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terça-feira, 10 de abril de 2007

Mandato do Querer (ago/06)

Compreendo agora, nesse mesmo instante
Que o borrado passado, não muito distante,
É simples pedaço de falso brilhante
Usamos (des)culpa de sermos infantes:
E agora, crescidos, dizemos: abuso
Mentira que seja uma repetição
Façamos um novo e mais nobre uso
Largando a carcaça de medo e ilusão.
Aquilo chamado de pura inocência
Vestia não-dita, mas tal competência
Prazer de ser vítima em inconsciência
É Instinto intuído de sobrevivência
Agora no entanto são vívidos fatos.
Deixemos a ela o nosso ultimato:
São ocos! É culpa o nosso chicote!
Sentindo prazer, isso não é boicote.
(o sul é a vida; a morte, o norte!)

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