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quinta-feira, 31 de maio de 2012

PLANTÃO CARDÍACO - Quase Pefeito na Gaúcha



Quinta de madrugada é o momento de Quase Perfeito, dentro do programa Brasil na Madrugada, na Rádio Gaúcha.

Sintonize nas nossas vozes falando de amor, ciúme, amizade e fidelidade, todos os sentimentos nobres traduzidos ao acento coloquial da rotina.

O consultório sentimental começa 23h59 (31/5) e se estende até 3h, com mediação de Sara Bodowsky.

Atenderemos dúvidas amorosas dos ouvintes ao vivo. Com aquela sinceridade que renova a confiança na vida.

Para participar do programa, ligue (51) 3217-1610/ (51) 32176831/ (51) 3223060. 

Escute ao vivo aqui: http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=80645&channel=232&tipoVivo=1'

quarta-feira, 30 de maio de 2012

DRnaTV [29.05.2012]

Confira os palpites amorosos de Cinthya Verri e Fabrício Carpinejar no DRnaTV. Programa exibido na TVCOM dia 29.05.2012.




 Confira ao vivo nas terças-feiras | 21h | canal 36 UHF/NET ou online: http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?contentID=1636&channel=41&uf=1&tipoVivo=1

terça-feira, 29 de maio de 2012

Jornal do Almoço

Eu e Carpinejar, somos quem podemos ser. E queremos discutir as relações a partir de nós.

Como todo casal alucinado pela verdade, montamos um consultório a céu aberto em Porto Alegre.

Humor é ternura. Confira nossas traquinagens emocionais e intelectuais, prévia do que faremos por escrito todo domingo em Zero Hora, na página 06 do Caderno Donna.


 

[Crônica Minuto] Gerbase e o Invisível



As Crônicas Faladas agora acontecem na rádio. Agora, não — há um ano! Eu falo toda terça-feira, na rádio Ipanema FM. Mas decidi que agora é o fim da seca no youtube: gravei os temas em pequenos vídeos para você não ficar de fora. Nasceu a Crônica Minuto. Curta e critique para eu melhorar o serviço. Beijo. Cin.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Drawsome


Esse jogo é como Imagem e Ação para celular e tablet. Tem uma palavra sorteada e a gente tenta desenhar para o outro adivinhar. Algumas letras sugeridas não estão, mas todas as letras que precisam estão. Aqui posto mais alguns. Você pode adivinhar o que são nos comentários.


domingo, 27 de maio de 2012

DIVÃ NAS RUAS — Quase Perfeito no JA

Eu e Carpinejar, somos quem podemos ser. E queremos discutir as relações a partir de nós.

Como todo casal alucinado pela verdade, montamos um consultório a céu aberto em Porto Alegre.

Humor é ternura. Confira nossas traquinagens emocionais e intelectuais, prévia do que faremos por escrito todo domingo em Zero Hora, na página 06 do Caderno Donna.

 

Ilustra: o ciúme é como um anão de jardim.


Para conferir o texto, clique aqui

sábado, 26 de maio de 2012

O CIÚME É COMO UM ANÃO DE JARDIM

Arte de Cínthya Verri

“Boa noite!

Há coisa mais perigosa do que uma namorada ciumenta e pré-menstruada querendo conversar (por torpedo) sobre algo que talvez você tenha feito, mas ela não quer dizer? Já constatei que a melhor defesa é a aceitação. Sim, é uma cilada. As acusações são fruto de mentes momentaneamente alienadas. Agora tenho que sair urgente, o celular apitou, tenho poucos segundos para responder, senão estarei suscetível a uma acusação de descaso. Hehehehehe.
Um abraço,
Eugênio”

Querido Eugênio,

O ciúme sempre é visto como uma alegria no início do namoro. Uma demonstração de pertencimento. Um sinal de que se importa com ela e que pretende dividir a fidelidade. A cena é clássica, você pergunta quem é o sujeito de abraço exagerado, ela repara no seu beiço e grita, vaidosa:

– Tá com ciúme de mim? Ai, que lindo, você me ama.

O ciúme é um “eu te amo” disfarçado.

Depois, quando a relação se firma, o ciúme torna-se um sinal de incompreensão, de abuso de poder. Não admitimos qualquer suspeita. Uma pergunta sobre nossos hábitos é vista como uma invasão:

– Não confia em mim?

O ciúme passa a ser um “eu te odeio” disfarçado.

Antes, gerava orgulho. Em seguida, produz receio. Curioso, né?

Só que o ciúme não mudou, nós é que mudamos diante dele.

Tenho certeza absoluta que você colabora para justificar o medo dela. Pelo jeito que escreve, gosta que ela arda de ciúmes. O celular apita e você já vibra: é ela, questionando onde está ou por que está demorando.

Não é voluntário, é inconsciente. Ela faz declarações cada vez mais dependentes, assustadas, e você se vê dominando o relacionamento. Na verdade, admira a perseguição, os sucessivos interrogatórios, aquilo que chama de chatice para os amigos. Aposto que demora a dar respostas de propósito. Um homem fica em silêncio por vaidade, para parecer mais experiente e sedutor. Poderia logo desfazer intrigas, mas adora ser confundido com um Casanova.

A honestidade é divertida, experimente. Não faça de conta que ela é louca, que somente ela sofre de insegurança. Somos igualmente possessivos, temos fantasias cruéis e ridículas. Não diga que a insistência dela é fruto de uma mente momentaneamente alienada.

Uma das grandes tentações da relação é usar a fraqueza alheia a nosso favor. É um auto-elogio. Criticamos o comportamento do par com o objetivo de avisar, por tabela, que somos sadios e equilibrados, que não oferecemos motivo para perseguições.

O ciúme é como um anão de jardim. Você nunca verá um anão sozinho. Ele sempre tem companhia.

Abraço com toda ternura,
Fabrício Carpinejar
 
 
 
 
 
Querido Eugênio,

Irei direto ao ponto, pois você é um homem objetivo: a aceitação não é a melhor forma de defesa; a aceitação é a melhor forma de ataque.

Não existe melhor álcool para o fogo da briga do que a indiferença. Você vem desprezando o que ela diz, como se fosse sempre a mesma reclamação. Com seu jeito falso carinhoso, você está agredindo sua namorada. “Ela é, no mínimo, paranóica. Eu não, sou um homem elevado, fino, calmo, equilibrado, que jamais se abala por suspeitas infundadas.”

Além disso, Eugênio, você nunca menstrua, não é mesmo? Querido, não desista ainda de ler esta carta. Juro que não quero ofendê-lo. Eu mesma nunca tive muita paciência com as inseguranças dos namorados, cheios de acusações e perguntas de duplo sentido.

Por um lado, as mulheres podem até se sentir importantes. Não recebíamos tantos olhares desde o berçário. Mas é cansativo, você tem toda a razão. Dá vontade de humilhar, de maltratar para ver se o outro aprende.

Só que não há pedagogia no amor. Estamos juntos nessa. A confiança excessiva que você demonstra também é um pouco mentira. Pode ficar furioso comigo, mas você é um grande ciumento disfarçado.

Quando nos comprometemos com outra pessoa, já não somos mais um só. Acontece uma fusão. Sua namorada também deve se questionar diante da própria hesitação. Mas ela tem pago a conta por vocês dois. Ela executa o papel que você não está conseguindo desempenhar.

Duvida? Pois faça o teste: experimente desconfiar dela algumas vezes, assuma o ciúme que você tem daquele colega de trabalho com quem ela se dá tão bem. E observe se a cota de cobranças não fica mais equilibrada.

Beijos meus e até mais,
Cínthya Verri

Publicado no jornal Zero Hora
Coluna semanal, Caderno Donna, p. 6
Porto Alegre (RS), 27/05/2012 Edição N° 17082

ESCREVA PARA colunaquaseperfeito@gmail.com

O CIÚME É COMO UM ANÃO DE JARDIM

Arte de Cínthya Verri

“Boa noite!

Há coisa mais perigosa do que uma namorada ciumenta e pré-menstruada querendo conversar (por torpedo) sobre algo que talvez você tenha feito, mas ela não quer dizer? Já constatei que a melhor defesa é a aceitação. Sim, é uma cilada. As acusações são fruto de mentes momentaneamente alienadas. Agora tenho que sair urgente, o celular apitou, tenho poucos segundos para responder, senão estarei suscetível a uma acusação de descaso. Hehehehehe.
Um abraço,
Eugênio”

Querido Eugênio,

O ciúme sempre é visto como uma alegria no início do namoro. Uma demonstração de pertencimento. Um sinal de que se importa com ela e que pretende dividir a fidelidade. A cena é clássica, você pergunta quem é o sujeito de abraço exagerado, ela repara no seu beiço e grita, vaidosa:

– Tá com ciúme de mim? Ai, que lindo, você me ama.

O ciúme é um “eu te amo” disfarçado.

Depois, quando a relação se firma, o ciúme torna-se um sinal de incompreensão, de abuso de poder. Não admitimos qualquer suspeita. Uma pergunta sobre nossos hábitos é vista como uma invasão:

– Não confia em mim?

O ciúme passa a ser um “eu te odeio” disfarçado.

Antes, gerava orgulho. Em seguida, produz receio. Curioso, né?

Só que o ciúme não mudou, nós é que mudamos diante dele.

Tenho certeza absoluta que você colabora para justificar o medo dela. Pelo jeito que escreve, gosta que ela arda de ciúmes. O celular apita e você já vibra: é ela, questionando onde está ou por que está demorando.

Não é voluntário, é inconsciente. Ela faz declarações cada vez mais dependentes, assustadas, e você se vê dominando o relacionamento. Na verdade, admira a perseguição, os sucessivos interrogatórios, aquilo que chama de chatice para os amigos. Aposto que demora a dar respostas de propósito. Um homem fica em silêncio por vaidade, para parecer mais experiente e sedutor. Poderia logo desfazer intrigas, mas adora ser confundido com um Casanova.

A honestidade é divertida, experimente. Não faça de conta que ela é louca, que somente ela sofre de insegurança. Somos igualmente possessivos, temos fantasias cruéis e ridículas. Não diga que a insistência dela é fruto de uma mente momentaneamente alienada.

Uma das grandes tentações da relação é usar a fraqueza alheia a nosso favor. É um auto-elogio. Criticamos o comportamento do par com o objetivo de avisar, por tabela, que somos sadios e equilibrados, que não oferecemos motivo para perseguições.

O ciúme é como um anão de jardim. Você nunca verá um anão sozinho. Ele sempre tem companhia.

Abraço com toda ternura,
Fabrício Carpinejar
 
 
 
 
 
Querido Eugênio,

Irei direto ao ponto, pois você é um homem objetivo: a aceitação não é a melhor forma de defesa; a aceitação é a melhor forma de ataque.

Não existe melhor álcool para o fogo da briga do que a indiferença. Você vem desprezando o que ela diz, como se fosse sempre a mesma reclamação. Com seu jeito falso carinhoso, você está agredindo sua namorada. “Ela é, no mínimo, paranóica. Eu não, sou um homem elevado, fino, calmo, equilibrado, que jamais se abala por suspeitas infundadas.”

Além disso, Eugênio, você nunca menstrua, não é mesmo? Querido, não desista ainda de ler esta carta. Juro que não quero ofendê-lo. Eu mesma nunca tive muita paciência com as inseguranças dos namorados, cheios de acusações e perguntas de duplo sentido.

Por um lado, as mulheres podem até se sentir importantes. Não recebíamos tantos olhares desde o berçário. Mas é cansativo, você tem toda a razão. Dá vontade de humilhar, de maltratar para ver se o outro aprende.

Só que não há pedagogia no amor. Estamos juntos nessa. A confiança excessiva que você demonstra também é um pouco mentira. Pode ficar furioso comigo, mas você é um grande ciumento disfarçado.

Quando nos comprometemos com outra pessoa, já não somos mais um só. Acontece uma fusão. Sua namorada também deve se questionar diante da própria hesitação. Mas ela tem pago a conta por vocês dois. Ela executa o papel que você não está conseguindo desempenhar.

Duvida? Pois faça o teste: experimente desconfiar dela algumas vezes, assuma o ciúme que você tem daquele colega de trabalho com quem ela se dá tão bem. E observe se a cota de cobranças não fica mais equilibrada.

Beijos meus e até mais,
Cínthya Verri

Publicado no jornal Zero Hora
Coluna semanal, Caderno Donna, p. 6
Porto Alegre (RS), 27/05/2012 Edição N° 17082

ESCREVA PARA colunaquaseperfeito@gmail.com

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Constantina no Tribuna do Norte

Por Yuno Silva - repórter
Capa do caderno Viver Jornal Tribuna do Norte Natal (RN), 25/05/2012


"O QUE RESTA A UM HOMEM FEIO SENÃO A IRREVERÊNCIA?"
Nem só de poesia e humor se cerca o gaúcho Fabrício Carpinejar. Em Natal, para mais uma divertida conversa no Ação Potiguar de Leitura, ele estará ao lado da mulher Cínthya Verri, que lança Constantina. Descrito pelo próprio como "romântico corrigido e um homem do lar sem nenhum constrangimento", o gaúcho Fabrício Carpinejar é uma das figuras mais emblemáticas do cenário literário atual. Comunicador polivalente e escritor inveterado, Carpinejar já foi apontado como uma das pessoas mais influentes da internet brasileira e suas frases espirituosas, retransmitidas compulsivamente por seus quase 149 mil seguidores no Twitter, inspiram homens e mulheres e apontam para o lado mais divertido da literatura.
LIVRO NOVO NA FLIP
Esse perfil pop do autor, que tem carisma e sabe conduzir plateias independente da faixa etária, cai como uma luva para encerrar a segunda edição do projeto Ação Potiguar de Incentivo à Leitura, iniciativa dos Jovens Escribas que movimenta estudantes natalenses do ensino médio e fundamental desde o início da semana. Hoje à tarde, Fabrício e o jovem escriba Patrício Jr conversam com alunos da Escola Municipal 4º Centenário, e às 19h participa do "Lançamentão" promovido na livraria Nobel Salgado Filho. Carpinejar só lança um novo título em julho ("Ai meu Deus, ai meu Jesus"), o 18º da carreira, durante a Feira Literária Internacional de Paraty - Flip, mas aproveita a passagem por Natal para chancelar o livro de estreia da esposa, a médica Cínthya Verri, chamado "Constantina". Ele falou sobre seu retorno ao RN (em 2011 participou de duas etapas do Circuito Potiguar do, em Caicó e Natal), sobre o encontro com os estudantes e adiantou o perfil do livro de poemas de Cínthya. "Não tem nada de cozinha. A Cínthya só vai na cozinha pra pegar a faca. Gosto muito do andamento dos poemas dela pois são bem episódicos, são concentrados, densos, e ela refaz a infância dela", disse.
MEDOS INFANTIS E MENTIRAS ADULTAS
A médica Cínthya Verri estreia oficialmente, em meios impressos, sua veia poética com o livro "Constantina" (Selo Edith, R$ 25), onde reproduz em versos o que ela "não" sonhou ser quando era criança. Em 80 páginas, a autora retrata sua infância, disseca seus traumas e dá pistas de como enfrentou seus fantasmas na primeira fase da vida. Dividida em três capítulos (Destino, Fatalidade e Acaso), a obra é marcada por versos pungentes, curtos e densos, e expõe, entre outras coisas, os excessos conservadores da educação que sofriam as meninas no interior do RS. A exemplo de um diário secreto, Cínthya ajunta o terrível encontro entre os medos infantis e as mentiras adultas; e através de "Constantina", responde censuras com ironia e combate o machismo que perdoa qualquer agressão física. Sua visão de mundo, entre o cômico e o trágico, e a ingenuidade do olhar infantil, servem para ampliar o choque do leitor.
Além de "Constantina", o "Lançamentão" ainda reúne outros 10 autores para uma noite de autógrafos coletiva - entre eles a poeta Sinhá, que relança "Devolva meu lado de dentro".
BATE-PAPO/FABRÍCIO CARPINEJAR, poeta De volta a Natal? Sempre né! Depois da quinta passagem já é um vício. Sempre difícil separar trabalho do lazer. [risos] A proposta do evento é incentivar a leitura, mostrar que a literatura também é um programa legal. O que você planejou? Evidente que tem bastante improviso, acredito que a sinfônia poética ela é feito do repente, do relâmpago, do ruído; mas primeiro é necessário tirar o estigma da leitura como solitário, confinado, fruto da quarentena. Parece que precisa estar doente para ler. Pessoas sadias com tempo bom vão para o parque, para a praia, pro bar. Tem que desidratar essa ideia um tanto absurda da literatura como se fosse um castigo. Ler, ler, ler é convívio. Este ano você está na programação da Flip, em Parati (RJ). É diferente o formato do tipo de conversa travada com o público? Lembro que suas apresentações são palestras-show, descontraídas e bem humoradas. Há uma mudança na abordagem de acordo com o perfil da plateia? É estranho: o que resta a um homem feio como eu se não ser irreverente? Isso não é um destino, é uma fatalidade. Eu não tenho como ser sério. Eu posso ser denso dentro da minha graça, dentro da minha leveza. O pássaro precisa exercitar muito as asas até encontrar o espaço para poder planar. Então há todo um trabalho do riso que é desmerecido. Para fazer o público rir, o escritor tem muito mais trabalho que fazer chorar. As pessoas se confessam mais no riso do que no choro, e a poesia, a literatura tem esse giro. Então tanto faz se esteja falando com alunos aí em Natal ou na Flip, não vou mudar minha disposição circense no sentido de vestir a fala. A risada é uma espécie de sapateado. Como é bom ficar delirando, né?! Em outubro do ano passado, durante a Feira de Livros e Quadrinhos de Natal , você estava divulgando "Borralheiro". Algum novo projeto engatilhado? Estarei levando para a Flip, em julho próximo, o livro "Ai meu Deus, ai meu Jesus", minha crônica de amor e sexo. Toda sugestão é pornográfica. [risos] E sobre o livro "Constantina", de Cínthya Verri, sua esposa, alguma coisa a dizer ou é antiético comentar? Como...? Antiético. É isso mesmo, totalmente antiético [risos] Bonito! Desfaz muito daquela anatomia do poema feminino. É um poema cruel. Estou com o livro aqui e percebo que não tem nada de arrumadinho, floridinho... Nããão. Não tem nada de cozinha. A Cínthya só vai na cozinha pra pegar a faca. [risos] Gosto muito do andamento dos poemas dela pois são bem episódicos, são concentrados, densos, e ela refaz a infância dela. Mas não aquela infância do deslumbramento, que todo poeta gosta de se apegar e festejar. 'Ó saudade da infância...' Não é a infância bonita e sim o estranhamento dela. O trecho do texto de divulgação diz o seguinte: "Cínthya investiga a origem das farsas familiares, da necessidade de fingir felicidade mais do que ser feliz". Exato. Essa obrigação da aparência. Dentro da família você tem que seguir um ritmo que pode não ser o teu! Tu é estrangeiro no almoço, na janta, nos hábitos. Imagine se pudéssemos poder escolher nossa aparência?

Link: http://tribunadonorte.com.br/noticia/o-que-resta-a-um-homem-feio-senao-a-irreverencia/220994

LANÇAMENTO DE CONSTANTINA EM NATAL

Por Yuno Silva - repórter
Capa do caderno Viver Jornal Tribuna do Norte Natal (RN), 25/05/2012


"O QUE RESTA A UM HOMEM FEIO SENÃO A IRREVERÊNCIA?"

Nem só de poesia e humor se cerca o gaúcho Fabrício Carpinejar. Em Natal, para mais uma divertida conversa no Ação Potiguar de Leitura, ele estará ao lado da mulher Cínthya Verri, que lança Constantina. Descrito pelo próprio como "romântico corrigido e um homem do lar sem nenhum constrangimento", o gaúcho Fabrício Carpinejar é uma das figuras mais emblemáticas do cenário literário atual. Comunicador polivalente e escritor inveterado, Carpinejar já foi apontado como uma das pessoas mais influentes da internet brasileira e suas frases espirituosas, retransmitidas compulsivamente por seus quase 149 mil seguidores no Twitter, inspiram homens e mulheres e apontam para o lado mais divertido da literatura.

LIVRO NOVO NA FLIP

Esse perfil pop do autor, que tem carisma e sabe conduzir plateias independente da faixa etária, cai como uma luva para encerrar a segunda edição do projeto Ação Potiguar de Incentivo à Leitura, iniciativa dos Jovens Escribas que movimenta estudantes natalenses do ensino médio e fundamental desde o início da semana. Hoje à tarde, Fabrício e o jovem escriba Patrício Jr conversam com alunos da Escola Municipal 4º Centenário, e às 19h participa do "Lançamentão" promovido na livraria Nobel Salgado Filho. Carpinejar só lança um novo título em julho ("Ai meu Deus, ai meu Jesus"), o 18º da carreira, durante a Feira Literária Internacional de Paraty - Flip, mas aproveita a passagem por Natal para chancelar o livro de estreia da esposa, a médica Cínthya Verri, chamado "Constantina". Ele falou sobre seu retorno ao RN (em 2011 participou de duas etapas do Circuito Potiguar do, em Caicó e Natal), sobre o encontro com os estudantes e adiantou o perfil do livro de poemas de Cínthya. "Não tem nada de cozinha. A Cínthya só vai na cozinha pra pegar a faca. Gosto muito do andamento dos poemas dela pois são bem episódicos, são concentrados, densos, e ela refaz a infância dela", disse.

MEDOS INFANTIS E MENTIRAS ADULTAS

A médica Cínthya Verri estreia oficialmente, em meios impressos, sua veia poética com o livro "Constantina" (Selo Edith, R$ 25), onde reproduz em versos o que ela "não" sonhou ser quando era criança. Em 80 páginas, a autora retrata sua infância, disseca seus traumas e dá pistas de como enfrentou seus fantasmas na primeira fase da vida. Dividida em três capítulos (Destino, Fatalidade e Acaso), a obra é marcada por versos pungentes, curtos e densos, e expõe, entre outras coisas, os excessos conservadores da educação que sofriam as meninas no interior do RS. A exemplo de um diário secreto, Cínthya ajunta o terrível encontro entre os medos infantis e as mentiras adultas; e através de "Constantina", responde censuras com ironia e combate o machismo que perdoa qualquer agressão física. Sua visão de mundo, entre o cômico e o trágico, e a ingenuidade do olhar infantil, servem para ampliar o choque do leitor.

Além de "Constantina", o "Lançamentão" ainda reúne outros 10 autores para uma noite de autógrafos coletiva - entre eles a poeta Sinhá, que relança "Devolva meu lado de dentro".


BATE-PAPO/FABRÍCIO CARPINEJAR, poeta De volta a Natal? Sempre né! Depois da quinta passagem já é um vício. Sempre difícil separar trabalho do lazer. [risos] A proposta do evento é incentivar a leitura, mostrar que a literatura também é um programa legal. O que você planejou? Evidente que tem bastante improviso, acredito que a sinfônia poética ela é feito do repente, do relâmpago, do ruído; mas primeiro é necessário tirar o estigma da leitura como solitário, confinado, fruto da quarentena. Parece que precisa estar doente para ler. Pessoas sadias com tempo bom vão para o parque, para a praia, pro bar. Tem que desidratar essa ideia um tanto absurda da literatura como se fosse um castigo. Ler, ler, ler é convívio. Este ano você está na programação da Flip, em Parati (RJ). É diferente o formato do tipo de conversa travada com o público? Lembro que suas apresentações são palestras-show, descontraídas e bem humoradas. Há uma mudança na abordagem de acordo com o perfil da plateia? É estranho: o que resta a um homem feio como eu se não ser irreverente? Isso não é um destino, é uma fatalidade. Eu não tenho como ser sério. Eu posso ser denso dentro da minha graça, dentro da minha leveza. O pássaro precisa exercitar muito as asas até encontrar o espaço para poder planar. Então há todo um trabalho do riso que é desmerecido. Para fazer o público rir, o escritor tem muito mais trabalho que fazer chorar. As pessoas se confessam mais no riso do que no choro, e a poesia, a literatura tem esse giro. Então tanto faz se esteja falando com alunos aí em Natal ou na Flip, não vou mudar minha disposição circense no sentido de vestir a fala. A risada é uma espécie de sapateado. Como é bom ficar delirando, né?! Em outubro do ano passado, durante a Feira de Livros e Quadrinhos de Natal , você estava divulgando "Borralheiro". Algum novo projeto engatilhado? Estarei levando para a Flip, em julho próximo, o livro "Ai meu Deus, ai meu Jesus", minha crônica de amor e sexo. Toda sugestão é pornográfica. [risos] E sobre o livro "Constantina", de Cínthya Verri, sua esposa, alguma coisa a dizer ou é antiético comentar? Como...? Antiético. É isso mesmo, totalmente antiético [risos] Bonito! Desfaz muito daquela anatomia do poema feminino. É um poema cruel. Estou com o livro aqui e percebo que não tem nada de arrumadinho, floridinho... Nããão. Não tem nada de cozinha. A Cínthya só vai na cozinha pra pegar a faca. [risos] Gosto muito do andamento dos poemas dela pois são bem episódicos, são concentrados, densos, e ela refaz a infância dela. Mas não aquela infância do deslumbramento, que todo poeta gosta de se apegar e festejar. 'Ó saudade da infância...' Não é a infância bonita e sim o estranhamento dela. O trecho do texto de divulgação diz o seguinte: "Cínthya investiga a origem das farsas familiares, da necessidade de fingir felicidade mais do que ser feliz". Exato. Essa obrigação da aparência. Dentro da família você tem que seguir um ritmo que pode não ser o teu! Tu é estrangeiro no almoço, na janta, nos hábitos. Imagine se pudéssemos poder escolher nossa aparência?

Link: http://tribunadonorte.com.br/noticia/o-que-resta-a-um-homem-feio-senao-a-irreverencia/220994

LANÇAMENTO DE CONSTANTINA EM NATAL

Por Yuno Silva - repórter
Capa do caderno Viver Jornal Tribuna do Norte Natal (RN), 25/05/2012


"O QUE RESTA A UM HOMEM FEIO SENÃO A IRREVERÊNCIA?"

Nem só de poesia e humor se cerca o gaúcho Fabrício Carpinejar. Em Natal, para mais uma divertida conversa no Ação Potiguar de Leitura, ele estará ao lado da mulher Cínthya Verri, que lança Constantina. Descrito pelo próprio como "romântico corrigido e um homem do lar sem nenhum constrangimento", o gaúcho Fabrício Carpinejar é uma das figuras mais emblemáticas do cenário literário atual. Comunicador polivalente e escritor inveterado, Carpinejar já foi apontado como uma das pessoas mais influentes da internet brasileira e suas frases espirituosas, retransmitidas compulsivamente por seus quase 149 mil seguidores no Twitter, inspiram homens e mulheres e apontam para o lado mais divertido da literatura.

LIVRO NOVO NA FLIP

Esse perfil pop do autor, que tem carisma e sabe conduzir plateias independente da faixa etária, cai como uma luva para encerrar a segunda edição do projeto Ação Potiguar de Incentivo à Leitura, iniciativa dos Jovens Escribas que movimenta estudantes natalenses do ensino médio e fundamental desde o início da semana. Hoje à tarde, Fabrício e o jovem escriba Patrício Jr conversam com alunos da Escola Municipal 4º Centenário, e às 19h participa do "Lançamentão" promovido na livraria Nobel Salgado Filho. Carpinejar só lança um novo título em julho ("Ai meu Deus, ai meu Jesus"), o 18º da carreira, durante a Feira Literária Internacional de Paraty - Flip, mas aproveita a passagem por Natal para chancelar o livro de estreia da esposa, a médica Cínthya Verri, chamado "Constantina". Ele falou sobre seu retorno ao RN (em 2011 participou de duas etapas do Circuito Potiguar do, em Caicó e Natal), sobre o encontro com os estudantes e adiantou o perfil do livro de poemas de Cínthya. "Não tem nada de cozinha. A Cínthya só vai na cozinha pra pegar a faca. Gosto muito do andamento dos poemas dela pois são bem episódicos, são concentrados, densos, e ela refaz a infância dela", disse.

MEDOS INFANTIS E MENTIRAS ADULTAS

A médica Cínthya Verri estreia oficialmente, em meios impressos, sua veia poética com o livro "Constantina" (Selo Edith, R$ 25), onde reproduz em versos o que ela "não" sonhou ser quando era criança. Em 80 páginas, a autora retrata sua infância, disseca seus traumas e dá pistas de como enfrentou seus fantasmas na primeira fase da vida. Dividida em três capítulos (Destino, Fatalidade e Acaso), a obra é marcada por versos pungentes, curtos e densos, e expõe, entre outras coisas, os excessos conservadores da educação que sofriam as meninas no interior do RS. A exemplo de um diário secreto, Cínthya ajunta o terrível encontro entre os medos infantis e as mentiras adultas; e através de "Constantina", responde censuras com ironia e combate o machismo que perdoa qualquer agressão física. Sua visão de mundo, entre o cômico e o trágico, e a ingenuidade do olhar infantil, servem para ampliar o choque do leitor.

Além de "Constantina", o "Lançamentão" ainda reúne outros 10 autores para uma noite de autógrafos coletiva - entre eles a poeta Sinhá, que relança "Devolva meu lado de dentro".


BATE-PAPO/FABRÍCIO CARPINEJAR, poeta De volta a Natal? Sempre né! Depois da quinta passagem já é um vício. Sempre difícil separar trabalho do lazer. [risos] A proposta do evento é incentivar a leitura, mostrar que a literatura também é um programa legal. O que você planejou? Evidente que tem bastante improviso, acredito que a sinfônia poética ela é feito do repente, do relâmpago, do ruído; mas primeiro é necessário tirar o estigma da leitura como solitário, confinado, fruto da quarentena. Parece que precisa estar doente para ler. Pessoas sadias com tempo bom vão para o parque, para a praia, pro bar. Tem que desidratar essa ideia um tanto absurda da literatura como se fosse um castigo. Ler, ler, ler é convívio. Este ano você está na programação da Flip, em Parati (RJ). É diferente o formato do tipo de conversa travada com o público? Lembro que suas apresentações são palestras-show, descontraídas e bem humoradas. Há uma mudança na abordagem de acordo com o perfil da plateia? É estranho: o que resta a um homem feio como eu se não ser irreverente? Isso não é um destino, é uma fatalidade. Eu não tenho como ser sério. Eu posso ser denso dentro da minha graça, dentro da minha leveza. O pássaro precisa exercitar muito as asas até encontrar o espaço para poder planar. Então há todo um trabalho do riso que é desmerecido. Para fazer o público rir, o escritor tem muito mais trabalho que fazer chorar. As pessoas se confessam mais no riso do que no choro, e a poesia, a literatura tem esse giro. Então tanto faz se esteja falando com alunos aí em Natal ou na Flip, não vou mudar minha disposição circense no sentido de vestir a fala. A risada é uma espécie de sapateado. Como é bom ficar delirando, né?! Em outubro do ano passado, durante a Feira de Livros e Quadrinhos de Natal , você estava divulgando "Borralheiro". Algum novo projeto engatilhado? Estarei levando para a Flip, em julho próximo, o livro "Ai meu Deus, ai meu Jesus", minha crônica de amor e sexo. Toda sugestão é pornográfica. [risos] E sobre o livro "Constantina", de Cínthya Verri, sua esposa, alguma coisa a dizer ou é antiético comentar? Como...? Antiético. É isso mesmo, totalmente antiético [risos] Bonito! Desfaz muito daquela anatomia do poema feminino. É um poema cruel. Estou com o livro aqui e percebo que não tem nada de arrumadinho, floridinho... Nããão. Não tem nada de cozinha. A Cínthya só vai na cozinha pra pegar a faca. [risos] Gosto muito do andamento dos poemas dela pois são bem episódicos, são concentrados, densos, e ela refaz a infância dela. Mas não aquela infância do deslumbramento, que todo poeta gosta de se apegar e festejar. 'Ó saudade da infância...' Não é a infância bonita e sim o estranhamento dela. O trecho do texto de divulgação diz o seguinte: "Cínthya investiga a origem das farsas familiares, da necessidade de fingir felicidade mais do que ser feliz". Exato. Essa obrigação da aparência. Dentro da família você tem que seguir um ritmo que pode não ser o teu! Tu é estrangeiro no almoço, na janta, nos hábitos. Imagine se pudéssemos poder escolher nossa aparência?

Link: http://tribunadonorte.com.br/noticia/o-que-resta-a-um-homem-feio-senao-a-irreverencia/220994

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Constantina no Jornal do Comércio




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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Constantina no Jornal do Comércio




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Constantina no Jornal do Comércio




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CVExplica em: Entrevista com o Sogro.

O escritor CARLOS NEJAR, nasceu em Porto Alegre, RS. Está radicado na sua Casa do Vento, no Rio de Janeiro (RJ). Membro da Academia Brasileira de Letras, é considerado um dos 37 poetas chaves do século, entre 300 autores memoráveis, no período compreendido de 1890-1990, segundo ensaio do crítico suíço Gustav Siebenmann, Poesía Y Poéticas del Siglo XX En La América Hispana Y El Brasil (Ed. Gredos, Biblioteca Românica Hispânica, Madri, 1997). Nejar figura como uma voz emblemática e universal, de original e abundante produção lírica.

Fabrício Carpi Nejar e Carlos Nejar

A publicação, Quarterly Review of Literature, de Princeton, New Jersey (EUA), em seu cinqüentenário, acabou escolhendo o poeta como um dos grandes escritores da atualidade. Único representante brasileiro indicado pela influente revista americana, é colocado no mesmo patamar do espanhol Rafael Alberti e do francês Yves Bonnefoy, entre cinqüenta autores selecionados.

Romancista de talento reconhecido pela ousada inventividade, com quem a grande Clarice Lispector se identificava, Nejar “atordoa os modelos e paradigmas da crítica literária” removendo as estruturas tradicionais do romance.

CVExplica: sua sessão imperdível de explicações fundamentais na Rádio Elétrica.

OUÇA AQUI o audio do programa.

CVExplica [+ou- 21h], quintas, na Rádio Elétrica
participe ao vivo no msn/email cvexplica@hotmail.com
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terça-feira, 22 de maio de 2012

Drawsomething

Viciada no joguinho de iPhone, devo admitir.
Mas dentre os vícios, tenho certeza de que estou bem acompanhada.

Esse jogo é como Imagem e Ação para celular e tablet. Tem uma palavra sorteada e a gente tenta desenhar para o outro adivinhar. Algumas letras sugeridas não estão, mas todas as letras que precisam estão.


Carlos Urbim fala de Constantina


Com o Carlos Urbim no lançamento de PoA

Urbim me escreveu assim: 

Que bela estréia! Bem-vinda. Tua primeira antologia de poemas é profunda e ousada, elegante e moleca, faz rir e chorar na medida exata, enxuta, necessária, libertadora. 


Disse para Maria Carpi e repito: melhor livro do ano. 


Bitols, você é cin. Até meu nascimento foi uma mentira. Para onde vai o tempo senão para dentro. Mais máfia que família. Um bebê famoso pelo silêncio. Inaugurei o piche com a pele. Só a música me enxerga. Não dei vexame na infância. Gente que partiu de mim gente que mandei embora. É a aveia que engrossa o magro leite da minha mãe. Eu mentia ainda está quente ainda está quente. Meu vestido de baile foi o lençol. Meu cachorro morreu de paternidade. Joguei-me no rio e não tentei nadar. Ainda me esperam como nenhum homem me esperou. Queria virar sereia. A mãe era da casa. O último beijo a gente também não esquece. 


Nem precisa ir até o fim: gosto de todo o livro. 


Beijão 




E no próximo email ele colocou um porém delicioso:




Bandoleiro, fora da lei, grafei estréia com acento agudo. Azar fesquinho do acordo em vigor: tua estréia no restô francês, com direito a foto de leitor embasbacado, entre móveis nobres, numa tarde tíbia, deve ser com acento! Pronto. Falei. 




Uma maravilha. Eu amei. Também falei. <3 


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Carlos Urbim fala de Constantina


Com o Carlos Urbim no lançamento de PoA

Urbim me escreveu assim: 

Que bela estréia! Bem-vinda. Tua primeira antologia de poemas é profunda e ousada, elegante e moleca, faz rir e chorar na medida exata, enxuta, necessária, libertadora. 


Disse para Maria Carpi e repito: melhor livro do ano. 


Bitols, você é cin. Até meu nascimento foi uma mentira. Para onde vai o tempo senão para dentro. Mais máfia que família. Um bebê famoso pelo silêncio. Inaugurei o piche com a pele. Só a música me enxerga. Não dei vexame na infância. Gente que partiu de mim gente que mandei embora. É a aveia que engrossa o magro leite da minha mãe. Eu mentia ainda está quente ainda está quente. Meu vestido de baile foi o lençol. Meu cachorro morreu de paternidade. Joguei-me no rio e não tentei nadar. Ainda me esperam como nenhum homem me esperou. Queria virar sereia. A mãe era da casa. O último beijo a gente também não esquece. 


Nem precisa ir até o fim: gosto de todo o livro. 


Beijão 




E no próximo email ele colocou um porém delicioso:




Bandoleiro, fora da lei, grafei estréia com acento agudo. Azar fesquinho do acordo em vigor: tua estréia no restô francês, com direito a foto de leitor embasbacado, entre móveis nobres, numa tarde tíbia, deve ser com acento! Pronto. Falei. 




Uma maravilha. Eu amei. Também falei. <3 


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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Crônica Minuto — Quarentena do Amor

As Crônica Faladas agora acontecem na rádio.
Agora, não — há um ano! Eu falo toda terça-feira, na rádio Ipanema FM.
Mas decidi que agora é o fim da seca no youtube: gravei os temas em pequenos vídeos para você não ficar de fora. Nasceu a Crônica Minuto. Curta e critique para eu melhorar o serviço.
Beijo. Cin.

Constantina no Estado de Minas


Esta é a cópia da página.



POESIA »Medos, mentiras e verdades


André di Bernardi Batista Mendes

Publicação: 19/05/2012 04:00

Mostrando maturidade e competência, Cínthya Verri lança seu primeiro livro, Constantina  (Fabrício Carpinejar/Divulgação)
Mostrando maturidade e competência, Cínthya Verri lança seu primeiro livro, Constantina


A gaúcha Cínthya Verri lança hoje, às 11h, na livraria Scriptum, o livro Constantina (Editora Edith, 80 páginas, R$ 25). Com essa bela e promissora estreia na literatura, a poeta retrata sua infância no município onde nasceu, 355 quilômetros ao Norte de Porto Alegre. Ela explica, por meio da poesia: “Nasci em Constantina/ meus pais me registraram na capital/ até meu nascimento foi uma mentira”.

Constantina torna-se, assim, uma espécie de Macondo, com seus mistérios, suas curvas, suas sombras, suas sobras. Dividido em três partes (“Destino”, “Fatalidade” e “Acaso”), Constantina é marcado por versos maduros, pungentes, curtos, sempre na medida. Como quem canta uma canção para espantar o medo, Cínthya encara, armada de palavras, o que pode haver de amargo na palavra terrível, mas sem exageros, sem excessos desnecessários. Ela meio que revisita seus medos infantis para melhor perceber as tantas mentiras adultas.

Cínthya tem um olhar insistente. Ela retira, como quem pega emprestado, o que pode haver de cômico e trágico e simplesmente transforma: “Meu desespero não é preto e branco, é colorido”. Poeta nasce poeta. Desde sempre, desde os primórdios, parece que a poesia marcou de forma profunda a vida, os momentos da autora: “Minha ama-seca/ esfriava o leite noturno/ eu mentia/ ainda está quente/ ainda está quente/ só para vê-la jogar a brancura/ de uma xícara a outra/ sem derramar sequer uma gota”. Assim é a poesia de Cínthya Verri: branca quando tem de ser branca, preta quando é de noite, azul quando tem de ser.

Cínthya não aceita fingimentos. Família, farsas, felicidades, tudo é turbilhão. Escrever um poema é finalmente chegar. “Só é tarde para os outros.” Para o poeta, tempo é sinônimo de caos, de alegria. O tempo, para Cínthya, corre amorosamente para dentro, num turbilhão feito de coisas vivas. Por isso tanta memória. Não tem a dureza, a poesia de Cínthya prefere, apesar do cinza, do tempo que pode ser temporal, a beleza, a essência do aço em flor.

Cínthya prefere – é isso, na maioria das vezes, é muito bom – a concisão para explorar o máximo que sobra, que explode de cada situação, de cada coisa que pulsa. A poeta reduz para melhor atingir, para tocar com mãos de gente o essencial. Que pode ser fogo, que pode ser água. A poesia de Cínthya é bonita, pois vem do trovão e é feita de flashes. Quase todos os poemas são carregados de uma luminosidade que atinge o simples, que chega a ser suficiente.

Se ela se desdobra para mostrar uma visão um tanto sombria do mundo, também é verdade que a poeta gaúcha não deixa de lado o essencial para a feitura do bolo, do poema. Cínthya, com ternura, é cheia de zelo, gosta de silêncios que, aos poucos, vão se transformando, pura alquimia, para ganhar cores e nomes. Raivas, nostalgias, melancolia, fracassos, diferenças. Não são apenas palavras. Tudo é o que parece ser, quando entra a faca do verso, que amplia o choque, que não coagula alma e sentimento.

Os poemas de Constantina têm algo de sol e lua, têm algo de terra que suja a face. Cínthya adianta para o novo o seu processo de lucidez e o faz de forma lúdica, fato que empresta aos poemas frescor e qualidade. Se a poeta respeita a página em branco, também pode ser verdade que ela retira, apesar de todas as sombras acima citadas, qualquer peso que porventura se sobreponha ao ato de escrever.

“Jogo no fogo/ a ver o que sobra/ o que fica sou eu.” Certas coisas são incomunicáveis: “Não entrego/ minha solidão/ nem a mim mesma”. Maior que o feio, existem beijos inesquecíveis. Os poemas de Constantina carregam densidades, mas trazem neste balaio estranho asas e ares de pura leveza, apesar da dureza, do cimento que insiste em versos como estes: “Me descalço de graça/ preciso sangrar os pés/ finos e magros/ vejo as vidraças da pele/ eu me desfaço a pedradas/ entre as veias”.

Não é preciso dizer mais. Cínthya, dentro do rude, contra malefícios, mentiras, murros, parece que insiste e prefere a suavidade. Sensível, bela, ela sacou que “só a música me enxerga”. Partida, abrindo-se à força, sempre partindo, indo para outras estações, a poeta vai de encontro aos contrários da vida. “As palavras não doem/ mais do que um soco.” Mas a vida dá voltas e voltas. De boba, Cínthya não tem nada: “Planejo mirabolâncias sangrentas”. A poeta, se não despreza, contenta-se: “Só me reconheço/ com pouco”.


CONSTANTINA
Lançamento do livro de Cínthya Verri, hoje, às 11h, na Livraria e Editora Scriptum (Rua Fernandes Tourinho, 99, Savassi).
Informações: (31) 3223-1789.

SAIBA MAIS

Talentos plurais
Natural de Constantina e radicada em Porto Alegre, Cínthya Verri, de 31 anos, é médica e mantém um quadro semanal chamado “Quase perfeito” na Rádio Gaúcha, além de colaborar com crônicas nas rádios Ipanema e Elétrica. Compositora, cantora, desenhista, blogueira, prepara um especial de músicas homenageando o artista francês Serge Gainsbourg.


Constantina no Estado de Minas


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POESIA »Medos, mentiras e verdades


André di Bernardi Batista Mendes

Publicação: 19/05/2012 04:00

Mostrando maturidade e competência, Cínthya Verri lança seu primeiro livro, Constantina  (Fabrício Carpinejar/Divulgação)
Mostrando maturidade e competência, Cínthya Verri lança seu primeiro livro, Constantina


A gaúcha Cínthya Verri lança hoje, às 11h, na livraria Scriptum, o livro Constantina (Editora Edith, 80 páginas, R$ 25). Com essa bela e promissora estreia na literatura, a poeta retrata sua infância no município onde nasceu, 355 quilômetros ao Norte de Porto Alegre. Ela explica, por meio da poesia: “Nasci em Constantina/ meus pais me registraram na capital/ até meu nascimento foi uma mentira”.

Constantina torna-se, assim, uma espécie de Macondo, com seus mistérios, suas curvas, suas sombras, suas sobras. Dividido em três partes (“Destino”, “Fatalidade” e “Acaso”), Constantina é marcado por versos maduros, pungentes, curtos, sempre na medida. Como quem canta uma canção para espantar o medo, Cínthya encara, armada de palavras, o que pode haver de amargo na palavra terrível, mas sem exageros, sem excessos desnecessários. Ela meio que revisita seus medos infantis para melhor perceber as tantas mentiras adultas.

Cínthya tem um olhar insistente. Ela retira, como quem pega emprestado, o que pode haver de cômico e trágico e simplesmente transforma: “Meu desespero não é preto e branco, é colorido”. Poeta nasce poeta. Desde sempre, desde os primórdios, parece que a poesia marcou de forma profunda a vida, os momentos da autora: “Minha ama-seca/ esfriava o leite noturno/ eu mentia/ ainda está quente/ ainda está quente/ só para vê-la jogar a brancura/ de uma xícara a outra/ sem derramar sequer uma gota”. Assim é a poesia de Cínthya Verri: branca quando tem de ser branca, preta quando é de noite, azul quando tem de ser.

Cínthya não aceita fingimentos. Família, farsas, felicidades, tudo é turbilhão. Escrever um poema é finalmente chegar. “Só é tarde para os outros.” Para o poeta, tempo é sinônimo de caos, de alegria. O tempo, para Cínthya, corre amorosamente para dentro, num turbilhão feito de coisas vivas. Por isso tanta memória. Não tem a dureza, a poesia de Cínthya prefere, apesar do cinza, do tempo que pode ser temporal, a beleza, a essência do aço em flor.

Cínthya prefere – é isso, na maioria das vezes, é muito bom – a concisão para explorar o máximo que sobra, que explode de cada situação, de cada coisa que pulsa. A poeta reduz para melhor atingir, para tocar com mãos de gente o essencial. Que pode ser fogo, que pode ser água. A poesia de Cínthya é bonita, pois vem do trovão e é feita de flashes. Quase todos os poemas são carregados de uma luminosidade que atinge o simples, que chega a ser suficiente.

Se ela se desdobra para mostrar uma visão um tanto sombria do mundo, também é verdade que a poeta gaúcha não deixa de lado o essencial para a feitura do bolo, do poema. Cínthya, com ternura, é cheia de zelo, gosta de silêncios que, aos poucos, vão se transformando, pura alquimia, para ganhar cores e nomes. Raivas, nostalgias, melancolia, fracassos, diferenças. Não são apenas palavras. Tudo é o que parece ser, quando entra a faca do verso, que amplia o choque, que não coagula alma e sentimento.

Os poemas de Constantina têm algo de sol e lua, têm algo de terra que suja a face. Cínthya adianta para o novo o seu processo de lucidez e o faz de forma lúdica, fato que empresta aos poemas frescor e qualidade. Se a poeta respeita a página em branco, também pode ser verdade que ela retira, apesar de todas as sombras acima citadas, qualquer peso que porventura se sobreponha ao ato de escrever.

“Jogo no fogo/ a ver o que sobra/ o que fica sou eu.” Certas coisas são incomunicáveis: “Não entrego/ minha solidão/ nem a mim mesma”. Maior que o feio, existem beijos inesquecíveis. Os poemas de Constantina carregam densidades, mas trazem neste balaio estranho asas e ares de pura leveza, apesar da dureza, do cimento que insiste em versos como estes: “Me descalço de graça/ preciso sangrar os pés/ finos e magros/ vejo as vidraças da pele/ eu me desfaço a pedradas/ entre as veias”.

Não é preciso dizer mais. Cínthya, dentro do rude, contra malefícios, mentiras, murros, parece que insiste e prefere a suavidade. Sensível, bela, ela sacou que “só a música me enxerga”. Partida, abrindo-se à força, sempre partindo, indo para outras estações, a poeta vai de encontro aos contrários da vida. “As palavras não doem/ mais do que um soco.” Mas a vida dá voltas e voltas. De boba, Cínthya não tem nada: “Planejo mirabolâncias sangrentas”. A poeta, se não despreza, contenta-se: “Só me reconheço/ com pouco”.


CONSTANTINA
Lançamento do livro de Cínthya Verri, hoje, às 11h, na Livraria e Editora Scriptum (Rua Fernandes Tourinho, 99, Savassi).
Informações: (31) 3223-1789.

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Talentos plurais
Natural de Constantina e radicada em Porto Alegre, Cínthya Verri, de 31 anos, é médica e mantém um quadro semanal chamado “Quase perfeito” na Rádio Gaúcha, além de colaborar com crônicas nas rádios Ipanema e Elétrica. Compositora, cantora, desenhista, blogueira, prepara um especial de músicas homenageando o artista francês Serge Gainsbourg.


Constantina no Estado de Minas


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POESIA »Medos, mentiras e verdades

André di Bernardi Batista Mendes
Publicação: 19/05/2012 04:00
Mostrando maturidade e competência, Cínthya Verri lança seu primeiro livro, Constantina  (Fabrício Carpinejar/Divulgação)
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A gaúcha Cínthya Verri lança hoje, às 11h, na livraria Scriptum, o livro Constantina (Editora Edith, 80 páginas, R$ 25). Com essa bela e promissora estreia na literatura, a poeta retrata sua infância no município onde nasceu, 355 quilômetros ao Norte de Porto Alegre. Ela explica, por meio da poesia: “Nasci em Constantina/ meus pais me registraram na capital/ até meu nascimento foi uma mentira”.

Constantina torna-se, assim, uma espécie de Macondo, com seus mistérios, suas curvas, suas sombras, suas sobras. Dividido em três partes (“Destino”, “Fatalidade” e “Acaso”), Constantina é marcado por versos maduros, pungentes, curtos, sempre na medida. Como quem canta uma canção para espantar o medo, Cínthya encara, armada de palavras, o que pode haver de amargo na palavra terrível, mas sem exageros, sem excessos desnecessários. Ela meio que revisita seus medos infantis para melhor perceber as tantas mentiras adultas.

Cínthya tem um olhar insistente. Ela retira, como quem pega emprestado, o que pode haver de cômico e trágico e simplesmente transforma: “Meu desespero não é preto e branco, é colorido”. Poeta nasce poeta. Desde sempre, desde os primórdios, parece que a poesia marcou de forma profunda a vida, os momentos da autora: “Minha ama-seca/ esfriava o leite noturno/ eu mentia/ ainda está quente/ ainda está quente/ só para vê-la jogar a brancura/ de uma xícara a outra/ sem derramar sequer uma gota”. Assim é a poesia de Cínthya Verri: branca quando tem de ser branca, preta quando é de noite, azul quando tem de ser. 

Cínthya não aceita fingimentos. Família, farsas, felicidades, tudo é turbilhão. Escrever um poema é finalmente chegar. “Só é tarde para os outros.” Para o poeta, tempo é sinônimo de caos, de alegria. O tempo, para Cínthya, corre amorosamente para dentro, num turbilhão feito de coisas vivas. Por isso tanta memória. Não tem a dureza, a poesia de Cínthya prefere, apesar do cinza, do tempo que pode ser temporal, a beleza, a essência do aço em flor.

Cínthya prefere – é isso, na maioria das vezes, é muito bom – a concisão para explorar o máximo que sobra, que explode de cada situação, de cada coisa que pulsa. A poeta reduz para melhor atingir, para tocar com mãos de gente o essencial. Que pode ser fogo, que pode ser água. A poesia de Cínthya é bonita, pois vem do trovão e é feita de flashes. Quase todos os poemas são carregados de uma luminosidade que atinge o simples, que chega a ser suficiente.

Se ela se desdobra para mostrar uma visão um tanto sombria do mundo, também é verdade que a poeta gaúcha não deixa de lado o essencial para a feitura do bolo, do poema. Cínthya, com ternura, é cheia de zelo, gosta de silêncios que, aos poucos, vão se transformando, pura alquimia, para ganhar cores e nomes. Raivas, nostalgias, melancolia, fracassos, diferenças. Não são apenas palavras. Tudo é o que parece ser, quando entra a faca do verso, que amplia o choque, que não coagula alma e sentimento. 

Os poemas de Constantina têm algo de sol e lua, têm algo de terra que suja a face. Cínthya adianta para o novo o seu processo de lucidez e o faz de forma lúdica, fato que empresta aos poemas frescor e qualidade. Se a poeta respeita a página em branco, também pode ser verdade que ela retira, apesar de todas as sombras acima citadas, qualquer peso que porventura se sobreponha ao ato de escrever. 

“Jogo no fogo/ a ver o que sobra/ o que fica sou eu.” Certas coisas são incomunicáveis: “Não entrego/ minha solidão/ nem a mim mesma”. Maior que o feio, existem beijos inesquecíveis. Os poemas de Constantina carregam densidades, mas trazem neste balaio estranho asas e ares de pura leveza, apesar da dureza, do cimento que insiste em versos como estes: “Me descalço de graça/ preciso sangrar os pés/ finos e magros/ vejo as vidraças da pele/ eu me desfaço a pedradas/ entre as veias”. 

Não é preciso dizer mais. Cínthya, dentro do rude, contra malefícios, mentiras, murros, parece que insiste e prefere a suavidade. Sensível, bela, ela sacou que “só a música me enxerga”. Partida, abrindo-se à força, sempre partindo, indo para outras estações, a poeta vai de encontro aos contrários da vida. “As palavras não doem/ mais do que um soco.” Mas a vida dá voltas e voltas. De boba, Cínthya não tem nada: “Planejo mirabolâncias sangrentas”. A poeta, se não despreza, contenta-se: “Só me reconheço/ com pouco”.


CONSTANTINA
Lançamento do livro de Cínthya Verri, hoje, às 11h, na Livraria e Editora Scriptum (Rua Fernandes Tourinho, 99, Savassi).
Informações: (31) 3223-1789.

SAIBA MAIS

Talentos plurais
Natural de Constantina e radicada em Porto Alegre, Cínthya Verri, de 31 anos, é médica e mantém um quadro semanal chamado “Quase perfeito” na Rádio Gaúcha, além de colaborar com crônicas nas rádios Ipanema e Elétrica. Compositora, cantora, desenhista, blogueira, prepara um especial de músicas homenageando o artista francês Serge Gainsbourg.


PENSAMENTOS OPOSTOS, SENTIMENTOS CONCORDANTES



Foto de Fernando Gomes

Ele é escritor, cronista, pai, dono de casa, professor, poeta, jornalista. Ela é escritora, cronista, poeta, madrasta, médica, acompanhante terapêutica, cantora, ilustradora.

Ele tem 39 anos. Ela tem 31. Ele tem dois filhos, Mariana, 18, e Vicente, 10. Ela tem uma cadelinha, Cora, 4. Casal, dupla, duo, não importa, Fabrício Carpinejar e Cínthya Verri assinarão juntos na nova revista Donna a coluna Quase Perfeito, com ilustrações da própria Cínthya.

A proposta é brincar de consultório sentimental, respondendo a perguntas dos leitores – cada um com seu ponto de vista, replicando-se e provocando-se mutuamente.

– Nos conhecemos no final de 2008, ambos exibidos, carentes, espalhafatosos, discordantes. O único jeito que cada um encontrou para calar a boca do outro foi com um beijo! Só brigamos naquela noite, e por conta da Mercedes Sosa – conta Cínthya, autora da Constantina, relembrando o primeiro encontro com Carpinejar, autor de Canalha!.

O multicasal começou morando junto, depois viveu “separado-junto”, até montar um apartamento:

– Apareci com uma biblioteca de sete mil livros. Cínthya surgiu com uma coleção maravilhosa de sapatos. Não dá mais para separar. Nossos livros não andam descalços pela casa – diz Fabrício.

– Temos escritório juntos, mas escrevemos na varanda, na sala, na cozinha. Eu escrevo olhando televisão, em transe. O Fabrício prefere o silêncio. Somos hiperativos de temperamentos diferentes. O Fabrício é o organizado que perde tudo. Eu sou a desorganizada que não perde nada – completa Cínthya.

E como será a coluna no Donna que estreia no próximo domingo? Fabrício responde:

– Imprevisível, nunca sabemos o que o outro vai falar. Pensamentos opostos, sentimentos concordantes. Sinceridade não é para doer, mas para cicatrizar. Não vamos fingir, nem fugir do assunto. Adoramos uma boa discussão.

COM NOVO PAPEL, DONNA GANHARÁ ARES DE REVISTA


Evoluir é mudar sem perder a identidade, é incorporar novidades e adaptar-se a novas circunstâncias sem abrir mão da essência. Se a regra vale para as pessoas, pode ser aplicada também a jornais e revistas, que são organismos dinâmicos e em constante processo de renovação.

No próximo domingo, os leitores encontrarão encartada na Zero Hora dominical uma evolução do Donna – suplemento que estreou no jornal em maio de 1993 com o objetivo de ser muito mais do que um caderno feminino. Mesmo contemplando assuntos tradicionalmente tratados pelas revistas femininas, como moda, beleza e comportamento, Donna, ao longo de sua trajetória, firmou-se como um caderno da família inteira, contando com dois dos mais queridos cronistas do Brasil: os gaúchos de corpo, alma e endereço Luis Fernando Verissimo e Martha Medeiros.

A mudança mais evidente – e literalmente palpável – desta nova fase está na capa, que passa agora a ser impressa em papel couchê, dando ao suplemento um aspecto ainda mais sofisticado e duradouro: Donna deixa de ser um caderno para se tornar uma revista semanal. As páginas internas também ganham um papel diferenciado, ideal para destacar o design gráfico e o trabalho de alguns dos melhores fotógrafos de moda do Brasil que colaboram com a revista.

– Com o papel de maior qualidade, todo o conteúdo do Donna, sobretudo ilustrações, fotografia e publicidade, será muito valorizado aos olhos dos leitores – diz o diretor-geral de Jornais RS do Grupo RBS, Marcelo Rech, lembrando que Zero Hora está investindo mais de R$ 4 milhões no novo Donna este ano. Além da melhoria do papel, boa parte deste investimento está na instalação, no Parque Gráfico Jayme Sirotsky, em Porto Alegre, de um equipamento de origem suíça capaz de grampear 37 mil exemplares da revista por hora.

Editorialmente, a nova revista Donna também terá novidades. Incorporando-se ao “dream team” de cronistas da revista, o escritor Fabrício Carpinejar assina com a mulher, a também escritora Cínthya Verri, a coluna Quase Perfeito, em que o casal vai responder a questões dos leitores apresentando as perspectivas feminina e masculina dos mesmos assuntos. A página assinada pela astróloga Amanda Costa terá mais conteúdo exclusivo, e a revista ganha ainda uma seção de passatempos, com Palavras Cruzadas e Sudoku.

Reportagens sobre comportamento e tendências seguem sendo um dos pontos fortes da revista, que traz ainda entrevistas e dicas sobre a programação cultural, sem deixar de lado as tradicionais seções de moda, beleza e etiqueta. A personagem escolhida para estampar a primeira edição da nova revista Donna é a ex-Miss Universo Ieda Maria Vargas, que recebeu em seu apartamento, em Gramado, a editora Mariana Kalil e a colunista Celia Ribeiro para uma conversa franca e emocionada sobre amor, família e superação.

Donna vai evoluir, tornar-se revista, mas jamais vai perder a essência que conquistou os leitores nesses 19 primeiros anos: tratar de assuntos e personagens que tocam o coração de homens e mulheres gaúchos.

Publicado no jornal Zero Hora 
Editoria de Geral 20 de maio de 2012  
P. 24, N° 17075