Ela pede.
Não, ela mais que pede: implora.
Não, não. Não é bem 'implora'. É mais um 'explora' (a si mesma, a buscar o outro).
(O que é mais bem que implorar - em geral)
Mas o que ela pede, ele não entende.
Ele diz que não tem (Ela afirma que ele tem - impossível não).
Ele diz que quer, mas não consegue.
Ela suspira... Ele não entende mesmo.
Ela insiste;
ele se retorce e contorce (doloridíssimo da vida que não tem cura).
Ela explica, replica, triplica.
Piorou.
Ele se afasta, se fecha, se encerra.
Porra (pensa ela).
'Mas não existe mandar no querer' - pensa (e diz) ela.
E não pensa em mandar no dele - pensa em mandar no seu (no seu só, ela quer, nem precisa ser no dele).
Francamente.
Ah, mas é assim mesmo. Ou compreendemos, ou não.
Ninguém ensina que estar também é dar.
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