C'mon Babe    4:47    2 Live Crew    As Nasty As They Wanna Be   
Put It In Your Mouth    3:22    Akinyele    Put It In Your Mouth   
Ego (Remix)    4:52    Beyoncé Feat. Kanye West    I Am...Sasha Fierce       
I Love You (Me Either) (Je T'Aime Mon Non Plus)    5:17    Cat Power & Karen Elson    Monsieur Gainsbourg revisited   


E o look do dia.



AQUI VOCÊ SE ESBALDA
COM O PODCAST

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Teatro de Sombras: Relatório da violência no trabalho e apropriação da saúde dos bancários

O SindBancários convida para o lançamento do livro “Teatro de Sombras: Relatório da violência no trabalho e apropriação da saúde dos bancários”, no dia 24 de novembro, na sede do Sindicato (Rua General Câmara, 424, Porto Alegre-RS).

Programação:

9h – Abertura – Ministério da Saúde, UFRGS, SindBancários e Fetrafi/RS.


9h30min – Mesa redonda: As faces da Violência no Trabalho.


A mesa tem o objetivo de promover reflexões acerca dos impactos do trabalho sobre a saúde dos bancários, através da reprodução de trechos de filmes que abordam o tema “Violência no Trabalho” e da discussão de profissionais e pesquisadores.
Participarão da mesa a Dra. Maria da Graça Jacques, Psicóloga, Mestre em psicolgia Organizacional (PUCRS),  Doutora em Educação (PUCRS). Professora e Pesquisadora no Campo Saúde Mental & Trabalho, Dra. Cinthya Verri, médica e comunicadora.
Dr. Paulo Antonio Barros de Oliveira, Médico do Trabalho, Doutor em Engenharia
da Produção. Ergonomista sênior (ABERGO), Professor do Programa de Pós-Graduação em
Epidemiologia (FAMED/UFRGS) e das graduações de Engenharia e de Medicina,
Karen D'Avilla, Socióloga, Diretora do Departamento de Saúde e Condições de
Trabalho do SindBancários e Bancários participantes do Grupo de Ação Solidária do SindBancários, o GAS.

12h – Intervalo para Almoço

14h – Mesa redonda:"Teatro de Sombras: Relatório da violência no trabalho e apropriação da saúde dos bancários" com com a participação dos organizadores Jacéia Aguilar Netz e Paulo Antonio Barros de Oliveira, e dos colaboradores Mauro Salles Machado, Juberlei Bacelo, Luiziana Souto Schaefer, Manuela Fonseca, Dolores Sanches Wünsch, Mayte Raya Amazzarray, Jussara Mendes, Fernando Rubin, José Henrique de Faria, José Ricardo Caetano Costa, Maria Maeno.

16h30min – Coquetel e Sessão de Autógrafos

Teatro de Sombras: Relatório da violência no trabalho e apropriação da saúde dos bancários

O SindBancários convida para o lançamento do livro “Teatro de Sombras: Relatório da violência no trabalho e apropriação da saúde dos bancários”, no dia 24 de novembro, na sede do Sindicato (Rua General Câmara, 424, Porto Alegre-RS).

Programação:

9h – Abertura – Ministério da Saúde, UFRGS, SindBancários e Fetrafi/RS.


9h30min – Mesa redonda: As faces da Violência no Trabalho.


A mesa tem o objetivo de promover reflexões acerca dos impactos do trabalho sobre a saúde dos bancários, através da reprodução de trechos de filmes que abordam o tema “Violência no Trabalho” e da discussão de profissionais e pesquisadores.
Participarão da mesa a Dra. Maria da Graça Jacques, Psicóloga, Mestre em psicolgia Organizacional (PUCRS),  Doutora em Educação (PUCRS). Professora e Pesquisadora no Campo Saúde Mental & Trabalho, Dra. Cinthya Verri, médica e comunicadora.
Dr. Paulo Antonio Barros de Oliveira, Médico do Trabalho, Doutor em Engenharia
da Produção. Ergonomista sênior (ABERGO), Professor do Programa de Pós-Graduação em
Epidemiologia (FAMED/UFRGS) e das graduações de Engenharia e de Medicina,
Karen D'Avilla, Socióloga, Diretora do Departamento de Saúde e Condições de
Trabalho do SindBancários e Bancários participantes do Grupo de Ação Solidária do SindBancários, o GAS.

12h – Intervalo para Almoço

14h – Mesa redonda:"Teatro de Sombras: Relatório da violência no trabalho e apropriação da saúde dos bancários" com com a participação dos organizadores Jacéia Aguilar Netz e Paulo Antonio Barros de Oliveira, e dos colaboradores Mauro Salles Machado, Juberlei Bacelo, Luiziana Souto Schaefer, Manuela Fonseca, Dolores Sanches Wünsch, Mayte Raya Amazzarray, Jussara Mendes, Fernando Rubin, José Henrique de Faria, José Ricardo Caetano Costa, Maria Maeno.

16h30min – Coquetel e Sessão de Autógrafos

domingo, 20 de novembro de 2011

FELICIDADE no #CVExplica [17.11.11]

Edição especial do CVExplica — com Christiane Ganzo.

Saiba mais sobre a felicidade e outras agruras.

Participe:
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A trilha sonora é plena felicidade:

PlayList
Fama, USP e Falar com Cachorros    13:08   PCSiqueira              
Felicidade    4:13    Marcelo Jeneci    Feito Pra Acabar   
A Felicidade    4:30    Antônio Carlos Jobim    Antonio Carlos Jobim And Friends  
Zelia Duncan - Toda Vez    4:24    Zélia Duncan    Torre De Babel Nacional      
Felicidade (Gente Di Mare)    3:25    Fábio Jr.    Mais De 20 E Poucos Anos   
Shiny Happy People    3:52    R.E.M.    Out Of Time      
Sea    3:45    Jorge Drexler    Sea  



E o look do dia.



AQUI VOCÊ SE DELEITA
COM O PODCAST

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Como recolocar a correia no Toca-Discos.

Levei hooooras até achar.
Mas achei.
Com fotos. Viva o Google.
\o/

http://ivedrunksunshinewithmyhair.wordpress.com/2010/06/17/how-to-replace-a-record-player-belt/

Como recolocar a correia no Toca-Discos.

Levei hooooras até achar.
Mas achei.
Com fotos. Viva o Google.
\o/

http://ivedrunksunshinewithmyhair.wordpress.com/2010/06/17/how-to-replace-a-record-player-belt/

CASAMENTO GAY no #cinthyaverriexplica [10.11.2011]

Edição especial do CVExplica — com Maria Berenice Dias, Saulo Macalós e Diego Nienow.

Saiba mais sobre a evolução da união estável, o casamento gay e outras girafas.

Participe:
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A trilha sonora é seleção curta e glamurosa:

PlayList
Glad To Be Gay    2:47    Tom Robinson  |  Power In The Darkness   
Beautiful    3:59    Christina Aguilera  |  Stripped      
I Am What I Am    5:50    Gloria Gaynor  | Greatest Hits  
I'm Coming Out   3:26    Amerie  |  The Best of Club Hits
The L Word Theme    1:01    Betty  |  The L Word: The Second Season [Bonus Tracks]       
The Pleasure Song    4:16    Marianne Faithfull  |  Kissin' Time       
Go West    4:18    Pet Shop Boys  |  Very     
Strong Enough    4:05    Cher  |  Believe   


E o look do dia.



AQUI BRILHA

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

MORTE no #cinthyaverriexplica [03.11.2011]

Direto do Rio de Janeiro, edição especial do CVExplica — #Morte

Você tem medo? Você gosta? Você sabe tudo sobre o tema?
Você acha que existe um jeito melhor ou pior de morrer?
A gente quer saber como é para você.

Participe:
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A trilha sonora é toda especial em homenagem ao nosso único encontro marcado.

PlayList
Boas Novas 2:53 Cazuza Ideologia
Death Is Not The End 5:09 Bob Dylan Down In The Groove
Candle In The Wind [Live] 4:26 Elton John Live In Australia
Tears In Heaven 4:30 Eric Clapton Rush
Do You Realize?? 3:33 The Flaming Lips Yoshimi Battles The Pink Robots 
Overdrive 4:43 Foo Fighters One By One
I Grieve 7:24 Peter Gabriel Up Adult
Last Kiss 3:00 Pearl Jam Mar 3 03 #13 Tokyo
Canto Para Minha Morte 4:00 Raul Seixas Há 10 Mil Anos Atrás
Love In The Afternoon 4:28 Legião Urbana O Descobrimento Do Brasil
Never Without You 4:33 Ringo Starr Ringo Rama
I Will Remember You 3:33 Sarah McLachlanWoman

E o look do dia.


AQUI  JAZ

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

FIDELIDADE no #cinthyaverriexplica [27.10.201

Você acredita em fidelidade? Você acha que existe uma mor certo para cada um?
Você acredita em amor para toda a vida?
A gente quer saber o que acontece com você.
É a temática do #cinthyaverriexplica de hoje!

Participe você também:
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Confere o podcast aqui:
27/11

A trilha sonora é toda especial em homenagem a nossas promessas de amor e fidelidade.

PlayList
Soneto de Fidelidade 1:42
Marcelo Camelo - Janta(Mtv ao vivo) 3:52
Pra Você Guardei o Amor - Nando Reis e Ana Cañas (legenda) 5:43
You're The One That I Want - Grease Lyrics 3:10
Lenny Kravitz - If You Can't Say No 4:39
Roberto Carlos - Amor Pefeito com Claudinha Leitte 6:09
Barão Vermelho Por Você 3:28
Mulheres - Martinho da Vila 3:14
Verdade - Zeca Pagodinho 4:15
Barry White - Just the way you are (full version) 6:57
My first, my last, my everyth 3:29 Barry White Outro
Barry White & Gloria Gaynor - You're The First. My Last. My Everything 4:32
Legião Urbana - Antes Das Seis (Diário De Uma Paixão) 3:24


E o look do dia.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

INSÔNIA no #cinthyaverriexplica [20/10/2011]

Insônia? Você tem? Você ama? Você fica um lixo?
A gente quer saber o que acontece com você.
É a temática do #cinthyaverriexplica de hoje!

Participe você também:
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A trilha sonora é toda especial em homenagem ao transtorno de sono mais comum: a insônia.

E o look do dia.


Confere o podcast aqui:


PlayList
Céu - Cordão da Insônia 2:45 
Insônia 4:12 Rita Lee Multishow [Ao Vivo] Latin Rock
Insônia 3:53 Mariana Rios Mariana Rios Other Pop
Insonia 3:25 Capital Inicial Gigante Post-Punk
Black Coffee 3:31 Ella Fitzgerald Feat. Paul Smith Intimate Ella Jazz Vocals
Overkill 3:45 Men At Work The Works New Wave
5:55 3:08 Charlotte Gainsbourg Paris Mon Amour - Soundtrack For Modern Pop Lovers French
I Can't Go To Sleep 3:32 Wu-Tang Clan Feat. Issac Hayes The W East Coast Rap
Curitas [Album Version] 5:36 Charly García Filosofia Barata Y Zapatos De Goma Latin Rock
Insônia_ dicas para dormir melhor veja.com (2_2) 2:45
Fight Club Insomnia 0:19

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

CIÚMES no #cinthyaverriexplica [13/10/11]

Ciúmes? Você morre? Você não tem? Você detesta? Você não acredita?
A gente quer sabero que você pensa.
É a temática do #cinthyaverriexplica de hoje!

Participe você também:
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A trilha sonora é toda especial em homenagem a forma tradicional de inventar verdades: fofoca!

E o look do dia.

Confere o podcast aqui:
Parte 1
Parte 2

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Amigos, amigos. Negócios, à parte.

EPITÁFIO

Você que me dizia as verdades
com frases abertas*


*Adaptação de Roberto Carlos em “Amigo”: “você que me diz as verdades
com frases abertas”



“Feliz aniversário. Mando os lábios embalados para viagem”.

— Mas o que é isso, Bitols?

— É só um torpedo para uma amiga.

— Amiga? No meu tempo a gente dizia feliz aniversário, tudo de bom...

— Ah, pois é.

Melhor deixar assim e não engrossar o caldo. Afinal, eu sempre tive amigos e muitos deles, homens. Ainda por cima, mantenho o hábito de ser amiga de alguns ex-namorados, coisa que nunca foi fácil de sustentar entre eu e Bitols.

Quando ainda existia o Orkut, por exemplo, eu exibia um testimonial de um ex dizendo que me amava. Mas sabe que era uma coisa de amor de amigo? Pegou mal, lógico. Bati pé e o troço ficou lá. O assuntou ficou entalado, levamos mais duas ou três discussões até que Bitols desistisse da bobagem.

E, depois, o ex em pessoa acabou escrevendo para o Bitols pedindo dicas para conquistar uma menina que tinha sido aluna de uma oficina de poesia. Pensa? Foi o fim da cisma.

Quanto a esses detalhes difíceis, o melhor é ter muita paciência no estoque. Na hora em que a gente decide ficar junto, haja didática. É preciso explicar tudo tim-tim por tim-tim — não deixar a suspeita dormindo no escuro. Passar a limpo cada detalhe não é ficar por baixo: é ficar junto.

Daí, o Bitols foi chamado para falar na TV no Dia do Amigo. Era o telejornal de maior audiência do estado.

Eu não pude assistir na hora. Mas, quase que de imediato, fiquei sabendo das repercussões pela rádio corredor: “aaaaaaaaai, tu viu o que o Fabrício faloooooou?”. Ui. Senti que vinha bomba. Não, não vi, pois é, ele é meio polemista, etc. Minhas desculpas habituais.

Corri para o blog do dito cujo para descobrir. A página já trazia o vídeo postado. Nele, lá pelas tantas, a apresentadora fala:

— E agora uma pergunta que veio pelo twitter: existe amizade verdadeira entre homem e mulher?

Ao que responde Bitols, o infeliz:

— Olha, eu acho meio difícil porque o homem, ele olha a amizade de um jeito muito sensual. Sempre que um homem se torna amigo, amigo de uma mulher, ele fica tão apaixonado... É um mal que a gente tem. Eu não sei o que é que eu faço, sabe? Mas o homem em si, ele fica mais inclinado a unir a amizade com o amor.

— Você não tem amigas mulheres?

— Ai, é difícil.

— Haha. Você não respondeu: sim ou não?

— Hahahaa, é difícil.

E aí a gente descobre que toda aquela pataquada em cima dos meus amigos era projeção. É quando a paciência, o amor, a esperança e a amizade vão todos juntos para o beleléu.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

FOFOCA no #cinthyaverriexplica [06/10\11]

Fofoca? Você faz? Você é vítima? Você adora? Você não vive sem?
A gente, com certeza, não!
É a temática do #cinthyaverriexplica de hoje!
Perdeu? Confere o podcast!

Participe você também:
pelo Skype CVExplica ou
mande emails para cvexplica@hotmail.com ou
adicione o MSN ou
comente na página http://facebook.com/CVExplica

A trilha sonora é toda especial em homenagem a forma tradicional de inventar verdades: fofoca!

...e o look do dia.
 Olha o link do podcast aqui.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

#cinthyaverriexplica 29/set/2011

Look do dia

Oi!
Você que perdeu ao vivo, pode curtir aqui ó.
E também, mande emails para cinthya@clinicaverri.com.br com aquilo que você quiser saber ou qualquer coisa que queira lançar no ar.
Claro, add CVExplica no Skype e fale comigo ao vivo no programa.
#vemproar

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

#cinthyaverriexplica agora na Rádio Elétrica

Olha só, você que perdeu o programa, não perde mais, porque a www.radioeletrica.com tem Podcast!!
Confere a estreia do #cinthyaverriexplica:

Clica aqui ó

As grandes vantagens da rádio ser Online: moderna, aberta, interativa e tem podcast.
E tem aplicativo pra iPhone.
É, enfim, tão legal.



Quando criança, adorava dizer:
— Deixa que a Cínthya explica.

Não sei o que era pior: me nomear na terceira pessoa ou a pretensão de explicar alguma coisa.

Acho que avancei desde lá, já falo na primeira pessoa.

Permaneço com a intenção de ouvir vidas, esclarecer dúvidas afetivas, sugerir caminhos, contar fábulas, partilhar minhas músicas prediletas, e afinidades literárias, conversar com os ouvintes via Skype durante trinta minutos, toda quinta, às 20h.

#cinthyaverriexplica

Um programa de comportamento, com a leveza do encontro e a empatia da coincidência.
Afinal, o encontro é uma coincidência planejada.

Acompanhe toda quinta-feira,
às 20h, na
www.radioeletrica.com

Quer participar? adicione: cvexplica no skype e esteja online na hora do show.

Estreia do #cinthyaverriexplica

Olha só, você que perdeu o programa, não perde mais, porque a www.radioeletrica.com tem Podcast!!
Confere a estreia do #cinthyaverriexplica:

Clica aqui ó

As grandes vantagens da rádio ser Online: moderna, aberta, interativa e tem podcast.
E tem aplicativo pra iPhone.
É, enfim, tão legal.



Quando criança, adorava dizer:
— Deixa que a Cínthya explica.

Não sei o que era pior: me nomear na terceira pessoa ou a pretensão de explicar alguma coisa.

Acho que avancei desde lá, já falo na primeira pessoa.

Permaneço com a intenção de ouvir vidas, esclarecer dúvidas afetivas, sugerir caminhos, contar fábulas, partilhar minhas músicas prediletas, e afinidades literárias, conversar com os ouvintes via Skype durante trinta minutos, toda quinta, às 20h.

#cinthyaverriexplica

Um programa de comportamento, com a leveza do encontro e a empatia da coincidência.
Afinal, o encontro é uma coincidência planejada.

Acompanhe toda quinta-feira,
às 20h, na
www.radioeletrica.com

Quer participar? adicione: cvexplica no skype e esteja online na hora do show.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Feriado Produtivo


Já tinha feito esse cara anteriormente, mas em tamanho pequeno e P&B.
Agora fiz com giz pastel e numa folha gigante: em A2.
Fotografei com o iPhone, ficou uma péssima definição, anyways, produção de feriado que me deu alegria.

domingo, 10 de julho de 2011

Magrelinha



Participei da campanha a favor de mais bicicletas na cidade.
Iniciativa da Vivo e do Pátio Ivo Rizzo.
Confere a galera de duas rodas no blog: http://www.bicicletasnopatio.com.br/

Brincava de pipoqueira na infância.

Empinava pipa e bicicleta.

Dentro do gradil costal fica o coração.

Magrelinha



Participei da campanha a favor de mais bicicletas na cidade.
Iniciativa da Vivo e do Pátio Ivo Rizzo.
Confere a galera de duas rodas no blog: http://www.bicicletasnopatio.com.br/

Brincava de pipoqueira na infância.

Empinava pipa e bicicleta.

Dentro do gradil costal fica o coração.

domingo, 3 de julho de 2011

Pouco

Para Bito, Miguel e Fernando Malheiros




O pai levou os meninos para visitar Jacinto. O doutor vivia em magnífica residência no bairro Petrópolis. A arquitetura exterior, eficiente e didática, informava ao público a boa saúde bancária da família: portas de madeira maciça eram sobriamente entalhadas e guardavam quatro metros de altura; pontas nas grades largas enfrentavam o céu e pousavam gárgulas sobre as esquinas. Sim, até gárgulas havia. Uma mansão.

Bito e Migue pequenos, mais mirrados que os cães do pátio, entreolharam-se no banco de trás do Monza azul tilintante de novo: os portões abriram sozinhos! Melhor, abriram mecanicamente. Um espanto.

Uma entrada, no mínimo, triunfal: o caso era que a casa mais parecia uma fábula. Uma fábula terrível de vampiros ou zumbis ou monstros. Sim, uma monstruosidade de construção assusta a gente.

Os pais grandões e sabidos de leis e do universo deixaram seus guris à solta: partiram para a biblioteca, evidentemente — local apropriado para conversas grandes e sérias.

Fernando viu-se encarregado de ensinar a propriedade aos convidados. O meninote riu simpático aos já amigos. Foram-se correndo de fome para aventuras.

O terreno emparelhava em grandeza: campo de futebol, quadra multiesportiva e jardins. Não bastasse o país de terra e grama, a piscina tomava banho de sol feito uma rainha. O deck, feito trono, erguia a majestade: coroada com cascata de pedras e folhas largas como a amazônia. Mas o esplendor iluminado doía porque era maio. Quem suportaria ficar molhado quando as nuvens piscassem o sol?

Foi quando o anfitrião alcançou a santa de todos os meninos, a bola de futebol. Reverenciaram a redonda mater e então se foram a gastar as horas da tarde.

Jogaram e bufaram tanto que venceram o outono friaco do sul e suas correntes ardidas. Bito e Miguel tinham telepatia e a única sede que contava agora era a da água infinita e azul da piscina, com seus diamantes líquidos.

Voaram como quem plana ao suor do vento rumo ao banho redentor. Lançaram-se como porcos magros, era de se estranhar a cena.

Parado ficou Fernando: fitando. Bito batia os braços e pernas e dava gritinhos contentíssimos. Migue, ao contrário, silente como farol, duro, reto, vertical. Foi-se afundando e não voltou.

Bito nada viu, mas Fernando parece que entendeu, quem sabe a piscina sussurrou. Jogou-se atrás de Migue e resgatou seu corpinho até a margem.

— Não viu que era funda? — berrou o salva-vidas.

— Vi.

— E então? É louco?

E mais gritando uns tantos palavrões enquanto o miúdo tremia e Bito se apagava.

De volta ao Monza, encharcados de revolta paterna, viajaram mudos. Bito triste da pouca vida. Migue decepcionado da pouca morte.

Pouco

Para Bito, Miguel e Fernando Malheiros




O pai levou os meninos para visitar Jacinto. O doutor vivia em magnífica residência no bairro Petrópolis. A arquitetura exterior, eficiente e didática, informava ao público a boa saúde bancária da família: portas de madeira maciça eram sobriamente entalhadas e guardavam quatro metros de altura; pontas nas grades largas enfrentavam o céu e pousavam gárgulas sobre as esquinas. Sim, até gárgulas havia. Uma mansão.

Bito e Migue pequenos, mais mirrados que os cães do pátio, entreolharam-se no banco de trás do Monza azul tilintante de novo: os portões abriram sozinhos! Melhor, abriram mecanicamente. Um espanto.

Uma entrada, no mínimo, triunfal: o caso era que a casa mais parecia uma fábula. Uma fábula terrível de vampiros ou zumbis ou monstros. Sim, uma monstruosidade de construção assusta a gente.

Os pais grandões e sabidos de leis e do universo deixaram seus guris à solta: partiram para a biblioteca, evidentemente — local apropriado para conversas grandes e sérias.

Fernando viu-se encarregado de ensinar a propriedade aos convidados. O meninote riu simpático aos já amigos. Foram-se correndo de fome para aventuras.

O terreno emparelhava em grandeza: campo de futebol, quadra multiesportiva e jardins. Não bastasse o país de terra e grama, a piscina tomava banho de sol feito uma rainha. O deck, feito trono, erguia a majestade: coroada com cascata de pedras e folhas largas como a amazônia. Mas o esplendor iluminado doía porque era maio. Quem suportaria ficar molhado quando as nuvens piscassem o sol?

Foi quando o anfitrião alcançou a santa de todos os meninos, a bola de futebol. Reverenciaram a redonda mater e então se foram a gastar as horas da tarde.

Jogaram e bufaram tanto que venceram o outono friaco do sul e suas correntes ardidas. Bito e Miguel tinham telepatia e a única sede que contava agora era a da água infinita e azul da piscina, com seus diamantes líquidos.

Voaram como quem plana ao suor do vento rumo ao banho redentor. Lançaram-se como porcos magros, era de se estranhar a cena.

Parado ficou Fernando: fitando. Bito batia os braços e pernas e dava gritinhos contentíssimos. Migue, ao contrário, silente como farol, duro, reto, vertical. Foi-se afundando e não voltou.

Bito nada viu, mas Fernando parece que entendeu, quem sabe a piscina sussurrou. Jogou-se atrás de Migue e resgatou seu corpinho até a margem.

— Não viu que era funda? — berrou o salva-vidas.

— Vi.

— E então? É louco?

E mais gritando uns tantos palavrões enquanto o miúdo tremia e Bito se apagava.

De volta ao Monza, encharcados de revolta paterna, viajaram mudos. Bito triste da pouca vida. Migue decepcionado da pouca morte.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Doutor Spot

EPITÁFIO

Dizia, pois,
Ouvir estrelas.





Duas coisas são impressionantes: o carinho das fãs do Bitols e o carinho do Bitols com suas admiradoras.

Alguns exageram dizendo que não existe relação entre obra e adorador, que não passa de ilusão. Estes céticos afirmam que o leitor vê com a lente de suas próprias coisas, da história pessoal e projeta em quem escreve o que bem entender.

Acontece que o Bitols dedica a vida para gerar, escreve pensando em quem vai receber, em proporcionar um tempo de experiência, uma aproximação. Tudo o que ele quer é que se identifiquem.

Ou seja: sim, é de propósito e, ao mesmo tempo, é sincero.

Eu mesma lia Carpinejar. Classifiquei O Amor Esquece de Começar como “maravilha”. Fiquei impressionada com a abundância de frases fortes, com o pensamento estruturado e inteligente. Gostei que ele visse as coisas pequenas com humor e sensibilidade. Mas, de resto, achei meio meloso, não fazia muito meu estilo de homem.

Algumas mulheres, ao contrário de mim, descobrem nele a bíblia de si mesmas.

E que beleza! Pensa quanta terapia economizam! Alguém traduzindo o que a gente se embaralha?

— Genial.

Eu entendo: é como um amigo íntimo. Daí elas pedem fotos e abraçam e nada me incomoda ou constrange.

Só tem uma coisa que eu detesto: quando ELE não se dá conta. Sério. As moças eu acho dez. Não, vinte. Acho super lindo e bacana.

Nunca fui de ter ídolos, exceto o Mike Patton. Se bem que não era beeeem um ídolo, quero dizer, era mais um tipo de vontade de ficar com ele. E não me deixaram ir no Rock in Rio que ele veio. Pior: meus pais me levaram para passar o verão na barragem onde nem TV pegava direito, quanto mais pegar o Mike Patton.

Enfim, se eu fosse ver o Mike Patton, não ia querer que a mulher dele ficasse por ali (ele não tinha mulher, mas enfim, se tivesse hipoteticamente). Ia ficar envergonhada de abraçar e tals. Pensando nisso, há uns tempos decidi que sair de perto é melhor, fica todo mundo mais à vontade. Claro, contando que ele VAI ter noção.

As senhoras e senhoritas carpinejáricas estão em seu direito irrevogável de tietes, certo? Ele é quem tem que manter a porra da compostura.

Acontece que o Bitols é muuuuuuito gentil. Muuuuuito legal. Muuuuuuuuuito cavalheiro. Isso pode ser confundido, já conversamos eu e ele sobre este comportamento e, para dizer bem a verdade, que saco ser governanta da etiqueta! E depois, é tudo problema meu — ele não tem problema com isso.

Quando a gente saiu de um show esses tempos, as garotas já estavam eriçadas, né? Pelo show, quero dizer. No saguão, viram o Bitols e fizeram gritedo, alguns grupos vieram, elas vêm em geral em mais de uma. Aí, eu fui saindo, como eu disse que faço, para eles se curtirem. Ficaram fazendo fotos. Eu dei a volta, desci as escadas indo ao estacionamento buscar o carro.

Ah, também! Eu que não me virasse para trás — assim não virava estátua de sal de fúria mortífera:

— Lá estava Bitols descendo uma de suas apreciadoras da mureta. Sabe? Aquele estilo Dirty Dancing, pegando pelo sovaco e baixando pertinho do corpo, apoiando com o tórax.

Patrick Swayze tupiniquim.

Uuui, que ódio. Vai ser gentil assim no inferno.

domingo, 12 de junho de 2011

Sinais

Para Eduardo Nasi

Alex Cross' Julia | Oil on paper | 17" x 23" | 2006

Não leio horóscopo, mas a secretária lê em voz alta. Todos os dias, Martina grita de sua mesa as influências ou grandes predições. Quando saio viajar, Martina manda mensagem para meu celular. Já disse que isso não me interessa, mas ela segue:

— Doutor Eduardo, o senhor fique atento, hein? Olha só: Urano continua pedindo abertura e trazendo novidades em sua carreira e vida profissional.

— Doutor Eduardo, o senhor não vai acreditar! Olha só: Plutão vibrando! Construção e criatividade fazem parte desse período. Bom dia pra reunião com o Doutor Marcos, né?

Martina encontra coincidências em tudo.

Hoje pela manhã, ela registrou o seguinte: “Doutor Eduardo, o senhor abra os olhos, hein? Em uma viagem ou em uma reunião com amigos você pode conhecer alguém que vai mexer com seu coração”.

Não discuto com Martina porque ela sobra. Por exemplo, ela me conseguiu hotel mesmo nesse horror que está a cidade. Olha, impressionante o efeito de uma conferência mundial, fico imaginando como será na Copa.

Pensava nisso justamente na hora da entrada, quando assino o papel de registro do hóspede. Dispenso o carregador e subo ao quarto com minha mínima bagagem.

No elevador observo que está escrito 72 no cartão.

— 72. — não percebo, mas digo em voz alta.

— Como, senhor? — replica o ascensorista.

— Ano do meu nascimento. Aqui, escrito na chave.

— Boa sorte, hein?

— Ah, se você diz, deve ser.

Encerro o diálogo estilo Martina com um sorriso forçado.

Atravesso o corredor já com o rosto exausto das conexões. Assim que abro a porta, deparo-me com uma senhora de rolos no cabelo. Penso primeiro que: minha nossa, ainda usam essas coisas na cabeça. Depois é que realizo: a dona está mesmo é no meu aposento. Confiro o número na chave, recuo e avisto a sinalização no marco. Confere: 72.

"72, e ela poderia ser minha mãe mesmo".

— O senhor não se preocupe, estou de saída. Mudei de quarto.

— Ah, sim, pois é. Achei estranho, mas...

Ela arasta sua mala devagar.

— Precisa de ajuda?

— Não, pode deixar, a vida é um parto sozinho.

— O quê?

— Nada, nada.

Ela conseguiu aumentar sua lentidão. O penhoir cor-de-rosa de gueixa aposentada.

A despedida nem virou livro porque tocaram a campainha. O rapaz da manutenção também parecia lento, era coxo, o que deveria aumentar o valor da sua gorjeta:

— Senhor, vim arrumar o banheiro.

— O banheiro?

— Sim.

Banheiro estragado. Aproveito a deixa e desço à recepção para que me troquem de quarto.

— Ah, pois não, senhor, sentimos pelo inconveniente.

O Recepcionista me entrega o novo salvo conduto, eu estava quase triste por abandonar meu nascimento.

Mas a indicação recente apontava 39, 3° andar. Engasguei. Agora era o ano de nascimento de minha mãe morta. Martina ficaria louca com os sinais.

Quando abro a porta encontro novamente a mulher de bobes, agora já sem bobes, totalmente nua, ainda de rosa, de quatro.

Freud não existe.

Sinais

Para Eduardo Nasi

Alex Cross' Julia | Oil on paper | 17" x 23" | 2006

Não leio horóscopo, mas a secretária lê em voz alta. Todos os dias, Martina grita de sua mesa as influências ou grandes predições. Quando saio viajar, Martina manda mensagem para meu celular. Já disse que isso não me interessa, mas ela segue:

— Doutor Eduardo, o senhor fique atento, hein? Olha só: Urano continua pedindo abertura e trazendo novidades em sua carreira e vida profissional.

— Doutor Eduardo, o senhor não vai acreditar! Olha só: Plutão vibrando! Construção e criatividade fazem parte desse período. Bom dia pra reunião com o Doutor Marcos, né?

Martina encontra coincidências em tudo.

Hoje pela manhã, ela registrou o seguinte: “Doutor Eduardo, o senhor abra os olhos, hein? Em uma viagem ou em uma reunião com amigos você pode conhecer alguém que vai mexer com seu coração”.

Não discuto com Martina porque ela sobra. Por exemplo, ela me conseguiu hotel mesmo nesse horror que está a cidade. Olha, impressionante o efeito de uma conferência mundial, fico imaginando como será na Copa.

Pensava nisso justamente na hora da entrada, quando assino o papel de registro do hóspede. Dispenso o carregador e subo ao quarto com minha mínima bagagem.

No elevador observo que está escrito 72 no cartão.

— 72. — não percebo, mas digo em voz alta.

— Como, senhor? — replica o ascensorista.

— Ano do meu nascimento. Aqui, escrito na chave.

— Boa sorte, hein?

— Ah, se você diz, deve ser.

Encerro o diálogo estilo Martina com um sorriso forçado.

Atravesso o corredor já com o rosto exausto das conexões. Assim que abro a porta, deparo-me com uma senhora de rolos no cabelo. Penso primeiro que: minha nossa, ainda usam essas coisas na cabeça. Depois é que realizo: a dona está mesmo é no meu aposento. Confiro o número na chave, recuo e avisto a sinalização no marco. Confere: 72.

"72, e ela poderia ser minha mãe mesmo".

— O senhor não se preocupe, estou de saída. Mudei de quarto.

— Ah, sim, pois é. Achei estranho, mas...

Ela arasta sua mala devagar.

— Precisa de ajuda?

— Não, pode deixar, a vida é um parto sozinho.

— O quê?

— Nada, nada.

Ela conseguiu aumentar sua lentidão. O penhoir cor-de-rosa de gueixa aposentada.

A despedida nem virou livro porque tocaram a campainha. O rapaz da manutenção também parecia lento, era coxo, o que deveria aumentar o valor da sua gorjeta:

— Senhor, vim arrumar o banheiro.

— O banheiro?

— Sim.

Banheiro estragado. Aproveito a deixa e desço à recepção para que me troquem de quarto.

— Ah, pois não, senhor, sentimos pelo inconveniente.

O Recepcionista me entrega o novo salvo conduto, eu estava quase triste por abandonar meu nascimento.

Mas a indicação recente apontava 39, 3° andar. Engasguei. Agora era o ano de nascimento de minha mãe morta. Martina ficaria louca com os sinais.

Quando abro a porta encontro novamente a mulher de bobes, agora já sem bobes, totalmente nua, ainda de rosa, de quatro.

Freud não existe.

Penduradas

Frente

Costas

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Programa Polêmica [07.06.2011]

O dia dos namorados vem aí. Qual o seu critério de escolha? Beleza física, inteligência ou conta bancária?

Beleza física - 25%
Inteligência - 45%
Conta bancária - 30%
Total de votos: 185»




No estúdio:

** Psicóloga e terapeuta sexual, LAURA MEYER DA SILVA;

** Escritor e poeta, FABRÍCIO CARPINEJAR;

** Advogado, especialista em Direito de Família, FERNANDO MALHEIROS FILHO;

** Médica e psicoterapeuta, CINTHYA VERRI.

Ouça aqui:




ou no Click RBS: http://mediacenter.clicrbs.com.br/radio-gaucha-player/232/player/188084/polemica-07-06-2011-9h30/1/index.htm

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Mentiras Sinceras [Crônica Falada]

Assista esta Crônica Falada
Crônica de @cinthyaverri exibida em 01.06.2011
Crônica Falada é um quadro do programa Camarote TVCOM
(segunda a sexta, 18h30, na TVCOM - Canal 36 UHF/NET).
Apresentação @katiasuman

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Avó nota dez. [Crônica Falada]

Assista esta Crônica Falada
Crônica de @cinthyaverri exibida em 25.05.2011
Crônica Falada é um quadro do programa Camarote TVCOM
(segunda a sexta, 18h30, na TVCOM - Canal 36 UHF/NET).
Apresentação @katiasuman

quinta-feira, 19 de maio de 2011

E depois voar no azul/ Cruzar de norte a sul/ O céu e o mar.

EPITÁFIO

Na infâcia, guardava
uma pena de ganso no estojo.




A melhor coisa do universo é viajar junto com nosso amor. E não existe companheiro de viagem como o Bitols.

Nada a ver com o George Clooney do Up in the air (ou Amor sem Escalas): Bitols não faz o tipo prático, apesar das milhas de milhas acumuladas. Ele é mais o sujeito populista: suas filas no detector de metais, por exemplo, imitam as do SUS ― centenas de pessoas aguardam a remoção parcimoniosa do relógio, dos anéis, do cinto, dos sapatos ou dos suspensórios. Ainda somando contra a praticidade, suas malas pesam como se carregassem um cadáver e as viagens são tantas e tão curtas que dão nó nas pernas. Parece desagradável, mas não é. Não tem companheiro de viagem como o Bitols: ele se supera.

Cheio de gracejos, é mais conhecido que o Lula em aeroportos. Faz piadas com carregadores, porteiros, jornaleiros. O bom humor contagia a todos. Os óculos tipo mosca coloridos, a fala esquisita, as roupas lindas de escândalo: tudo favorece.

Tem mais: traz no mínimo cinco livros, sempre emprestando o que eu pedir. Às vezes, algum ganha carona só porque ele pensa que eu poderia querer. O laptop vai de bateria cheia e com filmes para vermos juntinhos dividindo fones de ouvido. A conversa é a melhor que existe, se a onda for de bate papo. E pra dormir, é o ombro mais cheirosinho, especialmente agora (Bitols completou vinte semanas sem cigarro).

Claro, tem a chatice de avião brasileiro. No último trecho, por exemplo, nosso voo era pra durar uma horinha. Mas aí é tudo lenda: demorou pra sair e, quando finalmente saímos, terminamos dando voltas pelo céu e aterrissando em Floripa ao invés de Porto Alegre.

Dentro dessa maratona, depois de dormir e ler e fazer tudo o mais possível pra evitar  o horror do banheiro da aeronave, não me restou outra saída: fui encarar o cubículo hiperaproveitado.

Quando voltava ao assento, vi que Bitols não estava.

E não vinha, não vinha... Ué?

Dali a pouco chegou o faceiro, rindo, abanando com as duas mãos. Olhei bem, tinha uma mancha preta bem em cima do... Bem, por sobre a braguilha das calças vermelhas estava uma roda preta de tinta.

― Que é isso, Bitols?

― Bah! Vazou a caneta, fui lá tentar limpar.

Então passou a aeromoça loirota, toda florescente e folgada:

― Como é que ficou? Borrei muito?

Come again (ou Cuméquié)?

Como assim "borrei muito"? Sério. Cinco minutos urinando. Um simples xixizinho. E o Bitols já estava de kikiki-cócócó com a copeira do ar?  Já imagino o projeto de governanta aérea esfregando a zona pubiana do Bitols.

Aí sou compelida a me agarrar na poltrona, torcer pra que ela flutue e facilitar a saída de emergência.

____________________________________________________

Este é o filme do Clooney


____________________________________________________


Leia aqui a versão de Bitols sobre o dia da caneta estourada:

Eu senti o apego durante um voo de volta a Porto Alegre. Estava com um terno cinza, retrô, escrevendo no caderninho e, de repente, a caneta estourou. 

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ingeneralizável [Crônica Falada]

Assista esta Crônica Falada
Crônica de @cinthyaverri exibida em 11.05.2011
Crônica Falada é um quadro do programa Camarote TVCOM
(segunda a sexta, 18h30, na TVCOM - Canal 36 UHF/NET).
Apresentação @katiasuman

quinta-feira, 12 de maio de 2011

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sem Edição [Crônica Falada]

Assista esta Crônica Falada
Crônica de @cinthyaverri exibida em 05.05.2011
Crônica Falada é um quadro do programa Camarote TVCOM
(segunda a sexta, 18h30, na TVCOM - Canal 36 UHF/NET).
Apresentação @katiasuman

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Trocando em miúdos ou Quanto dói uma saudade? [Crônica Falada]

Assista esta Crônica Falada
Crônica de @cinthyaverri exibida em 27.04.2011
Crônica Falada é um quadro do programa Camarote TVCOM
(segunda a sexta, 18h30, na TVCOM - Canal 36 UHF/NET).
Apresentação @katiasuman

domingo, 24 de abril de 2011

Borralheiro


Oi gente,
Amanhã, segunda-feira, estaremos na Cultura às 19h e 30min no lançamento do novo livro do Fabrício.
Venham!


BORRALHEIRO:
minha viagem pela casa

de Fabrício Carpinejar

25/04 (segunda-feira), às 19h30, Porto Alegre (RS)
SESSÃO DE AUTÓGRAFOS ANTECEDIDA
POR DEBATE
COM OS INTEGRANTES DA BANDA NENHUM DE NÓS

Livraria Cultura,
do Bourbon Shopping Country
(Av. Túlio de Rose, 80 - Loja 302 Tel. 51 3028-4033)

Borralheiro


Oi gente,
Amanhã, segunda-feira, estaremos na Cultura às 19h e 30min no lançamento do novo livro do Fabrício.
Venham!


BORRALHEIRO:
minha viagem pela casa

de Fabrício Carpinejar

25/04 (segunda-feira), às 19h30, Porto Alegre (RS)
SESSÃO DE AUTÓGRAFOS ANTECEDIDA
POR DEBATE
COM OS INTEGRANTES DA BANDA NENHUM DE NÓS

Livraria Cultura,
do Bourbon Shopping Country
(Av. Túlio de Rose, 80 - Loja 302 Tel. 51 3028-4033)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Debaixo dos Caracóis

EPITÁFIO

O cimento não pergunta
o tamanho do pé.



Sempre admirei o processo criativo de Bitols. Leva menos de uma hora para escrever uma obra de arte.

No início, surpresa, pedi explicações do superpoder. Com naturalidade, respondeu que ir ao computador é a última coisa. Primeiro mastiga a ideia, namora sentenças, vivencia os conceitos, testa os ditos com amigos, com familiares, com o público em geral; depois registra as orações. Dorme sobre o assunto, acorda para a literatura. Quando chega a hora de derramar sobre as teclas, é muito veloz de chuva, basta digitar o que está pronto para servir. Depois, é só revisar, trocar repetições: filigranas do papel.

Incrível mesmo e é verdade. Todo o tempo caçando temas, paquerando novidades, bebendo história alheia, sugando piadas e reviravoltas. E digitando exageros, claro. Bem a seu estilo próprio.

Esses dias mesmo, contou que a editora da revista telefonou pra dizer que seu texto sobre a Gisele estava exagerado.

- Exagerado?

- É… Disse que estava meio demais.

- Hum.

Então fui conferir o tal artigo. É coisa de sete ou oito mil caracteres.

- Levou quanto tempo pra escrever, Bitols?

- Ah, umas duas ou três horas.

- Que the flash, hein?

Então fiz um cálculo rápido de quantas noites mais ou menos o Bitols vinha dormindo, comendo e respirando a Gisele pra permitir a formação da calamidade pública que é aquela coluna: deu uns dois séculos de punheta.

Sério. Nenhuma namorada no mundo deveria saber o que seu namorado realmente pensa sobre a Gisele. Eu sei que ela é linda e tals, não está em discussão a formosura da estimada conterrânea.

Mas uma coisa é saber que ele acha a alemoa deslumbrante em adjetivos gerais, sem maior gravidade. A questão é quando a gente descobre que outra mulher é sua diva, seu mantra mais demorado na língua.

Não é que o Bitols nunca tenha escrito sobre mim na Cláudia, sejamos justas. Verdade que publicaram uma cartinha de amor “coisa mais amor” que fez pra mim. Pouco mais de mil caracteres, bem gracinha, contando que gosto da Fafá de Belém.

Mas é que a Gisele do Bitols “é a perfeição da poesia superando o resultado da lógica”; “é a saudade de uma vida simples. Uma vida descomplicada. Sem censuras e ameaças”; “ela não é tudo, pode ser tudo, que é muito melhor”; “é o ideal do cotidiano. É a exuberância do comum”. E complementa: “Gisele Bündchen exige mais e mais atenção e não enjoamos”.

E muito mais você encontra na declaração explícita que o meu namorado fez para ela na revista feminina mais vendida do país.

Tudo bem: a gente tem que viver com as divas paralelas na vida deles, tá certo que sobre para elas todo esse sonho enquanto a gente suja a louça em casa.

Sobrevivi à leitura. Mas ele não.